FECHAR
FECHAR
04 de setembro de 2010
Voltar
Test-drive

Grande notável

Escavadeira de 60 toneladas da Komatsu, usada há dois anos na Hidrelétrica de Santo Antônio, mostra alta produtividade em Rondônia

O volume de escavação em projetos de grande envergadura como a construção da hidrelétrica de Santo Antônio, no Rio Madeira (RO), exige a utilização de escavadeiras proporcionalmente grandes. Esse foi o motivo que levou o Consórcio Construtor Santo Antônio (CCSA) a escolher a PC600, da Komatsu, com peso operacional de 60 toneladas e caçamba de 4 metros cúbicos. Formado pelas construtoras Norberto Odebrecht e Andrade Gutierrez, o consórcio possui 15 dessas máquinas.

As escavadeiras são utilizadas em terrenos arenosos ou rochosos e têm demonstrado alta eficiência operacional, de acordo com Augusto Silva Filho, gerente de equipamentos do CCSA. “A frota para movimentação de terra foi ajustada para carregar caminhão basculante 8x4, com caçamba de 20 m³, e caminhões fora-de-estrada de 17 m3 de capacidade de carga e utilizados para transportar rochas de grandes dimensões”, diz ele.

Os engenheiros de produção do CCSA especificaram a malha de detonação para obter blocos de rocha escavada compatíveis com as dimensões da caçamba da PC600. Isso permite que os caminhões sejam carregados com rochas de diâmetro elevado após quatro ou cinco ciclos de operação da escavadeira, o que se revela como alta produtividade para o serviço.

A operação em rocha ainda exige reforço especial nas caçambas, que são dotadas de recursos como bordas laterais, tiras de proteção de base, protetores entre dentes ou da lateral da caçamba e dentes de aço especial.

Segundo o profissional do CCSA, a operação da PC600, quando bem realizada, proporciona reduções significativas de custos operacionais. Parte do sucesso pode ser explicado pela eletrônica embarcada do equipamento, caso dos controladores do motor, sistema hidráulico, ar-condicionado, painel interativo e sistema de monitoramento remoto (Komtrax).

O Komtrax, aliás, é item de série do equipamento e permite a gravação de anormalidades operacionais, mecânicas e eletrônicas durante os trabalhos, além de registrar as horas trabalhadas.

No painel interativo, é possível optar por modos de operação de alta potência, econômica ou intermediária. “Ao menos duas vezes por dia há retirada dos equipamentos da frente de trabalho devido às detonações. Esse afastamento se resume em um percurso de aproximadamente 500 metros, em terreno com 11 graus de inclinação. Durante essa locomoção, utilizamos o modo econômico de o


O volume de escavação em projetos de grande envergadura como a construção da hidrelétrica de Santo Antônio, no Rio Madeira (RO), exige a utilização de escavadeiras proporcionalmente grandes. Esse foi o motivo que levou o Consórcio Construtor Santo Antônio (CCSA) a escolher a PC600, da Komatsu, com peso operacional de 60 toneladas e caçamba de 4 metros cúbicos. Formado pelas construtoras Norberto Odebrecht e Andrade Gutierrez, o consórcio possui 15 dessas máquinas.

As escavadeiras são utilizadas em terrenos arenosos ou rochosos e têm demonstrado alta eficiência operacional, de acordo com Augusto Silva Filho, gerente de equipamentos do CCSA. “A frota para movimentação de terra foi ajustada para carregar caminhão basculante 8x4, com caçamba de 20 m³, e caminhões fora-de-estrada de 17 m3 de capacidade de carga e utilizados para transportar rochas de grandes dimensões”, diz ele.

Os engenheiros de produção do CCSA especificaram a malha de detonação para obter blocos de rocha escavada compatíveis com as dimensões da caçamba da PC600. Isso permite que os caminhões sejam carregados com rochas de diâmetro elevado após quatro ou cinco ciclos de operação da escavadeira, o que se revela como alta produtividade para o serviço.

A operação em rocha ainda exige reforço especial nas caçambas, que são dotadas de recursos como bordas laterais, tiras de proteção de base, protetores entre dentes ou da lateral da caçamba e dentes de aço especial.

Segundo o profissional do CCSA, a operação da PC600, quando bem realizada, proporciona reduções significativas de custos operacionais. Parte do sucesso pode ser explicado pela eletrônica embarcada do equipamento, caso dos controladores do motor, sistema hidráulico, ar-condicionado, painel interativo e sistema de monitoramento remoto (Komtrax).

O Komtrax, aliás, é item de série do equipamento e permite a gravação de anormalidades operacionais, mecânicas e eletrônicas durante os trabalhos, além de registrar as horas trabalhadas.

No painel interativo, é possível optar por modos de operação de alta potência, econômica ou intermediária. “Ao menos duas vezes por dia há retirada dos equipamentos da frente de trabalho devido às detonações. Esse afastamento se resume em um percurso de aproximadamente 500 metros, em terreno com 11 graus de inclinação. Durante essa locomoção, utilizamos o modo econômico de operação, que resulta em uma redução do consumo diário de combustível de até 10%”, diz Silva Filho.

Trabalho Conjunto
Além das vantagens operacionais da máquina, como relatou o especialista, o trabalho conjunto entre o cliente e o dealer, Bauko, tem favorecido a resolução de incidentes em campo. Foi o caso do problema nas bombas injetoras de algumas unidades, nas quais houve a quebra da válvula de retenção do sistema de alta pressão. “A solução foi modificar o ângulo de vedação da válvula e realizar mudanças no tratamento do material”, diz Profeta Filho, especialista da Bauko responsável pela gestão dos equipamentos utilizados na obra.

A Bauko também se responsabilizou por resolver o incidente ocorrido com a folga ou quebra dos prisioneiros de fixação das válvulas. Assim como no primeiro caso, o dealer da Komatsu substituiu todas as bombas que apresentaram defeitos. “Foram ações que comprovaram que eles atendem a obra com excelência”, explica Silva Filho, comentando as ações da Bauko.

Falha de Operação
Outra questão identificada nas unidades da PC600 em utilização nas obras da Hidrelétrica de Santo Antonio ocorreu com as turbinas, mas os especialistas rapidamente notaram que o problema era ocasionado por falha de operação. “Detectamos que alguns operadores não estavam aguardando o tempo de cinco minutos em marcha lenta antes de desligar o motor da máquina”, diz Profeta Filho. “Para evitar essa prática, o CCSA promoveu ações de treinamento, corrigindo o incidente. Ele acredita que o investimento em treinamento vai promover o aperfeiçoamento da mão-de-obra.

Utilizadas há cerca de dois anos nas obras de construção da Hidrelétrica de Santo Antônio, as PC600 deverão ser utilizadas por mais dois. Durante esse período, elas devem passar por planos de manutenção especializada e já dimensionados pela Komatsu e pelo próprio usuário (veja quadro), confirmando que já são velhas conhecidas da paisagem de Rondônia.

Mais materias sobre esse tema