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29 de abril de 2010
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Mercado

Locadoras conquistam seu espaço

As rental ampliam sua participação no mercado de equipamentos e despertam a atenção dos fabricantes com lançamentos e negócios voltados especialmente para esse perfil de consumidor

Em uma economia cada vez mais competitiva, onde a eficiência operacional é fundamental para a lucratividade da empresa, a locação de equipamentos se consolida como uma solução economicamente atrativa para as construtoras. Afinal, em obras que demandam menos tempo de mobilização das máquinas, o aluguel mostra-se uma boa alternativa para quem quer reduzir o volume de capital aplicado em ativo fixo. Além disso, ao optar por esse caminho, a empresa diminui custos indiretos, como a despesa com a manutenção dos equipamentos e seus períodos de ociosidade.

Tais argumentos, bastante difundidos no mercado, ajudam a explica o avanço do setor de locação, apesar da forte cultura das construtoras brasileiras de operar com equipamentos próprios. Nos últimos nove anos, essas empresas ampliaram sua participação no mercado de máquinas para construção de 10% para 20%. Isso significa que dois em cada dez equipamentos mobilizados nos canteiros de obras são alugados.

Para Eurimilson Daniel, diretor da Escad Rental, essa expansão também se deve à estabilização econômica e à democratização do crédito, fatores que viabilizaram investimentos nessa área. Ele ressalta ainda o profissionalismo das locadoras, que diversificaram suas frotas para atender às mais variadas demandas dos clientes. “Além de oferecer máquinas muito específicas, desde as pequenas até as de grande porte, elas investiram no atendimento ao cliente, no suporte à manutenção e no desenvolvimento de modelos de contrato adequados às necessidades do mercado.”

Atenção dos fabricantes

Quem visitou a M&T Expo 2009 constatou essa evolução, não apenas pela forte presença de empresários do setor nos corredores e estandes da feira, mas também pelo volume de lançamentos realizados com o foco nesse tipo de usuário de equipamentos. Além dos fabricantes de máquinas de movimentação de cargas e pessoas (guindastes, plataformas elevatórias e manipuladores telescópicos), segmento que opera exclusivamente por meio de locação, outros grandes expositores destacaram produtos voltados para o mercado das rental, como minicarregadeiras, escavadeiras de menor porte e demais equipamentos compactos.

Para seduzir um público tão sensível às condições de financiamento, muitos dos grandes fabricantes enfatizaram as facilidades proporcionadas por linhas de crédito especiais, como o Finame. Empresas pertencentes a grupos que também controlam instituições financeiras, como a Caterpillar,


Em uma economia cada vez mais competitiva, onde a eficiência operacional é fundamental para a lucratividade da empresa, a locação de equipamentos se consolida como uma solução economicamente atrativa para as construtoras. Afinal, em obras que demandam menos tempo de mobilização das máquinas, o aluguel mostra-se uma boa alternativa para quem quer reduzir o volume de capital aplicado em ativo fixo. Além disso, ao optar por esse caminho, a empresa diminui custos indiretos, como a despesa com a manutenção dos equipamentos e seus períodos de ociosidade.

Tais argumentos, bastante difundidos no mercado, ajudam a explica o avanço do setor de locação, apesar da forte cultura das construtoras brasileiras de operar com equipamentos próprios. Nos últimos nove anos, essas empresas ampliaram sua participação no mercado de máquinas para construção de 10% para 20%. Isso significa que dois em cada dez equipamentos mobilizados nos canteiros de obras são alugados.

Para Eurimilson Daniel, diretor da Escad Rental, essa expansão também se deve à estabilização econômica e à democratização do crédito, fatores que viabilizaram investimentos nessa área. Ele ressalta ainda o profissionalismo das locadoras, que diversificaram suas frotas para atender às mais variadas demandas dos clientes. “Além de oferecer máquinas muito específicas, desde as pequenas até as de grande porte, elas investiram no atendimento ao cliente, no suporte à manutenção e no desenvolvimento de modelos de contrato adequados às necessidades do mercado.”

Atenção dos fabricantes

Quem visitou a M&T Expo 2009 constatou essa evolução, não apenas pela forte presença de empresários do setor nos corredores e estandes da feira, mas também pelo volume de lançamentos realizados com o foco nesse tipo de usuário de equipamentos. Além dos fabricantes de máquinas de movimentação de cargas e pessoas (guindastes, plataformas elevatórias e manipuladores telescópicos), segmento que opera exclusivamente por meio de locação, outros grandes expositores destacaram produtos voltados para o mercado das rental, como minicarregadeiras, escavadeiras de menor porte e demais equipamentos compactos.

Para seduzir um público tão sensível às condições de financiamento, muitos dos grandes fabricantes enfatizaram as facilidades proporcionadas por linhas de crédito especiais, como o Finame. Empresas pertencentes a grupos que também controlam instituições financeiras, como a Caterpillar, Volvo, Case e New Holland, ressaltaram as vantagens que seus bancos podem oferecer aos clientes em termos de menores taxas de juro. “As locadoras podem representar até 15% das nossas vendas este ano”, pondera Yoshio Kawakami, presidente da Volvo.

Por esse motivo, a empresa adotou a estratégia de estimular seus distribuidores a ampliar as atividades no segmento de locação, como a investida anunciada recentemente pela Tracbel. Tradicional fabricante de máquinas de grande porte, a Volvo ampliou sua linha em 40% desde 2007, com ênfase em equipamentos menores, adequados ao setor de locação. A lista inclui desde minicarregadeiras e rolos compactadores, até as miniescavadeiras e retroescavadeiras, estas duas últimas apresentadas em primeira mão ao mercado durante a M&T Expo 2009.

A participação das locadoras na M&T Expo também foi marcada pelos seminários organizados pela Alec (Associação Brasileira das Empresas Locadoras de Bens Móveis) e pela Apelmat (Associação Paulista dos Empreiteiros e Locadores de Máquinas de Terraplenagem e Ar Comprimido) no Elacom 2009, que ocorreu simultaneamente à feira. As duas entidades integraram a lista de 32 associações da construção e mineração presentes no congresso, reunindo seus associados e demais profissionais do setor para um debate sobre o mercado de locação.

Concorrência predatória

Apesar da expansão do setor, as rental brasileiras ainda têm uma atuação tímida em comparação com suas congêneres dos países industrializados, conforme explica Paulo Esteves, diretor comercial da locadora Solaris. “Nos Estados Unidos, o setor representa 40% do mercado de equipamentos
e no Japão, as rental chegam a responder por 60% do consumo de máquinas de construção.” Como esse tipo de negócio exige capital intensivo, ele explica que normalmente as locadoras norte-americanas pertencem a fundos de investimentos, que encaram essa atividade como uma oportunidade para aplicações.

Devido a uma redução nas atividades da construção, Esteves destaca uma pressão sobre a tarifa de locação de equipamentos, o que tem levado algumas empresas do setor a adotar práticas predatórias. “Elas precisam entender que redução de preço não estimula a demanda, pois o que o cliente quer de uma rental é a disponibilidade de seus equipamentos, confiabilidade e pronto atendimento”, diz ele.

Eurimilson Daniel, da Escad, ressalta o suporte prestado pelas locadoras aos clientes em termos de manutenção, com a pronta substituição do equipamento diante de um problema, evitando perdas de produção. “Com isso, a construtora transfere todo o risco para a rental”, ele conclui.