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29 de abril de 2010
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Mercado

Obras que movimentam a economia

As obras previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) mantêm o setor aquecido, antes mesmo de o país iniciar os projetos de infraestrutura necessários para receber a Copa do Mundo de 2014

A rapidez com que as obras são liberadas para execução no Brasil pode ficar aquém das expectativas das empreiteiras, da sociedade em geral e do próprio governo. Entretanto, mesmo diante da ambiguidade da legislação ambiental, responsável pelo atraso na execução de alguns projetos e pela criação de alguns impasses institucionais, todos concordam em um ponto: nunca se investiu tanto em infraestrutura no país como nos últimos anos.

Até o momento, menos de 10% das obras previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) foram concluídas, o que representa o aporte de R$ 62,9 bilhões diante da meta do governo de investir R$ 643 bilhões em geração e distribuição de energia, construção de estradas e ferrovias, ampliação de portos, saneamento e produção de óleo e gás, até 2010. Mesmo assim, o mercado se mantém otimista diante do volume de obras em execução e das que devem entrar em fase de licitação. “Cerca de 80% dos projetos previstos no PAC estão com o cronograma em dia”, afirmou o senador Fernando Collor de Mello, presidente da comissão de infraestrutura do Senado, durante sua passagem pelo Elacom 2009 (2º Encontro Latino-Americano da Construção e Mineração), que se realizou paralelamente à M&T Expo 2009.

Desde o lançamento desse programa, em 2007, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ampliou os empréstimos para infraestrutura e já computa a liberação de R$ 59,3 bilhões nessa área. Seguindo a meta de financiar até 42% das obras previstas no PAC, o banco conta atualmente com uma carteira de crédito de R$ 104,8 bilhões para grandes projetos de engenharia, entre operações já aprovadas ou em fase de análise. “Não é a falta de recursos que está atrasando algumas obras e sim as indefinições ambientais, o que mostra o quanto o mercado brasileiro tornou-se atrativo”, afirma Afonso Mamede,  presidente da Sobratema.

Obras para a Copa

Afinal, além desse volume de obras, o Brasil precisará implantar outro considerável elenco de projetos para sediar a Copa do Mundo de 2014. Os especialistas avaliam que, para atender as exigências da Fifa (Federation International Football Association), o país teria que investir R$ 110 bilhões em aeroportos, hotelaria, transporte metropolitano e construção de estádios. O valor inclui a implantação do projeto do trem de alta velocidade (TAV), o popular trem-bala, entre as cidades de São Paulo, Campinas e Rio de Janeiro, bem como os R$ 6,2 bilhões previstos para a reforma de aeroportos.