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14 de outubro de 2015
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Brasil comemora os 40 anos do início da obra de Itaipu

Em depoimento exclusivo, o diretor de operações da Sobratema, Hugo José Ribas Branco, relembra os momentos iniciais de uma das maiores obras de engenharia já realizadas no país
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No dia 20 de outubro, são comemorados os 40 anos do início da construção da Hidrelétrica de Itaipu, em Foz do Iguaçu (PR), uma empreitada que consumiu 13 milhões de m3 de betão e mobilizou cerca de 40 mil operários. Sobre este momento histórico, leia abaixo o depoimento do diretor de operações da Sobratema, engenheiro Hugo José Ribas Branco, que comandou o início da obra e rememora seus movimentos iniciais.

‘Manda brasa, Ribas!’

“Não poderia deixar de registrar o início da construção civil da Hidrelétrica de Itaipu, ocorrido no dia 20 de outubro de 1975. Por uma coincidência histórica, coube-me a honra de iniciar a obra nesta data. Como engenheiro residente da CBPO na Presa Iguazu, no Paraguai – uma represa em construção para otimizar o reservatório e a energia gerada pela Hidrelétrica de Acaray –, recebi orientação do engenheiro da CBPO, Francisco Fortes Filho, então já designado diretor-superintendente do Consórcio Unicon, para deslocar-me ao canteiro de Itaipu.

Até então, o local abrigava os escritórios provisórios de engenheiros, técnicos e pessoal administrativo da Itaipu Binacional, na margem esquerda do Rio Paraná (no lado brasileiro). Assim, no dia 17 de outubro de 1975, dirigi-me ao ‘Canteiro da Margem Esquerda’ com o encarregado-geral na Presa Iguazu, Francisco Córdoba Filho, o ‘Chiquinho’, um PHD em terraplenagem. No local, encontravam-se cinco tratores Caterpillar D8K, cada um de propriedade de um dos cinco cotistas da Unicon (CBPO, Camargo Corrêa, Mendes Júnior, Cetenco e Andrade Gutierrez).

Na ocasião, estavam presentes os responsáveis pelos equipamentos, encarregados de terraplanagem dos cotistas. Chegando ao local, apresentei-me ao engenheiro José Roberto Camargo Monteiro, superintendente da Itaipu Binacional. Ele explicou que, conforme o contrato firmado para a execução da obra, o início estava previsto para o dia 21 de outubro de 1975, uma terça-feira. ‘Por que não iniciamos na segunda-feira, no dia 20?’, perguntei. Monteiro concordou.

Então, comuniquei que as providências formais iniciais para o início da obra estariam a cargo dos diretores da Unicon, com chegada prevista para o período da tarde do dia 20 de outubro. Comentei ainda que não dispunha de equipe de topografia, necessária para a marcação do eixo do Canal de Desvio por onde se iniciaria o desmatamento, primeira atividade da execução da obra. Ao que Monteiro respondeu: ‘Sem problemas, a topografia de Itaipu fará a locação do eixo do Canal de Desvio’.

Produção editorial: Revista M&T – Desenvolvido e atualizado por Diagrama Marketing Editoral