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26 de março de 2018
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Agronegócio / Infraestrutura, agronegócio e energia manterão captações

“Esses segmentos são mais afetados pela incerteza política, mas devem voltar ao mercado mais para frente”, acredita.

Dados

Segundo os números da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), até 28 de fevereiro, o volume em debêntures havia crescido 11,35% para o montante de R$ 8,5 bilhões, em relação ao mesmo período de 2017, com destaque para os setores de: energia; assistência médica; indústria e comércio; transporte e logística; locação de veículos e saneamento básico.

Quanto à destinação dos recursos, o investimento em infraestrutura aumentou para 21,6% do volume no primeiro bimestre de 2018, ante 7,6% nos mesmos dois meses iniciais do ano passado.

As debêntures de infraestrutura movimentaram R$ 1,9 bilhão, superior aos R$ 423 milhões registrados em igual período de 2017.

Os juros mais baixos também proporcionaram o uso maior dos recursos para capital de giro.

A participação desse item cresceu de 20,6% para 45,8% do volume na comparação entre idênticos bimestres. Na outra ponta, o refinanciamento de passivos perdeu força, caiu de 63,2% para 18,7%, e o resgate ou recompra de títulos de emissão anterior [que tinham taxas mais altas] diminuiu a participação no volume, de 7,7% no primeiro bimestre de 2017 para 6,4% nos meses iniciais de 2018.

Emissão externa mais cara

Como contraponto, a elevação dos juros nos Estados Unidos para a faixa entre 1,50% e 1,75% ao ano – anunciada ontem pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) – pode tornar as captações de empresas no exterior mais custosas.

Os títulos de 10 anos do tesouro americano já prometem taxas de 2,9% ao ano. “O Fed vai seguir aumentando os juros até voltar à normalidade e enxugar a liquidez. Logo, logo também vamos ver o Banco Central Europeu (BCE), o BC inglês, e mais atrasado, o BC japonês a aumentarem os juros”, prevê Alvaro Bandeira, economista-chefe da Modalmais.

Mesmo com as altas lá fora, Bandeira pondera que grandes empresas exportadoras vão continuar a buscar recursos no mercado internacional. “Quem tem capacidade vai buscar lá fora. É mais vantajoso, quando se possui um hedge natural”, diz.

Produção editorial: Revista M&T – Desenvolvido e atualizado por Diagrama Marketing Editoral