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05 de dezembro de 2012
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Estudo

Vendas de equipamentos devem fechar ano com recuo de 19%

Pesquisa mostra queda das vendas em vários setores, mas apresenta perspectiva otimista com PPPs e medidas de estímulo à economia

Um dos principais pontos apresentados na 6ª edição do Estudo Sobratema do Mercado Brasileiro de Equipamentos para Construção – lançada em novembro revela que, em comparação com o ano passado, as vendas de equipamentos empregados no setor da construção devem ter uma redução de 19% em 2012, em um recuo significativo relacionado à forte queda nas vendas de caminhões rodoviários para o setor de construção, que tradicionalmente respondem por 40% a 50% do resultado final da comercialização de equipamentos no segmento.

O Estudo aponta os principais resultados de vendas do setor para os anos de 2012-2013, além de realizar uma projeção para os próximos cinco anos. Além disso, o estudo também situa o mercado brasileiro de equipamentos para construção dentro do contexto internacional, relacionando o comportamento da demanda interna à crise global e aos novos cenários para a indústria de máquinas.

Oferecendo parâmetros importantes para as empresas, o governo e a mídia, o trabalho abrange os principais equipamentos da Linha Amarela (terraplenagem e compactação), além de gruas, guindastes, compressores portáteis, plataformas aéreas, manipuladores telescópicos, tratores agrícolas e caminhões utilizados por construtoras.

Segundo o presidente da Sobratema, Afonso Mamede, esta é a primeira vez que o estudo mostra a evolução do mercado de equipamentos de cinco países da América do Sul: Argentina, Chile, Colômbia, Peru e Venezuela.

Redução

De acordo com o Estudo, o recuo na venda de caminhões já era esperado, visto que a área alcançou números recordes em 2011 com a antecipação de compra devido à introdução do Proconve 7 (Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores), realizada no início de 2012.

Especificamente em relação aos equipamentos da Linha Amarela, o Estudo mostra que deve haver uma redução de 3% no ano, em comparação com 2011. No entanto, o resultado brasileiro é melhor do que o obtido no exterior, no qual o recuo médio foi de 9%.

Em 2011, o segmento alcançou um recorde histórico, com mais de 30,5 mil equipamentos comercializados. Para este ano, a expectativa é que a quantidade de máquinas vendidas chegue a aproximadamente 29,7 mil. Por isso, segundo o presidente da Sobratema, apesar da redução no número de vendas desses equipamentos no país, o des


Um dos principais pontos apresentados na 6ª edição do Estudo Sobratema do Mercado Brasileiro de Equipamentos para Construção – lançada em novembro revela que, em comparação com o ano passado, as vendas de equipamentos empregados no setor da construção devem ter uma redução de 19% em 2012, em um recuo significativo relacionado à forte queda nas vendas de caminhões rodoviários para o setor de construção, que tradicionalmente respondem por 40% a 50% do resultado final da comercialização de equipamentos no segmento.

O Estudo aponta os principais resultados de vendas do setor para os anos de 2012-2013, além de realizar uma projeção para os próximos cinco anos. Além disso, o estudo também situa o mercado brasileiro de equipamentos para construção dentro do contexto internacional, relacionando o comportamento da demanda interna à crise global e aos novos cenários para a indústria de máquinas.

Oferecendo parâmetros importantes para as empresas, o governo e a mídia, o trabalho abrange os principais equipamentos da Linha Amarela (terraplenagem e compactação), além de gruas, guindastes, compressores portáteis, plataformas aéreas, manipuladores telescópicos, tratores agrícolas e caminhões utilizados por construtoras.

Segundo o presidente da Sobratema, Afonso Mamede, esta é a primeira vez que o estudo mostra a evolução do mercado de equipamentos de cinco países da América do Sul: Argentina, Chile, Colômbia, Peru e Venezuela.

Redução

De acordo com o Estudo, o recuo na venda de caminhões já era esperado, visto que a área alcançou números recordes em 2011 com a antecipação de compra devido à introdução do Proconve 7 (Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores), realizada no início de 2012.

Especificamente em relação aos equipamentos da Linha Amarela, o Estudo mostra que deve haver uma redução de 3% no ano, em comparação com 2011. No entanto, o resultado brasileiro é melhor do que o obtido no exterior, no qual o recuo médio foi de 9%.

Em 2011, o segmento alcançou um recorde histórico, com mais de 30,5 mil equipamentos comercializados. Para este ano, a expectativa é que a quantidade de máquinas vendidas chegue a aproximadamente 29,7 mil. Por isso, segundo o presidente da Sobratema, apesar da redução no número de vendas desses equipamentos no país, o desempenho na Linha Amarela pode ser considerado significativo.

Este cenário decorre da diminuição do ritmo das obras de infraestrutura, apontando ainda quedas das vendas de motoniveladoras (-27%) e rolos compactadores (-30%), categorias de equipamentos empregadas em obras rodoviárias. De acordo com professor do Departamento de Economia da USP, Rubens Sawaya, o contexto é explicado pela falta investimento interno em infraestrutura. “O problema não está ligado somente à crise mundial”, diz ele.

Em relação às importações, que apresentaram aceleração no ano passado, foi registrada uma diminuição de ritmo em 2012, recuando 14% na comparação do período de janeiro a agosto deste ano com o mesmo período de 2011.

O consultor da Sobratema, Brian Nicholson, conclui que alguns aspectos pontuais impediram o crescimento em 2012, especialmente a falta de projetos bem definidos, planejamento adequado e falta da definição da disputa política do governo, além da paralisação das obras de mobilidade, que eram a grande esperança para alavancar o mercado brasileiro, especialmente da construção.

Projeções

Apesar dos resultados negativos, o estudo da Sobratema mostra que a partir de agosto as vendas de equipamentos para construção fabricados no Brasil cresceram de forma mais acelerada que os importados, especificamente pela entrada de uma política de crédito especial para máquinas do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), administrado pelo Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES).

Esses resultados projetam uma melhoria nos últimos meses de 2012, prospectando boas perspectivas para 2013, quando o crescimento poderá chegar a 13%.

Para 2013, aliás, o resultado do estudo mostra que, de acordo com as projeções de vários fabricantes, o crescimento das vendas da Linha Amarela será entre 5% e 20%. Considerando todas as categorias de equipamentos, as projeções indicam uma elevação de 11,8%, com um total de 76 mil máquinas vendidas, apontando um crescimento significativo nos segmentos de infraestrutura e construção civil.

Essas expectativas positivas por parte das lideranças do setor se devem, principalmente, ao recente anúncio feito pelo governo federal de medidas para estimular a economia, entre elas o programa de concessões para a iniciativa privada de rodovias, ferrovias e outros projetos de infraestrutura, alguns deles realizados no regime de parcerias público-privadas. Tais perspectivas evidentemente dependerão da conjunção de diversos fatores, como a situação da economia geral, política cambial, juros e andamento dos projetos de infraestrutura.

Além dos resultados para 2012-2013, o Estudo Sobratema do Mercado Brasileiro de Equipamentos para construção mostra projeções para a venda de máquinas até 2017, com a prospecção de crescimento médio anual de 10,42%. Segundo o estudo, até 2014 a taxa de evolução será maior em decorrência da retomada das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e das possíveis concessões previstas. No entanto, a partir de 2014, período marcado pelas eleições presidenciais, a estimativa de crescimento médio caia para 8% até 2017.

Players

Segundo o diretor comercial e de marketing da New Holland, Marco Borba, a expectativa de crescimento da empresa no mercado brasileiro de equipamentos para 2013 é positiva, “devido à necessidade de várias obras de infraestrutura previstas para 2012 e que acabaram sendo adiadas para 2013”.

Por sua vez, para o diretor superintendente da empresa BMC, Paulo Lancerotti, o Brasil precisa crescer a qualquer custo e, para isso, a empresa vem investindo incessantemente na expansão de suas operações, “sem grandes devaneios, mas com uma postura positiva e de confiança no país”.

Guia Sobratema traz aumento de 41% no número de máquinas

No dia 13 de novembro, foi lançado em São Paulo o Guia Sobratema de Equipamentos 2012-2014. A nova edição traz especificações técnicas de 1.674 equipamentos nacionais e importados, produzidos por 108 diferentes empresas e separados em 35 famílias.

Em comparação com a edição anterior, houve um aumento de 41% na quantidade total de máquinas contempladas, além de um crescimento de 20% no número de empresas, enquanto as famílias agregam novas máquinas como guindastes de torre, bombas de concreto projetado e dumpers.

A publicação está dividida em dois volumes, sendo o primeiro dedicado a equipamentos para setor de terraplenagem e o segundo, a máquinas para concretagem, pavimentação e manuseio de cargas. Além da versão impressa, para aprimorar sua acessibilidade o Guia agora também está disponível para tablets e smartphones, além de mídia digital e no Portal Sobratema, para associados. Outra novidade desta edição é a mudança da periodicidade, que passa a ser bienal.

Com o patrocínio das empresas Caterpillar, BMC, John Deere e New Holland, o evento contou com a presença de empresários, jornalistas e profissionais da área de construção.

Guindastes

De acordo com o consultor da Sobratema, Norwil Veloso, a próxima edição do Guia contará com a atualização na área de manuseio de cargas, contemplando especificamente modelos de guindastes de até 70 toneladas.