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15 de março de 2010
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Obras urbanas

Planejamento e logística para enfrentar o caos

Tráfego intenso, remanejamento de redes e o atendimento às necessidades de comunidade carentes figuram entre os principais problemas enfrentados pelas construtoras na obra do complexo viário Jacu-Pêssego, na zona Leste de São Paulo

Nos grandes centros urbanos, a execução de uma obra de infraestrutura pode gerar uma difícil convivência entre a construtora e a população vizinha. Em que pese os benefícios do empreendimento – que pode ser uma nova avenida, uma canalização etc. – ele impacta o trânsito da cidade e provoca desconforto à população, apesar de todos os esforços da empresa para a mínima geração de ruído, vibrações, poeira e outros inconvenientes. Na linha inversa, a empresa também precisa lançar mão de muito planejamento e logística para o cumprimento de todas essas premissas, que fazem parte do bom relacionamento com a comunidade, sem comprometimento da qualidade e do cronograma da obra.

As obras do complexo viário Jacu-Pêssego/Sul, na cidade de São Paulo, ilustram bem esse desafio. A avenida está passando por uma série de retificações e por duplicação, para interligar o trecho Sul do Rodoanel Mário Covas, a partir da região do ABC Paulista, até a rodovia Ayrton Senna, na zona Leste de São Paulo. Em meio a intenso tráfego de veículos e áreas densamente habitadas, o projeto se caracteriza pela grande mobilização de equipamentos pesados para a construção de viadutos e vias urbanas.

Um exemplo disso é a avenida Papa João XXIII, em Mauá, que está sendo duplicada para a interligação entre a Jacu-Pêssego e o Rodoanel. Nesse trecho, bate-estacas, escavadeiras, motoniveladoras, tratores de esteira e outros equipamentos, movimentam-se em meio aos automóveis para a terraplenagem da nova pista e a execução das fundações dos viadutos. “No pico da obra, teremos seis bate-estacas trabalhando em cada um dos dois viadutos de 300 m que vamos construir”, diz Virginia Carolina de Sales, gerente de engenharia do Consórcio Sistema Viário Metropolitano (SVM), composto pela Construtora Andrade Gutierrez e pela Galvão Engenharia, que responde pelo primeiro lote da obra.

Planejamento do transporte
Apesar de o consórcio priorizar a movimentação das máquinas no período noturno, há momentos em que uma delas precisa ser movimentada de um ponto ao outro da obra durante o dia, o que exige a paralisação do trânsito por cerca de 40 minutos para o seu transporte. “Isso acontece com bate-estacas, escavadeiras de grande porte e demais equipamentos sobre esteira, que só podem ser transportados sobre carreta-prancha”, complementa Igor Leonardo de Oliveira, engenheiro de produção do SVM. Por esse motivo, uma carreta fica disponível no trecho durante 24 horas para essa finalidade.