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30 de abril de 2010
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Mercado

Locadoras apostam no crescimento

Com a projeção de maior demanda das empreiteiras por locação, empresas investem na ampliação e/ou renovação da frota e em flexibilidade no atendimento

A palavra crise decididamente não faz parte do vocabulário das locadoras de equipamentos para construção. Após três anos consecutivos de intensa expansão no volume de negócios, as empresas do setor vislumbram o atual cenário econômico como uma oportunidade para continuar crescendo em
2009 e nos próximos anos. Elas avaliam que, em um ambiente econômico instável, as construtoras vão preferir operar com maior percentual de máquinas alugadas em vez de empatar seu capital em frota própria, mesmo no caso de empreiteiras com sólida carteira de contratos.

Esta edição da revista M&T entrevistou algumas das mais representativas empresas do setor e todas projetam para este ano um crescimento entre 10% e 15% nas receitas. Muitas delas, aliás, estão investindo na ampliação ou modernização dos respectivos parques de equipamentos. “O setor ganhou musculatura e está preparado para atender às mais variadas necessidades das construtoras”, afirma Eurimilson Daniel, diretor da Escad Rental. Ele ressalta que a era das locadoras com reduzido portfólio de máquinas, em geral composto por retroescavadeiras e máquinas de movimentação de solos menores, faz parte do passado.

“Atualmente, temos locadoras capacitadas a oferecer um cardápio variado, com modelos muito específicos e escavadeiras de até 50 t de peso, além de soluções voltadas à maior produtividade do cliente, como o suporte de manutenção e a pronta substituição de um equipamento avariado.” Sua empresa, por exemplo, conta com uma frota de cerca de 400 máquinas de escavação, carregamento e compactação, desde modelos compactos e retros, até escavadeiras maiores, pás carregadeiras e rolos compactadores, entre outros.

Tamanho do setor

Com toda a expansão do setor, as rentals ainda representam cerca de 15% do mercado de equipamentos. Tal participação já constitui uma escala suficientemente relevante para o atendimento às necessidades das construtoras nas mais variadas regiões do País e dentro de condições muito específicas em termos de tempo de locação ou de mobilização da máquina solicitada. Mas o tamanho desse mercado ainda é proporcionalmente pequeno quando comparado aos Estados Unidos, onde as locadoras são responsáveis por 40% dos equipamentos em operação nos canteiros de obras.

Para Maurício Amaral, diretor da divisão Rental da distribuidora Brasif, essa diferença entre os dois países se deve a questões culturais. “Em muitas construtoras ainda prevalece o antigo conceito de que o lucro resulta da propriedade e não da eficiência no uso do equipamento”, ele pondera. Paulo Esteves, diretor comercial da locadora Solaris, ressalta que os gastos de uma construtora com locação não passam de 3% do custo com os equipamentos. “Com esse valor, a empresa elimina custos de manutenção e de gerenciamento de todo o ciclo de vida das máquinas, da sua aquisição ao descarte.”