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04 de junho de 2012
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Rodovias

Estratégia de guerra para obras de emergência

Com a aquisição de estruturas metálicas de montagem rápida, desenvolvidas para aplicação militar, o Exército Brasileiro pretende agilizar a recuperação de pontes rodoviárias em situações de calamidade

Com quase 20 mil km de obras rodoviárias já executadas nos últimos anos e cerca de 5,8 mil km de linhas ferroviárias, o Exército Brasileiro vem se revelando um importante aliado do governo Federal na recuperação e expansão da infraestrutura de transporte em regiões longínquas e de difícil acesso. Apesar desse desempenho, entretanto, a instituição não se posiciona como uma construtora, mas sim como um instrumento pronto a atender o chamamento do país em projetos de segurança nacional.

Com essa atuação, o Exército promove o adestramento da tropa para eventuais situações de guerra e, nesse processo, contribui para a melhoria da infraestrutura em projetos de defesa nacional ou pouco atrativos para a iniciativa privada. Para cumprir esta missão, em agosto último a instituição adquiriu oito módulos de pontes metálicas do tipo LSB (Pontes de Apoio Logístico, da sigla em inglês). Entretanto, em vez de serem utilizadas em sua função original, que é a restauração de pontes em situações de guerra e deslocamento de tropa, essas estruturas provisórias serão destinadas para obras de emergência.

Segundo o coronel Odilon Mazzini Junior, do Departamento de Engenharia do Exército (DEC), sete delas já foram aplicadas ainda em 2011. “Tratam-se de pontes com vão de 62 m de comprimento, capazes de suportar carga de até 120 t”, diz ele. Com isso, o militar ressalta que podem suportar o trafego de diversas carretas de porte médio circulando simultaneamente sobre a ponte.

Rapidez na mobilização

As pontes LSB podem ser escalonadas vertical ou horizontalmente. No primeiro caso, é possível construir até três módulos, de forma que a capacidade de sustentação da estrutura superior seja a somatória da capacidade das seções anteriores, ou seja, atingindo uma capacidade de carga de 360 t no terceiro módulo. No avanço horizontal, a junção de módulos é “infinita”, permitindo que o Exército instale as pontes provisoriamente em diversas situações de calamidade. “De qualquer forma, o vão máximo da estrutura não pode exceder a 62 m”, pondera o coronel Mazzini.

O planejamento do Exército Brasileiro contempla a mobilização das pontes no prazo máximo de 24 h, desde sua solicitação até o inicio do deslocamento à frente de serviço. O tempo de transporte, obviamente, dependerá do local em que ela será instalada, mas o comando se compromete a entregar a estrutura em 48 h em um rai


Com quase 20 mil km de obras rodoviárias já executadas nos últimos anos e cerca de 5,8 mil km de linhas ferroviárias, o Exército Brasileiro vem se revelando um importante aliado do governo Federal na recuperação e expansão da infraestrutura de transporte em regiões longínquas e de difícil acesso. Apesar desse desempenho, entretanto, a instituição não se posiciona como uma construtora, mas sim como um instrumento pronto a atender o chamamento do país em projetos de segurança nacional.

Com essa atuação, o Exército promove o adestramento da tropa para eventuais situações de guerra e, nesse processo, contribui para a melhoria da infraestrutura em projetos de defesa nacional ou pouco atrativos para a iniciativa privada. Para cumprir esta missão, em agosto último a instituição adquiriu oito módulos de pontes metálicas do tipo LSB (Pontes de Apoio Logístico, da sigla em inglês). Entretanto, em vez de serem utilizadas em sua função original, que é a restauração de pontes em situações de guerra e deslocamento de tropa, essas estruturas provisórias serão destinadas para obras de emergência.

Segundo o coronel Odilon Mazzini Junior, do Departamento de Engenharia do Exército (DEC), sete delas já foram aplicadas ainda em 2011. “Tratam-se de pontes com vão de 62 m de comprimento, capazes de suportar carga de até 120 t”, diz ele. Com isso, o militar ressalta que podem suportar o trafego de diversas carretas de porte médio circulando simultaneamente sobre a ponte.

Rapidez na mobilização

As pontes LSB podem ser escalonadas vertical ou horizontalmente. No primeiro caso, é possível construir até três módulos, de forma que a capacidade de sustentação da estrutura superior seja a somatória da capacidade das seções anteriores, ou seja, atingindo uma capacidade de carga de 360 t no terceiro módulo. No avanço horizontal, a junção de módulos é “infinita”, permitindo que o Exército instale as pontes provisoriamente em diversas situações de calamidade. “De qualquer forma, o vão máximo da estrutura não pode exceder a 62 m”, pondera o coronel Mazzini.

O planejamento do Exército Brasileiro contempla a mobilização das pontes no prazo máximo de 24 h, desde sua solicitação até o inicio do deslocamento à frente de serviço. O tempo de transporte, obviamente, dependerá do local em que ela será instalada, mas o comando se compromete a entregar a estrutura em 48 h em um raio de até 500 km de distância, desde que haja equipamento disponível para o serviço. “A montagem de cada módulo demora outras 24 h”, completa o oficial.

As pontes utilizadas pelo Exército Brasileiro foram produzidas pela britânica Mabey, mas o coronel Mazzini ressalta que a indústria siderúrgica nacional está capacitada a fabricar esse sistema com a mesma qualidade. “Obviamente, para isso acontecer precisaríamos tem uma demanda que justificasse sua produção local em escala”, ele ressalta. Além das novas pontes LSB adquiridas em 2011, o Exército conta com outras estruturas do gênero, porém com menor capacidade de carga. Segundo o coronel, todas elas necessitam de manutenções constantes devido ao longo tempo de utilização.