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08 de julho de 2020
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Retroescavadeiras

A máquina que o próprio dono opera

Equipamento quer ir além das características tradicionais de versatilidade e robustez
Por Antonio Santomauro

As retroescavadeiras consolidaram-se entre os principais sonhos de consumo dos responsáveis por canteiros de obras – e também por plantas de mineração e atividades agropecuárias. Não à toa: são equipamentos extremamente versáteis, capazes de escavar, transportar materiais, carregar caminhões, nivelar terrenos. Sem contar que podem ainda receber implementos como garfos, garras, marteletes, perfuratrizes, plataformas de elevação e vassouras, entre vários outros.

Aliada ao custo acessível, tal versatilidade constitui o principal apelo das retroescavadeiras, cujos usuários parecem demandar basicamente a multifuncionalidade em um equipamento robusto, que exige manutenção apenas ocasional e simples, quando necessária. Ao menos por enquanto, ainda há menos presença de recursos hi-tech nessa família que em outras máquinas, já tomadas por tecnologias na forma de eletrônica embarcada, sensores, radares e softwares.

Mesmo assim, alguns aprimoramentos pontuais paulatinamente aproximam as retroescavadeiras de conceitos já comuns em outras máquinas da Linha Amarela, como conectividade e ergonomia, sempre, obviamente, associados à busca contínua pela eficácia e respeito à sustentabilidade.

DIFERENCIAIS

A ergonomia, por exemplo, é uma das diretrizes atuais no processo de desenvolvimento das retroescavadeiras da Case CE, que produz no Brasil o modelo 580N. “É o tipo de equipamento que o próprio dono opera e, quando isso não acontece, o operador pode opinar na compra”, justifica Gabriel Freitas, especialista em produtos da empresa.

Para exemplificar essa busca por conforto, Freitas cita o amortecimento hidráulico para os bancos. Ainda opcional – pois o padrão é o amortecimento mecânico. “Também disponibilizamos um sistema que possibilita o controle do implemento traseiro por meio de dois joysticks, quando o padrão é o controle com duas alavancas”, destaca.


As retroescavadeiras consolidaram-se entre os principais sonhos de consumo dos responsáveis por canteiros de obras – e também por plantas de mineração e atividades agropecuárias. Não à toa: são equipamentos extremamente versáteis, capazes de escavar, transportar materiais, carregar caminhões, nivelar terrenos. Sem contar que podem ainda receber implementos como garfos, garras, marteletes, perfuratrizes, plataformas de elevação e vassouras, entre vários outros.

Aliada ao custo acessível, tal versatilidade constitui o principal apelo das retroescavadeiras, cujos usuários parecem demandar basicamente a multifuncionalidade em um equipamento robusto, que exige manutenção apenas ocasional e simples, quando necessária. Ao menos por enquanto, ainda há menos presença de recursos hi-tech nessa família que em outras máquinas, já tomadas por tecnologias na forma de eletrônica embarcada, sensores, radares e softwares.

Mesmo assim, alguns aprimoramentos pontuais paulatinamente aproximam as retroescavadeiras de conceitos já comuns em outras máquinas da Linha Amarela, como conectividade e ergonomia, sempre, obviamente, associados à busca contínua pela eficácia e respeito à sustentabilidade.

DIFERENCIAIS

A ergonomia, por exemplo, é uma das diretrizes atuais no processo de desenvolvimento das retroescavadeiras da Case CE, que produz no Brasil o modelo 580N. “É o tipo de equipamento que o próprio dono opera e, quando isso não acontece, o operador pode opinar na compra”, justifica Gabriel Freitas, especialista em produtos da empresa.

Para exemplificar essa busca por conforto, Freitas cita o amortecimento hidráulico para os bancos. Ainda opcional – pois o padrão é o amortecimento mecânico. “Também disponibilizamos um sistema que possibilita o controle do implemento traseiro por meio de dois joysticks, quando o padrão é o controle com duas alavancas”, destaca.

Amortecimento hidráulico para os bancos e uso de joysticks aprimoram a ergonomia

Até mesmo a transmissão Power Shift, oferecida como opcional nas retroescavadeiras da Case CE, está associada ao conforto do operador, por reduzir a quantidade de trocas de marcha. “Nossa transmissão conta com um recurso que reduz de segunda para primeira com o toque de um botão”, comenta o profissional. “Isso também eleva a produtividade.”

A transmissão Power Shift também é citada por Etelson Hauck, gerente de produtos da JCB, que a posiciona como um diferencial da 4CX, o modelo com mais recursos tecnológicos entre os três disponibilizados pela empresa no Brasil. Na versão disponível no Brasil, o modelo 4CX conta com tecnologias como o sistema Eco, que permite – por meio do uso simultâneo ou independente de três bombas hidráulicas – customizar a curva de torque em operações de escavação, carregamento e deslocamento, otimizando o uso de combustível. “Em ciclos normais de trabalho, a economia de combustível pode chegar a 16%”, assegura Hauck.

O mesmo equipamento também dispõe do Smooth Ride System, um sistema de amortecimento que, durante o deslocamento com a caçamba cheia, permite aos braços amortecer impactos provenientes da irregularidade do terreno, evitando derramamento do material. “Esse sistema utiliza um acumulador com nitrogênio instalado na linha hidráulica da carregadeira”, destaca o gerente.

Em outros mercados, as retroescavadeiras já dispõem de recursos que, além de gerarem benefícios próprios, abrem campo para tecnologias mais sofisticadas. É o caso da injeção eletrônica, com a qual é possível a integração à rede CAN, que tanto possibilita sincronizar os dados provenientes de diversos componentes, quanto disponibilizar em rede informações referentes à performance do equipamento e atuação do operador.

Entre outras coisas, isso proporciona análises mais acuradas de desempenho e programação de ações de manutenção. Sem essa tecnologia, apenas informações básicas das máquinas, como ignição ou regime de rotações, podem ser acessadas em rede.

TECNOLOGIA

No Brasil, a realidade é outra. Como observa Esio Dinis, especialista de marketing de produto da New Holland Construction, as retroescavadeiras são os únicos equipamentos de Linha Amarela que ainda não contam com injeção eletrônica. “Mas já há retros com injeção eletrônica em outros países, especialmente onde os requisitos de emissão de gases já estão no nível Tier 4”, ressalta Dinis. “Somente com injeção eletrônica é possível atingir esse estágio.”

Retroescavadeiras não ficam à margem dos avanços tecnológicos da Linha Amarela

Atualmente, a New Holand disponibiliza ao mercado brasileiro os modelos B95B e B110B, que prometem ganhos significativos em quesitos como segurança e conforto do operador, assim como redução de ruído e ajustes finos nos sistemas hidráulicos, com maior eficiência e redução de esforço nos acionamentos. “As retroescavadeiras não ficarão à margem dos avanços tecnológicos que os equipamentos de maior porte da Linha Amarela já apresentam”, avalia Dinis.

Na John Deere, quando o assunto é retroescavadeira, a prioridade é disponibilidade e eficiência. O que não descarta a tecnologia, pelo contrário. A marca produz localmente a retroescavadeira 310L, equipada com display que, ao invés de apenas indicar – com luz ou alarme – a ocorrência de um problema, informa qual é a natureza do problema. “Isso facilita o serviço da assistência e, muitas vezes, quando o filtro de combustível está destruído, por exemplo, permite ao próprio usuário reparar o erro”, destaca Thomás Spana, gerente de vendas da empresa no Brasil.

Além disso, ressalta o especialista, enquanto a maioria das retroescavadeiras disponíveis no Brasil possui transmissão manual, o equipamento da marca já sai de fábrica com transmissão Power Shift. “Como exige muitas mudanças de marcha, a retro deve ser colocada em ponto morto nas constantes mudanças de sentido de seu movimento”, ele argumenta. “E nem sempre o operador tem a disciplina necessária para todas essas mudanças, de modo que a tecnologia Power Shift também prolonga a vida útil da transmissão.”

Já a Caterpillar fabrica no Brasil dois modelos de retroescavadeiras, ambos da série F2, lançada em 2016 e que traz detalhes como cabine redesenhada e assento giratório com suspensão a ar, que prometem maior conforto. “Os modelos dessa série incluem sistema hidráulico com sensor de carga, que utiliza uma bomba de pistão de fluxo variável”, relata Ivone Domakoski, consultora de marketing da Caterpillar.

Com muitas mudanças de marcha, transmissão Power Shift é um recurso útil

Além disso, os tanques não são metálicos e, por isso, não enferrujam e ainda reduzem a condensação. “O acesso aos pontos de manutenção diária dispensa o uso de ferramentas, tornando a atividade mais fácil, com pacote do sistema de arrefecimento articulado, painéis laterais do motor e degraus nos para-lamas frontais opcionais”, diz Domakoski. “Isso tudo torna a retroescavadeira um equipamento importante em grandes obras e projetos, tanto pelo volume de material movimentado quanto pelo leque de aplicações que pode executar em todas as fases.”

CONFIGURAÇÕES

Sustentabilidade – expressa em sistemas mais eficientes – e conforto do operador constituem as principais diretrizes do processo de evolução das retroescavadeiras, diz Dinis. Na segunda vertente, ele inclui alguns opcionais hoje disponíveis para as máquinas da New Holland, como os sistemas de aquecimento e amortecimento hidráulico do banco, além da coluna de direção do tipo Tilt, com altura regulável. “Mas clientes de retroescavadeiras ainda exploram pouco a possibilidade de configuração dos equipamentos”, observa.

Segundo Freitas, em mercados onde há mais rigor contra emissões – como os EUA – a Case CE já disponibiliza retroescavadeiras com injeção eletrônica e com transmissão Power Shift totalmente automática (a versão utilizada no Brasil é semiautomática). Além disso, a empresa apresentou recentemente um protótipo de retroescavadeira wireless – na qual vários metros de fios foram substituídos – e, na mais recente ConExpo, mostrou seu primeiro modelo totalmente elétrico. “Esse equipamento elétrico foi desenvolvido em parceria com clientes”, relata.

Sistema hidráulico com sensor de carga é outro diferencial incorporado ao equipamento

A JCB, por sua vez, disponibiliza globalmente mais de dez modelos de retroescavadeiras, incluindo modelos mais potentes e uma versão com esteiras da 1CX compacta. Para Hauck, os sistemas eletrônicos tendem a deixar as máquinas mais inteligentes. “Há possibilidades como piloto automático, acionamento de sistemas hidráulicos independentes, freio de estacionamento eletrônico e monitoramento dos sistemas com mais precisão, para aumentar a disponibilidade mecânica”, descreve.

Por fim, Spana visualiza a oportunidade de um uso mais intenso dos sistemas de telemetria no mercado de retroescavadeiras. “Com a telemetria, o usuário pode quantificar as horas de uso dos equipamentos no canteiro”, pontua o especialista da John Deere. “E, com isso, é possível avaliar quando é melhor usar um ou outro equipamento.”

Implementos ampliam leque de operações

Na Caterpillar, o portfólio de opcionais inclui martelos hidráulicos, placas compactadoras vibratórias, perfuratrizes e uma extensa variedade de caçambas de escavação e carregamento, entre outros itens. “A versatilidade não está limitada à parte traseira do equipamento, pois também é possível usar uma caçamba dianteira multifunção com garfos para diferentes trabalhos, como carregar terra, aumentar a altura de despejo, agarrar materiais, fazer nivelamentos e carregar pallets”, detalha Pedro Carvalho, especialista em aplicação de produto da Caterpillar. Na JCB, as caçambas são do tipo ‘6 em 1’, pois apenas variando-se o posicionamento e a abertura, permitem carregar caminhões, espalhar material, escavar e movimentar toras. Ou então funcionar como lâminas, para nivelar terreno ou empurrar materiais. “Exceto a 1CX, que é menor, todas as outras máquinas aceitam implementos opcionais, como rompedores, bombas hidráulicas e compactadores”, diz o gerente de produtos Etelson Hauck.

Implementos expandem as possibilidades de aplicação em diferentes trabalhos

Já a Case CE disponibiliza como opcional uma caçamba ‘4 em 1’, que possui uma parte móvel que funciona como garra. Quando totalmente aberta, o implemento torna-se similar a uma lâmina de trator de esteira para operações de nivelamento, podendo ainda abrir-se como um scraper de terraplanagem. “Para a traseira, temos opcionais como rompedor hidráulico, garra e outros”, conta Gabriel Freitas, especialista da marca. Por meio de parceria com a empresa Paladin, a New Holland também oferece implementos como garfos pallets, garras, marteletes hidráulicos, perfuratrizes, plataformas de elevação, rompedores e vassouras, entre outros. “Nosso kit Quick Coupple permite acoplamento rápido dos implementos”, destaca o especialista de marketing de produto, Esio Dinis. “E, opcionalmente, também oferecemos a terceira função para o sistema hidráulico.”

Saiba mais:
Case CE: www.casece.com/latam/pt-br
Caterpillar: www.cat.com/pt_BR.html
JCB: www.jcb.com/pt-br
John Deere: www.deere.com.br
New Holland: https://construction.newholland.com/lar/pt