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26 de setembro de 2011
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Grupos Geradores

Atlas Copco desenvolve modelo para produção no Brasil

Equipamentos receberam adaptações baseadas em indicações de usuários brasileiros como a Construtora Odebrecht e o Grupo Orguel

A linha de geradores portáteis QAS, da Atlas Copco, agora passa a ser fabricada na unidade da empresa em Barueri (SP). A multinacional sueca iniciou a comercialização desse tipo de equipamento no primeiro semestre deste ano e a decisão por produzi-lo no país levou em consideração a resposta de clientes como o Grupo Orguel e a Construtora Norberto Odebrecht, que testaram as máquinas em campo.

Segundo Carlos Frateschi, gerente geral da área de compressores e geradores da Atlas Copco Brasil, os modelos recém lançados se destinam aos mercados de locação para construção civil e pesada. “A locação de geradores é uma prática bastante consolidada no Brasil, com clientes que estão cada vez mais exigentes no que diz respeito à confiabilidade e mobilidade dos equipamentos. Por isso, estamos apostando fortemente nessa linha de produtos, que engloba qualidades que atendem a essas demandas”, diz ele.

A exigência dos clientes, às quais Frateschi se refere, foram transferidas para o desenvolvimento dos geradores que serão fabricadas no Brasil. “Prova disso é seu chassi 100% vedado contra vazamentos, um diferencial que foi auditado pelo Bureau Veritas”, diz Fernando Groba, gerente da linha de energia portátil da Atlas Copco.

Ele explica que os chassis possuem uma base com 110% de capacidade para conter vazamentos de todos os líquidos necessários para a operação do gerador (óleo, combustível e líquido de arrefecimento). Por isso, o equipamento dispensa a necessidade de preparação do solo para sua instalação. “Ele também não necessita de bandeja coletora externa para contenção de vazamentos”, complementa.

Opinião dos usuários

Para Sérgio Guerra Lages, CEO do Grupo Orguel, “os testes em campo realizados pelos usuários do equipamento permitiram sua adequação à demanda do mercado, com funcionalidades práticas como o próprio chassi vedado e questões de manutenção”. Nesse último caso, ele inclui a carenagem, “dotada de portas laterais alargadas para facilitar o acesso dos mecânicos, e até mesmo a presença de alertas sobre o consumo de combustível”.

Frateschi, da Atlas Copco, por sua vez, revela que esses incrementos ajudaram a ampliar a perspectiva de mercado da fabricante. “Inicialmente, estimávamos vender entre 200 e 300 geradores portáteis neste ano, mas já estam


A linha de geradores portáteis QAS, da Atlas Copco, agora passa a ser fabricada na unidade da empresa em Barueri (SP). A multinacional sueca iniciou a comercialização desse tipo de equipamento no primeiro semestre deste ano e a decisão por produzi-lo no país levou em consideração a resposta de clientes como o Grupo Orguel e a Construtora Norberto Odebrecht, que testaram as máquinas em campo.

Segundo Carlos Frateschi, gerente geral da área de compressores e geradores da Atlas Copco Brasil, os modelos recém lançados se destinam aos mercados de locação para construção civil e pesada. “A locação de geradores é uma prática bastante consolidada no Brasil, com clientes que estão cada vez mais exigentes no que diz respeito à confiabilidade e mobilidade dos equipamentos. Por isso, estamos apostando fortemente nessa linha de produtos, que engloba qualidades que atendem a essas demandas”, diz ele.

A exigência dos clientes, às quais Frateschi se refere, foram transferidas para o desenvolvimento dos geradores que serão fabricadas no Brasil. “Prova disso é seu chassi 100% vedado contra vazamentos, um diferencial que foi auditado pelo Bureau Veritas”, diz Fernando Groba, gerente da linha de energia portátil da Atlas Copco.

Ele explica que os chassis possuem uma base com 110% de capacidade para conter vazamentos de todos os líquidos necessários para a operação do gerador (óleo, combustível e líquido de arrefecimento). Por isso, o equipamento dispensa a necessidade de preparação do solo para sua instalação. “Ele também não necessita de bandeja coletora externa para contenção de vazamentos”, complementa.

Opinião dos usuários

Para Sérgio Guerra Lages, CEO do Grupo Orguel, “os testes em campo realizados pelos usuários do equipamento permitiram sua adequação à demanda do mercado, com funcionalidades práticas como o próprio chassi vedado e questões de manutenção”. Nesse último caso, ele inclui a carenagem, “dotada de portas laterais alargadas para facilitar o acesso dos mecânicos, e até mesmo a presença de alertas sobre o consumo de combustível”.

Frateschi, da Atlas Copco, por sua vez, revela que esses incrementos ajudaram a ampliar a perspectiva de mercado da fabricante. “Inicialmente, estimávamos vender entre 200 e 300 geradores portáteis neste ano, mas já estamos revendo essa projeção, com possibilidade de dobrar o volume”, ele adianta.

A linha inicial de geradores portáteis QAS produzidos no Brasil inclui modelos que vão de 55 a 105 kVA e todos contam com compartimento dedicado ao cubículo elétrico, o que torna a operação da unidade ainda mais segura. “Até o ano que vem, teremos modelos de até 500 kVA com os mesmos padrões de tecnologia, como o isolamento dos componentes elétricos”, informa Groba.

Ele explica que, ao posicionar essas peças fora do compartimento do motor, o projeto reduz o efeito da vibração e da temperatura sobre os componentes elétricos mais sensíveis. “Além disso, a porta do cubículo é vedada para conter o ingresso de água e evitar estragos nos componentes elétricos principais, que são protegidos para atender à classe de proteção mecânica IP54.”

Já disponíveis para aquisição via Finame, os geradores portáteis da Atlas Copco também possuem autonomia de 12 horas de operação, o que caracteriza o baixo consumo de combustível. “Outra característica desses novos produtos é a transportabilidade. Por conta de seu tamanho compacto, é possível colocar dois geradores e transportá-los lado a lado em um caminhão pequeno. Eles também possuem uma estrutura de içamento flexível e rápida, que não amassa a carenagem, além de ter um design que facilita o acesso aos equipamentos de manutenção”, finaliza Groba.