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25 de julho de 2015
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Mercado

Estímulo à competitividade

Anunciado na M&T Expo, programa ProBK do BNDES financiará projetos de inovação na cadeia produtiva de fornecedores do setor de bens de capital
Por Luciana Duarte

Com objetivo de estimular a competitividade das empresas do setor de bens de capital e sua cadeia de fornecedores, o BNDES apresentou durante a M&T Expo 2015 a linha de crédito ProBK (Programa de Bens de Capitais). A novidade tem como foco principal garantir recursos entre 1 milhão e 10 milhões de reais, de acordo com os projetos apresentados. Empresas de qualquer faturamento podem solicitar aprovação da linha de crédito, sendo que o valor liberado depende dos objetivos dos projetos, incluindo categorias como inovação, capital de giro, consolidação da empresa ou internacionalização. “Para operações que envolvam renda fixa e renda variável, o valor mínimo deve ser entendido como a soma de todos os instrumentos financeiros”, diz Bruno Plattek de Araújo, especialista do Departamento de Bens de Capital do banco, informando que 15 projetos já foram aprovados. “Em alguns casos, inclusive, podemos flexibilizar garantias exigidas à empresa beneficiada.”

Segundo Plattek, o programa foi criado no final de 2013, mas apenas no segundo semestre de 2014 deu início à liberação de recursos. As principais operações em andamento são projetos destinados aos setores de equipamentos de construção, máquinas agrícolas e rodoviárias, energia solar e eólica, óleo e gás, resíduos sólidos, mobilidade urbana e biocombustíveis, entre outros.

APOIO

No caso de aquisição de máquinas e equipamentos importados, a participação máxima do BNDES na operação será de até 90% dos itens financiáveis (aplicada sobre valor Free On Board). No caso de micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), até 70% dos itens financiáveis. E, para as demais empresas, até 50%. “Os tomadores de créditos podem ter a participação do BNDES ampliada para até 90% do valor dos itens financiáveis”, destaca Plattek, ao lembrar que o BNDES também dará apoio as operações diretas e indiretas. “Mas, neste caso, a parcela do crédito referente ao aumento da participação terá custo equivalente à Cesta, IPCA, TS, TJ3 ou TJ6, ao passo que  a remuneração básica do BNDES será de, no mínimo, 1,2% a.a.”

Segundo o especialista, há total interesse em divulgar e promover o programa em instituições financeiras credenciadas. “Vamos dar apoio às negociações seja entre a instituição financeira credenciada e o cliente ou diretamente conosco”, finaliza.

Exportação de serviços de engenharia pode amortecer impactos do aj


Com objetivo de estimular a competitividade das empresas do setor de bens de capital e sua cadeia de fornecedores, o BNDES apresentou durante a M&T Expo 2015 a linha de crédito ProBK (Programa de Bens de Capitais). A novidade tem como foco principal garantir recursos entre 1 milhão e 10 milhões de reais, de acordo com os projetos apresentados. Empresas de qualquer faturamento podem solicitar aprovação da linha de crédito, sendo que o valor liberado depende dos objetivos dos projetos, incluindo categorias como inovação, capital de giro, consolidação da empresa ou internacionalização. “Para operações que envolvam renda fixa e renda variável, o valor mínimo deve ser entendido como a soma de todos os instrumentos financeiros”, diz Bruno Plattek de Araújo, especialista do Departamento de Bens de Capital do banco, informando que 15 projetos já foram aprovados. “Em alguns casos, inclusive, podemos flexibilizar garantias exigidas à empresa beneficiada.”

Segundo Plattek, o programa foi criado no final de 2013, mas apenas no segundo semestre de 2014 deu início à liberação de recursos. As principais operações em andamento são projetos destinados aos setores de equipamentos de construção, máquinas agrícolas e rodoviárias, energia solar e eólica, óleo e gás, resíduos sólidos, mobilidade urbana e biocombustíveis, entre outros.

APOIO

No caso de aquisição de máquinas e equipamentos importados, a participação máxima do BNDES na operação será de até 90% dos itens financiáveis (aplicada sobre valor Free On Board). No caso de micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), até 70% dos itens financiáveis. E, para as demais empresas, até 50%. “Os tomadores de créditos podem ter a participação do BNDES ampliada para até 90% do valor dos itens financiáveis”, destaca Plattek, ao lembrar que o BNDES também dará apoio as operações diretas e indiretas. “Mas, neste caso, a parcela do crédito referente ao aumento da participação terá custo equivalente à Cesta, IPCA, TS, TJ3 ou TJ6, ao passo que  a remuneração básica do BNDES será de, no mínimo, 1,2% a.a.”

Segundo o especialista, há total interesse em divulgar e promover o programa em instituições financeiras credenciadas. “Vamos dar apoio às negociações seja entre a instituição financeira credenciada e o cliente ou diretamente conosco”, finaliza.

Exportação de serviços de engenharia pode amortecer impactos do ajuste

Em um período de crise, o país precisa buscar canais que possam amortecer os impactos decorrentes do processo de ajustes, que no primeiro momento resulta em uma contração nas atividades econômicas, especialmente no cenário doméstico. Nesse sentido, a exportação de serviços de engenharia é uma alternativa interessante para o setor, conforme destacou o ministro do Desenvolvimento da Indústria e do Comércio Exterior, Armando Monteiro, em painel realizado em junho pelo jornal Valor Econômico. “Quando se perde demanda doméstica, devem-se buscar alternativas externas, tanto de produtos quanto de serviços”, disse, revelando que o governo vem trabalhando em um Plano Nacional de Exportação, que deve ser lançado ainda em 2015. “Precisamos fortalecer e apoiar a presença brasileira no cenário exterior, em diversos segmentos”, frisou.

Para José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil, a exportação de serviços realmente pode adicionar valor e qualificar a pauta de exportação brasileira, estimulando a exportação direta de bens para a execução da obra e, indiretamente, de bens decorrentes da abertura de novos mercados, além de manter empregos. “O Brasil é o único país que exporta serviços de engenharia na América Latina”, afirmou Castro. “Mas, para isso, são necessárias empresas com competência técnica e capacidade de gestão, estrutura pública de apoio financeiro em longo prazo, seguro e crédito para exportação e também um parque industrial.” (MF)