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26 de maio de 2020
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MERCADO

Associação espera retomada a partir do segundo semestre

Setor de máquinas e equipamentos teve queda em março e abril
Fonte: Jornal do Comércio

Para o vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos da regional Rio Grande do Sul (Abimaq-RS), Hernane Cauduro, a perspectiva é de uma lenta recuperação a partir do segundo semestre deste ano.

"Imaginando que essa pandemia terá um achatamento da sua curva e uma maior liberação da economia, do consumo, do comércio, com as pessoas começando a retomar suas vidas", argumenta.

O dirigente adianta que, esse cenário futuro materializando-se, os investimentos que foram postergados serão reencaminhados.

"Mas isso não vai acontecer em uma virada de chave, será algo lento e gradual", reitera. Cauduro acrescenta que ainda se sabe pouco sobre o coronavírus, por se tratar de algo sem precedentes, para fazer projeções quanto à possibilidade de uma "segunda onda" da pandemia.

Porém, ele frisa que países como a Alemanha e a Coreia do Sul já estão sinalizando aberturas de suas atividades.

"É difícil fazer um prognóstico, mas continuo acreditando que no segundo semestre vamos ter uma melhora, agora se tiver uma segunda onda lá na frente, é complicado falar o que aconteceria", comenta.

O Índice de Desempenho Industrial (IDI-RS) de março, da Fierg...


Para o vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos da regional Rio Grande do Sul (Abimaq-RS), Hernane Cauduro, a perspectiva é de uma lenta recuperação a partir do segundo semestre deste ano.

"Imaginando que essa pandemia terá um achatamento da sua curva e uma maior liberação da economia, do consumo, do comércio, com as pessoas começando a retomar suas vidas", argumenta.

O dirigente adianta que, esse cenário futuro materializando-se, os investimentos que foram postergados serão reencaminhados.

"Mas isso não vai acontecer em uma virada de chave, será algo lento e gradual", reitera. Cauduro acrescenta que ainda se sabe pouco sobre o coronavírus, por se tratar de algo sem precedentes, para fazer projeções quanto à possibilidade de uma "segunda onda" da pandemia.

Porém, ele frisa que países como a Alemanha e a Coreia do Sul já estão sinalizando aberturas de suas atividades.

"É difícil fazer um prognóstico, mas continuo acreditando que no segundo semestre vamos ter uma melhora, agora se tiver uma segunda onda lá na frente, é complicado falar o que aconteceria", comenta.

O Índice de Desempenho Industrial (IDI-RS) de março, da Fiergs, apontou uma queda no setor de máquinas e equipamentos no Rio Grande do Sul de 10,7%.

O vice-presidente da Abimaq-RS salienta que abril foi ainda pior. Entretanto, Cauduro ressalta que não se trata de uma redução homogênea. Há áreas, como a de máquinas para embalagens, que não sofreram tanto. O dirigente recorda que produtos como, por exemplo, álcool em gel precisam ser embalados e necessitam de equipamentos para isso. Por outro lado, implementos rodoviários, itens usados na fabricação de móveis, calçados e produtos têxteis caíram até 70% em vendas.

Cauduro reforça que uma maneira de recuperar a economia gaúcha dos impactos causados pelo coronavírus é desenvolver iniciativas que incentivem as compras de empresas locais. O vice-presidente da Abimaq-RS prevê que o sistema de produção passará por mudanças após o término da pandemia. Uma dessas alterações será a relação com os fornecedores. "Vai se ter a necessidade de conhecer mais a procedência dos produtos", adianta o dirigente.

Sobre funcionários e empregadores, Cauduro acredita que haverá, cada vez mais, um espírito de colaboração mais estreita.