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29 de abril de 2010
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Mercado

A contribuição do exército para a engenharia brasileira

Com um parque de mais de 2.000 equipamentos pesados, a instituição executa grandes obras de infraestrutura em regime de cooperação com o governo Federal

Os oficiais engenheiros evitam comparações, mas para executar obras de infraestrutura em regime de cooperação com o governo Federal, o Exército Brasileiro dispõe de uma estrutura digna de grandes construtoras. “Somos pioneiros na engenharia brasileira e atualmente contamos com uma frota de mais de 2.000 equipamentos pesados para o exercício dessa atividade”, afirma o general Ítalo Fortes Avena, chefe do Departamento de Engenharia e Construção (DEC).

Sob o comando do DEC, a Diretoria de Obras de Cooperação (DOC) do Exército responde atualmente pela execução de importantes obras no país, como a reconstrução e pavimentação das rodovias Manaus/
Porto Velho (BR-319) e Cuiabá/Santarém (BR-163), a construção do aeroporto internacional de São Gonçalo do Amarante (RN), a transposição do rio São Francisco e a duplicação da BR-101, as duas últimas no nordeste. Para isso, a instituição mobiliza dois grupamentos, 11 batalhões de engenharia (BECs) e uma companhia de engenharia, com presença em cerca de 80 canteiros de obras espalhados pelo Brasil.

Com essa estrutura, o general Avena justifica a forte participação do Exército na M&T Expo 2009, onde a instituição montou até mesmo um estande de 168 m2, para apresentar suas realizações à sociedade e aos profissionais do setor. “Só se surpreende com a presença de tantos profissionais fardados numa feira como esta quem desconhece a nossa contribuição para a implantação da infraestrutura do país”, diz ele. O objetivo, segundo o militar, não é o de concorrer com as construtoras privadas, mas sim o de cumprir a missão constitucional do Exército de atender o chamamento do governo Federal em projetos de interesse nacional.

Formando profissionais

Outro objetivo para a presença do Exército nos canteiros de obras é o adestramento da tropa, algo que só se consegue com a prática. “Dessa forma, promovemos a capacitação dos militares para uma eventual necessidade de segurança nacional ou de participação em missões internacionais de paz.” Segundo o general, quando as tropas brasileiras atuam em missões desse tipo, como a atualmente em curso no Haiti, elas também são convocadas a executar obras de pavimentação e perfuração de poços, entre outras. “Vamos trabalhar até mesmo na construção de uma hidrelétrica no Haiti”, ele afirma ao se referir à missão da Organização das Nações Unidas (ONU) liderada pelo Brasil.

Com esse tipo de iniciativa, o general destaca ainda a contribuição para a qualificação da mão-de-obra, principalmente em regiões longínquas do país e com poucas opções de trabalho. Afinal, quando esses profissionais dão baixa do Exército, estão aptos a atender à demanda das construtoras privadas, pois são treinados para diversas atividades num canteiro de obras, desde os engenheiros e topógrafos, até os operadores de equipamentos, mecânicos, eletricistas, pedreiros e outros.