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21 de fevereiro de 2018
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Construção

Brasil avança em energia eólica

País passa o Canadá e se torna o oitavo com maior capacidade instalada
Fonte: O Estado de S.Paulo

O Brasil ultrapassou o Canadá para se tornar o oitavo país do mundo com maior capacidade instalada em usinas eólicas, com cerca de 12,8 gigawatts, em uma trajetória ascendente dos investimentos na fonte renovável que pode levar a um novo avanço no ranking neste ano, segundo Elbia  Gannoum, presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica).

Com pouco mais de 2 gigawatts em novas usinas eólicas colocadas em operação no ano passado, o Brasil apareceu como o sexto maior em expansão anual da capacidade em todo o globo, à frente da França, com 1,7 gigawatt, segundo lista do Conselho Global de Energia Eólica (GWEC, na sigla em inglês) divulgada na semana passada.

Em 2018, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) vê 1,6 gigawatt em novas eólicas com alta probabilidade de entrar em operação no Brasil, além de outros 226 megawatts vistos como com média viabilidade de implantação ainda neste ano.

"A energia eólica tem tido nos últimos anos, desde 2009, um crescimento exponencial no Brasil. Esperávamos mesmo chegar a esses patamares, e a gente ainda espera talvez chegar à sétima posição no ranking global em 2018", afirma Gannoum.

A líder global em energia eólica é a China, com 188 gigawatts instalados – o que representa mais que a capacidade instalada do Brasil quando consideradas todas as fontes de geração.

Os Estados Unidos estão na segunda colocação da lista, seguidos por Alemanha, Índia, Espanha, Reino Unido, França e Brasil.

Mas, embora o Brasil esteja a apenas 1 gigawatt de alcançar os 13,76 gigawatts dos franceses, o país pode depois levar mais tempo para galgar novos degraus – o sexto colocado, Reino Unido, conta com 18,9 gigawatts em eólicas instaladas, enquanto a Espanha ocupa a quinta posição no ranking do GWEC, com 23,2 gigawatts.

Além da distância maior para esses países, o Brasil reduziu a velocidade de contratação de novas usinas a partir de 2015, em meio a uma recessão econômica que durou dois anos, o que prejudicará o ritmo de implementação de projetos a partir do próximo ano.

"Alguns países são impossíveis de alcançar, caso de China e EUA. Mas estamos seguindo uma trajetória de crescimento e vamos continuar. Claro que o ano de 2019 será um pouco mais desafiador, então, talvez a gente perca um pouco a velocidade, mas, retoma lá na frente", comenta.

Bons ventos

O crescimento da geração eólica no Brasil tem sido impulsionado por um forte interesse de investidores devido às características dos ventos do país, principalmente do Nordeste, visto por muitos especialistas como um dos melhores do mundo para a produção de eletricidade.

Produção editorial: Revista M&T – Desenvolvido e atualizado por Diagrama Marketing Editoral