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19 de outubro de 2010
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Copa 2014

Uma lista de obras em atraso

Projetos como o de Fortaleza (CE) e Natal (RN) lideram a lista das arenas com cronograma de obras em atraso

Diferentemente de Salvador e Rio de Janeiro, cujas obras dos estádios avançam a toque de caixa, em algumas cidades-sede da Copa de 2014 os projetos ainda esbarram na burocracia. Em Fortaleza (CE), por exemplo, a concorrência para a reforma do estádio Castelão foi concluída apenas em setembro último. O consórcio construtor formado pela Galvão Engenharia, Serveng e BWA assumiu uma das obras mais atrasadas para o evento, considerando que o prazo para sua conclusão é dezembro de 2012.

Orçado em R$ 450 milhões, o Arena Recife é um dos estádios cujo projeto básico foi aprovado pela FIFA, mas cujas obras também não saíram do papel. Apesar do atraso, o projeto prevê outras funções para a arena além de abrigar partidas de futebol, como shows, eventos religiosos, feiras e convenções. Com o amadurecimento do projeto, espera-se atrair os grandes clubes de Recife para a gestão do negócio até o início da Copa das Confederações. O empreendimento conta com investimentos dos governos federal e estadual, em parceria com a ISG e AEG, empresas de operação de eventos esportivos e culturais, respectivamente, que a princípio ficam responsáveis pela sua gestão.

O estádio terá capacidade para 46 mil pessoas e a estrutura de concreto será executada em parte com o uso de peças pré-moldadas e em parte com concreto moldado in loco. De acordo com a assessoria de imprensa do estádio, a construção exigirá a mobilização de equipamentos recorrentes em obras de terraplenagem, além de guindastes de torre e guindastes móveis para o içamento das peças pré-fabricadas e outros materiais. Além disso, centrais de concreto e bombas-lança serão alocadas na obra.






Projetos como o de Fortaleza (CE) e Natal (RN) lideram a lista das arenas com cronograma de obras em atraso

Diferentemente de Salvador e Rio de Janeiro, cujas obras dos estádios avançam a toque de caixa, em algumas cidades-sede da Copa de 2014 os projetos ainda esbarram na burocracia. Em Fortaleza (CE), por exemplo, a concorrência para a reforma do estádio Castelão foi concluída apenas em setembro último. O consórcio construtor formado pela Galvão Engenharia, Serveng e BWA assumiu uma das obras mais atrasadas para o evento, considerando que o prazo para sua conclusão é dezembro de 2012.

Orçado em R$ 450 milhões, o Arena Recife é um dos estádios cujo projeto básico foi aprovado pela FIFA, mas cujas obras também não saíram do papel. Apesar do atraso, o projeto prevê outras funções para a arena além de abrigar partidas de futebol, como shows, eventos religiosos, feiras e convenções. Com o amadurecimento do projeto, espera-se atrair os grandes clubes de Recife para a gestão do negócio até o início da Copa das Confederações. O empreendimento conta com investimentos dos governos federal e estadual, em parceria com a ISG e AEG, empresas de operação de eventos esportivos e culturais, respectivamente, que a princípio ficam responsáveis pela sua gestão.

O estádio terá capacidade para 46 mil pessoas e a estrutura de concreto será executada em parte com o uso de peças pré-moldadas e em parte com concreto moldado in loco. De acordo com a assessoria de imprensa do estádio, a construção exigirá a mobilização de equipamentos recorrentes em obras de terraplenagem, além de guindastes de torre e guindastes móveis para o içamento das peças pré-fabricadas e outros materiais. Além disso, centrais de concreto e bombas-lança serão alocadas na obra.







Indefinições existentes
Em São Paulo, o estádio do Corinthians, previsto para ser construído em parceria com a Construtora Norberto Odebrecht, passou a ser a primeira opção para sediar a Copa do Mundo na cidade, após o veto da FIFA ao projeto do Morumbi. Mesmo dispondo de outras opções, como a reforma do Parque Antártica, o estado é o único que ainda não definiu sua arena para os jogos até o fechamento desta edição da M&T. O Arena Corinthians foi projetado pelo escritório de arquitetura CDCA, com capacidade para 48 mil lugares, mas, para sediar a abertura dos jogos, teria que ter seu projeto redimensionado para 65 mil lugares, algo que está sendo amplamente discutido entre os envolvidos.

Em Curitiba (PR), o estádio do Atlético Paranaense, o Arena da Baixada, ainda depende de acordo para realizar o investimento previsto de R$ 130 milhões. O montante seria destinado à construção de um quarto lance de arquibancadas e à cobertura do estádio, um nível de adequação mais simples do que a maioria dos outros estádios que devem sediar os jogos da Copa do Mundo de 2014.

Até o final de setembro, a prefeitura de Curitiba e o governo do estado avaliavam a captação de R$ 90 milhões em títulos de potencial construtivo, e o restante do investimento seria realizado pelo próprio Atlético-PR. Mas nada havia sido definido até então.

O estádio das Dunas, em Natal (RN) é o único, entre os nove estádios com investimento público, que ainda não lançou edital para sua construção. Até o final de setembro, autoridades locais debatiam a realização dos projetos básico e executivo da futura arena, ambos os mais caros de todos os estádios-sede. Depois de pressões do Poder Legislativo e de adversários políticos, o governador Iberê Ferreira de Souza cancelou o contrato do projeto executivo, orçado em R$ 12,6 milhões, e o projeto básico foi redimensionado de R$ 14,8 milhões para R$ 4 milhões.