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04 de abril de 2018
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Agronegócio

Agritechs oferecem soluções inéditas para o produtor rural e a agroindústria

Nos próximos anos, espera-se um crescimento na oferta de produtos e serviços na área de inteligência de dados, principalmente com recursos ligados à internet das coisas
Fonte: Valor Econômico

As agritechs, startups voltadas para o agronegócio, têm um campo vasto para crescer. De acordo com a Associação Brasileira de Startups (ABStartups), nos últimos dois anos, quase quadruplicou a quantidade — ainda modesta — de empresas no setor, que miram um mercado que movimenta mais de R$ 15 bilhões, ao ano.

Em 2017, o agronegócio contribuiu com 23,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, a maior participação em 13 anos, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Nesse cenário, novos empreendedores arregaçam as mangas para oferecer soluções inéditas para o produtor rural e a agroindústria.

“De 4,2 mil startups cadastradas, 2% ou 84 empresas estão nesse segmento”, afirma Rafael Ribeiro, diretor executivo da ABStartups. Na maioria delas, o objetivo é oferecer alternativas tecnológicas que tornem o agronegócio mais rentável e produtivo.

Hoje, entre as tendências de maior potencial estão aplicativos de gerenciamento agrícola, sistemas de gestão para a agricultura de precisão e sensores que ajudam os fazendeiros a organizar e proteger ativos, diz Ribeiro.

Nos próximos anos, espera-se um crescimento na oferta de produtos e serviços na área de inteligência de dados, principalmente com recursos ligados à internet das coisas (IoT, da sigla em inglês).

Segundo a ABStartups, a maioria ou 90% dos empreendedores são homens e 60% estão nos Estados de São Paulo e Minas Gerais (20%).

É o caso da Sintecsys Agtech, de Jundiaí, SP, que opera desde 2016 com solução que detecta incêndios nas plantações.

“Já conseguimos R$ 5 milhões em contratos, em um ano de operação”, afirma o CEO Rogério Cavalcante.

O carro-chefe da companhia inclui uma sala de monitoramento, um software de criação própria para a detecção de fumaça e um conjunto de câmeras que funciona como os “olhos” dos fazendeiros.

Cada dispositivo pode monitorar até 20 mil hectares em um raio de 15 quilômetros, a um custo mensal de R$ 6 mil.

Com contratos em Minas Gerais, São Paulo e Amapá, a empresa de 22 funcionários conquistou grandes clientes como a Raízen, a International Paper e fundos de investimentos florestais, com mais de 300 mil hectares monitorados. “A meta é combater o incêndio enquanto ele é um foco pequeno.”

Para driblar o entrave de fazer contato com os agricultores, o plano de Renato Ferraz, diretor da SciCrop, fundada em 2015, é montar uma rede de parceiros e revendedores.

Produção editorial: Revista M&T – Desenvolvido e atualizado por Diagrama Marketing Editoral