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08 de junho de 2019
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Retroescavadeiras

Adequação ao uso

Um dos equipamentos mais utilizados no Brasil, a retroescavadeira exige avaliação prévia da aplicação para se encontrar o modelo mais equilibrado entre custo e operação
Por Santelmo Camilo

As retroescavadeiras fazem jus ao apelido de “vedetes” dos canteiros. Dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) mostram que, de janeiro a abril deste ano, foram vendidas 875 unidades deste equipamento no país, em um crescimento de 95,3% sobre as 448 unidades comercializadas no 1º quadrimestre do ano passado.

Embora essa alta ainda seja insuficiente para configurar um reaquecimento da construção, ao menos aponta que a família segue entre os equipamentos mais vendidos no país. O que talvez se explique pela versatilidade, pois basta que sejam implementadas com acessórios como rompedores hidráulicos, garfos pallet, placas vibratórias, caçambas, vassouras hidráulicas ou perfuratrizes, dentre outros, para que se tornem uma ferramenta multiuso.

E não é preciso ir muito longe para ver exemplos. Atualmente, enquanto a construção ainda se recupera, o setor agrícola tem utilizado essas máquinas em um amplo leque de atividades. Além de funções como abertura e manutenção de estradas, valetas e adutores, também fazemcarregamentos de grãos e movimentação de calcário e fertilizantes em big bags. “O setor agrícola é sazonal”, justifica Esio Dinis, especialista de marketing de produto da New Holland Construction. “De acordo com o tamanho da propriedade e o perfil do negócio, é importante investir na adequação da infraestrutura local, de modo a propiciar boas condições de trabalho e riscos mínimos de perda de rentabilidade.”

Nesse sentido, o produtor tem se acostumado com a opção de investir parte do capital em máquinas agrícolas e outra em equipamentos da Linha Amarela, na qual tem o apoio das fabricantes. A New Holland, por exemplo, fornece consultoria para o usuário obter um retorno financeiro satisfatório. “Estamos constantemente observando o trabalho das máquinas para detectar sua necessidade real de aplicação”, informa Dinis.

NECESSIDADE
Já há alguns anos, a parte de escavação da retroescavadeira vem sendo utilizada com maior ênfase, ao passo que a dianteira acabou ficando subaproveitada. Segundo estimativade Ricardo F. Nery, gerente de produto da JCB, cerca de 70% dos clientes ainda utilizam a parte de escavação com mais frequência, enquanto 30% usam a parte dianteira com mais intensidade. “Por ser um equipamento comum em obras urbanas, a parte de escavação é mais exigida, embora sua presença crescente em áreas rurais mostre valorização da parte dianteira, principalmente com acessórios”, analisa.