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02 de agosto de 2012
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Empresas

Crescimento a passos largos

Em dois anos de operação no setor de equipamentos para construção, a Meggadig já responde por cerca de um terço do faturamento de um dos maiores importadores de máquinas operatrizes do país

Dois anos após iniciar a importação de equipamentos da chinesa Lonking para o Brasil, a Meggadig, braço do grupo Megga para operações nesse mercado, não para de colecionar indicadores positivos. Nesse período, a empresa comercializou mais de 1.000 unidades, entre escavadeiras hidráulicas, pás carregadeiras, rolos compactadores e minicarregadeiras, além das retroescavadeiras da marca própria Digg.

O resultado surpreende até mesmo para uma empresa com mais de 20 anos de experiência na importação de máquinas operatrizes. “Atualmente, a Meggadig responde por cerca de um quarto a um terço do faturamento do grupo, mas tem potencial para nos próximos dois anos ser responsável por metade de todas as nossas operações”, avalia o empresário Thomas Lee, proprietário do grupo Megga. Para este ano, a previsão de faturamento da divisão de máquinas de construção é de US$ 250 milhões.

André Vieira, diretor comercial da Meggadig, atribui a rápida evolução do negócio aos investimentos em suporte ao cliente. “Montamos uma rede de distribuição que cobre todos os estados litorâneos, do Nordeste ao Sul do país, e o estoque de peças de reposição está dimensionado para atender nossa frota em operação”, diz ele. Além do centro de distribuição localizado na sede do grupo, em Cabreúva (SP), as unidades de Recife (PE) e Rio de Janeiro (RJ) concentram maior estoque para atendimento às demandas regionais.

Consolidação da marca

Segundo Vieira, esse tempo de operação já permitiu aos clientes aferir a qualidade dos equipamentos e do suporte em pós-venda oferecido pela distribuidora. “No ano passado, a Lonking vendeu mais de 70 mil unidade de equipamentos e, na China, seus equipamentos atingem um valor de mercado superior aos modelos da Hyundai”, ele compara.

Além disso, o executivo aponta um cliente brasileiro cuja frota Lonking já soma 25 unidades em operação. “Se a marca e o atendimento não fossem bons, ele não optaria pelos nossos equipamentos em cada aquisição”, afirma Vieira em resposta aos que questionam a qualidade dos produtos orientais. A título de curiosidade, ele também ressalta que três retroescavadeiras da linha Digg, distribuída pela empresa, operam atualmente na obra de modernização do estádio Maracanã, no Rio de Janeiro. “Aos poucos, estamos vencendo preconceitos e consolidando a marca.”


Dois anos após iniciar a importação de equipamentos da chinesa Lonking para o Brasil, a Meggadig, braço do grupo Megga para operações nesse mercado, não para de colecionar indicadores positivos. Nesse período, a empresa comercializou mais de 1.000 unidades, entre escavadeiras hidráulicas, pás carregadeiras, rolos compactadores e minicarregadeiras, além das retroescavadeiras da marca própria Digg.

O resultado surpreende até mesmo para uma empresa com mais de 20 anos de experiência na importação de máquinas operatrizes. “Atualmente, a Meggadig responde por cerca de um quarto a um terço do faturamento do grupo, mas tem potencial para nos próximos dois anos ser responsável por metade de todas as nossas operações”, avalia o empresário Thomas Lee, proprietário do grupo Megga. Para este ano, a previsão de faturamento da divisão de máquinas de construção é de US$ 250 milhões.

André Vieira, diretor comercial da Meggadig, atribui a rápida evolução do negócio aos investimentos em suporte ao cliente. “Montamos uma rede de distribuição que cobre todos os estados litorâneos, do Nordeste ao Sul do país, e o estoque de peças de reposição está dimensionado para atender nossa frota em operação”, diz ele. Além do centro de distribuição localizado na sede do grupo, em Cabreúva (SP), as unidades de Recife (PE) e Rio de Janeiro (RJ) concentram maior estoque para atendimento às demandas regionais.

Consolidação da marca

Segundo Vieira, esse tempo de operação já permitiu aos clientes aferir a qualidade dos equipamentos e do suporte em pós-venda oferecido pela distribuidora. “No ano passado, a Lonking vendeu mais de 70 mil unidade de equipamentos e, na China, seus equipamentos atingem um valor de mercado superior aos modelos da Hyundai”, ele compara.

Além disso, o executivo aponta um cliente brasileiro cuja frota Lonking já soma 25 unidades em operação. “Se a marca e o atendimento não fossem bons, ele não optaria pelos nossos equipamentos em cada aquisição”, afirma Vieira em resposta aos que questionam a qualidade dos produtos orientais. A título de curiosidade, ele também ressalta que três retroescavadeiras da linha Digg, distribuída pela empresa, operam atualmente na obra de modernização do estádio Maracanã, no Rio de Janeiro. “Aos poucos, estamos vencendo preconceitos e consolidando a marca.”

Por esse motivo, ele avalia que o fato de grandes construtoras ainda não adquirirem equipamentos chineses pode ser superado num futuro próximo. Na sua opinião, essas empresas acompanham o desempenho das máquinas disponibilizadas por suas subcontratadas e basta uma grande construtora mudar de opinião para que as marcas chinesas se consolidem como uma opção de qualidade no mercado. “Isto aconteceu com a indústria japonesa e depois com a sul-coreana, cujas marcas também precisaram vencer preconceitos para se consolidar como uma opção confiável.”

Diversificando o portfólio

Nas operações da Meggadig, as vendas de pás carregadeiras representam cerca de 50% dos negócios e as de escavadeiras respondem por 40%, cabendo aos demais modelos os 10% restantes. Mesmo assim, Vieira ressalta o bom desempenho do mercado de retroescavadeiras nos anos de 2010 e 2011. “Além disso, observamos um crescimento na demanda por minicarregadeiras e escavadeiras de menor porte. No segmento de escavadeiras, aliás, os modelos da classe de 20 t ainda respondem pelo maior volume de vendas, como em todas as demais empresas que operam com essa linha.

Para manter o ritmo de crescimento, a Meggadig aposta ainda na ampliação da linha de produtos. Após se consolidar com a comercialização de um portfólio básico no segmento de escavadeiras, composto por um modelo da classe de 20 t e outro na faixa de peso ligeiramente abaixo, ela começa a diversificar a oferta aos clientes. Durante a M&T Expo 2012, por exemplo, a empresa lançou a escavadeira CDM 6365, de 35 t, indicada para aplicação em pedreiras, obras de maior porte e até mesmo serviços de apoio a mineração.

O equipamento conta com motor Cummins C8.3-C, de 197 kW de potência e sistema hidráulico da Kawasaki dotado de bomba de pistão variável, que provê uma força máxima de escavação de 181 a 197 kN na caçamba. Além disso, ele é equipado com caçamba de 1,6 m³ de capacidade, esteira de fácil manutenção e sua cabine incorpora ar condicionado, proteção contra ruídos e assento com suspensão ergonômica, cujos amortecedores de choque hidráulico proporcionam uma operação livre de estresse.

Foco nas minis

Outro lançamento recente da empresa é a minicarregadeira CDM 307, de 2.700 kg de peso operacional e capacidade de carga útil entre 752 kg e 1.504 kg. Entre os itens de qualidade do equipamento, figuram o motor Kubota de 57 hp de potência, o sistema hidráulica da Sauer Danfoss e Bosch Rexroth e a cabine dotada de proteção contra tombamentos e queda de pedras (ROPS/FOPS).

O nível de conforto da cabine, aliás, é outro item merecedor de destaque. Ela conta com ar condicionado e aquecedor, assento ergonômico regulável e sistema de nivelamento automático da caçamba, que evita a queda indesejável de materiais durante a operação. Todo o controle da máquina fica por conta de joysticks sensíveis e que proporcionam movimentos mais suaves, aceleradores de pedal e de alavanca e um painel de instrumentos de fácil leitura.

Segundo Vieira, o deslocamento da minicarregadeira é feito por dois motores hidráulicos separados (um em cada lado) e o deslocamento frontal é por tandem (correntes). “Trata-se de um equipamento indicado para aplicação em obras urbanas, áreas com pouco espaço ou pé direito baixo, bem como terrenos irregulares ou a movimentação de materiais em construção e manutenção de rodovias.”

Para o empresário Thomas Lee, o fato de o cenário econômico apontar para uma mudança de rumos não interfere nas projeções de negócio da empresa. “Como maior importador em alguns segmentos de máquinas operatrizes, estamos acostumados a lidar com esse efeito sanfona”, ele conclui.