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02 de março de 2012
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Empresas

Copex amplia o portfólio na área de concreto

Distribuidora gaúcha assume a representação das pavimentadoras Gomaco no Brasil e aposta no crescimento da demanda por tecnologias de pavimento rígido de concreto
Por Marcelo Januário (Editor)

Para um país que adota o capeamento asfáltico como padrão para o revestimento da maioria de suas estradas, até que o Brasil tem evoluído nos últimos anos em direção ao pavimento rígido de concreto. Em comparação com outros países, o emprego dessa tecnologia ainda é incipiente nas rodovias brasileiras, mas, diante das oportunidades oferecidas pelo mercado, algumas empresas estão se posicionando para atender ao aumento da demanda em obras de concreto.

A distribuidora Copex, por exemplo, acaba de assumir a representação da norte-americana Gomaco, especializada na fabricação de pavimentadoras de concreto, máquinas para calçamento, para a execução de sarjetas e barreiras de concreto por extrusão, entre outras. A fabricante já é bem conhecida no mercado brasileiro, onde atua há décadas e conta até mesmo com equipamentos em operação na obra de transposição do rio São Francisco, utilizados na concretagem dos canais. Mas agora, em vista do potencial de negócios, ela decidiu se aproximar ainda mais dos clientes locais.

Na opinião de Fabio Ietto de Mello, coordenador operacional da Copex, a tecnologia de pavimentação de concreto tem grande potencial de desenvolvimento no Brasil devido a suas vantagens em relação ao pavimento flexível, como a maior durabilidade e os ganhos de conforto e segurança para os usuários da pista (motoristas). “Um revestimento de asfalto requer manutenção a cada quatro anos”, diz ele. Apesar de o capeamento rígido exigir maior investimento inicial na sua aplicação, esse custo acaba se diluindo ao longo do tempo já que ele atinge durabilidade superior a duas ou três décadas.

Por esse motivo, a solução não precisa ficar restrita apenas à pavimentação de entradas de túneis, sendo uma boa alternativa para concessionárias de rodovias, reformas de pistas de aeroporto, construção de vias urbanas, canais de água e outras aplicações. “Com as concessões de estradas e as ampliações de aeroportos, o concreto ganhará maior destaque nos projetos, pois a iniciativa privada certamente irá buscar uma solução que proporcione uma melhor relação de custo e qualidade.”

Modelos sob medida

Os projetos no setor também permitem prever grande demanda pela instalação de barreiras New Jersey nas estradas a serem modernizadas, segmento no qual os equipamentos da Gomaco possibilitam elevado grau de automatização no serviço. “Atualmente, essas barreiras são construídas artesanalmente, com a utilização de formas de madeira ou metálicas, a uma velocidade de 100 a 200 m/dia, enquanto uma máquina dessas pode fazer mais de 1.000 m/dia”, afirma Mello.