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06 de dezembro de 2019
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Estudo de Mercado

Expectativa nas alturas

Como mostram os dados apresentados neste estudo, em 2019 houve avanço no mercado de máquinas e equipamentos para construção e mineração, mas o cenário ainda pede cautela
Por Brian Nicholson

Bem melhor do que o esperado, o ano de 2019 viu o mercado para equipamentos de construção finalmente crescer de forma mais robusta no Brasil. De fato, superou de longe as expectativas no último trimestre do ano passado, a ponto de faltar equipamentos, ao menos para pronta-entrega.

Em geral, construtoras, locadoras e dealers atribuíram tal desempenho positivo à reação do setor de construção às primeiras ações e políticas do novo governo, que tomou posse no início de janeiro, embora também houvesse indicações de que boa parte do mercado ainda mantinha-se com um pé atrás, esperando ver concretizadas as promessas de reformas, licitações, privatizações e concessões.

No caminho, também surgiram novos problemas, aparentemente sequelas da profunda crise que afetou o setor. Mas nada disso foi suficiente para diminuir o otimismo com que o setor encara os próximos anos.

Mas a história do mercado em 2019 começa, de fato, nos últimos meses do ano anterior. Na época, o Brasil passava por um momento de enorme tensão. Em quase todas as áreas, as empresas ansiavam que, conforme as expectativas aumentavam, a eleição presidencial trouxesse mudanças profundas na condução da política econômica do país.

O setor de construção, principalmente, naquela altura já tomando os primeiros passos para sair de uma crise brutal, estava ansioso por mudanças reais no cenário.

“O futuro deste mercado e da indústria no Brasil depende totalmente do resultado das eleições majoritárias”, disse um locador de alcance nacional pouco antes do pleito, ao mesmo tempo em que um dealer opinava que “o cenário nacional de equipamentos vai depender muito do novo governo, com suas propostas e projetos passando por aprovações”.

CONTRASTE

As duas citações são ilustrativas de quanto o setor de construção acreditava – e ainda acredita – que seu desempenho em grande parte depende das decisões tomadas em Brasília.