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05 de junho de 2018
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Cenário / Os gargalos da infraestrutura

Se, em 2017, a retomada do crescimento da economia brasileira em geral já foi tímida, o fomento da infraestrutura neste ano deverá ser ainda mais lento, pois depende, substancialmente, do aporte de capital, estrangeiro e nacional. Para isso, é decisiva a credibilidade, que segue abalada no presente cenário de instabilidade política, eleições e incertezas sobre os rumos do Brasil.

Nesse contexto, não foi sem razão que os Investimentos Estrangeiros Diretos recuaram de US$ 78,2 bilhões, em 2016, para US$ 70,3 bilhões, no ano passado. A taxa de investimento total, em 2017, bateu em seu nível mais baixo desde 1996, quando o IBGE iniciou essa série histórica, caindo para 15,6% do PIB, ante 16,1% em 2016.

A retomada da credibilidade – decisiva para que tenhamos substancial crescimento dos investimentos e consigamos vencer o desafio de modernizar e atender à demanda da infraestrutura – depende diretamente do calendário eleitoral e da conclusão a bom termo das eleições de outubro. A expectativa de todos no setor é de que, a partir da próxima gestão do Executivo e das novas legislaturas federais e estaduais, tenhamos mais estabilidade política, bem como governantes e parlamentares comprometidos com as prioridades nacionais.

Só assim os investimentos no setor serão paulatinamente ampliados, viabilizando uma retomada mais dinâmica a partir de 2020, à altura do potencial do Brasil, cuja economia sempre foi promissora para quem trabalha em construção e infraestrutura. Somos um país novo, com muito a edificar nessas áreas, cujos empreendimentos são de grande porte e geradores de emprego, renda e desenvolvimento.

*Marina Simões é administradora de empresas e diretora da Locar Guindastes e Transportes Intermodais.

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Locar: www.locar.com.br