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26 de maio de 2018
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Manutenção

Um passo à frente no controle de emissões

Avanço da tecnologia permite uma queima muito mais uniforme dos combustíveis, viabilizando a produção de motores mais limpos; Conheça os principais conceitos

Embora haja quase um consenso de que os motores de ciclo diesel são mais poluentes que os de ciclo Otto, essa é uma visão tendenciosa. Nos motores a gasolina, há a predominância da emissão de hidrocarbonetos (HC) de cadeia aromática e monóxido de carbono (CO). No ciclo diesel, predominam os óxidos de nitrogênio (NOx) e o material particulado (MP).

Outra questão grave no caso dos motores diesel é a emissão de óxidos de enxofre, decorrente da proporção desse elemento no diesel – de até 2.000 partes por milhão (ppm) – que foi amplamente comercializado no mercado internacional durante muitos anos. O fato é que o enxofre causa a geração de ácido sulfúrico no sistema de escapamento, que acaba por corroer todas as tubulações e componentes.

Atualmente, contudo, a tecnologia dos combustíveis e dos sistemas de injeção permite uma queima muito mais uniforme, viabilizando a produção de motores diesel tão limpos quanto os de ciclo Otto e uma formulação praticamente livre de enxofre no diesel. Mesmo assim, em alguns setores houve uma campanha massiva contra esse tipo de motor, considerando-se que o NOx traz consequências ainda piores que o HC.

Tecnologias SCR e EGR são os processos mais difundidos na indústria de motores

 

 

 

PROCESSOS

Para o controle das emissões de NOx, dois processos foram mais difundidos na indústria: a recirculação dos gases de escapamento e a redução catalítica seletiva, que acabou por ser adotada pela maioria dos fabricantes. Esses dispositivos são instalados após os filtros de partículas e os catalisadores. A redução catalítica seletiva (SCR) foi a solução adotada por fabricantes como Mercedes-Benz, Volvo e Scania, por exemplo.

Montado antes do filtro de partículas (separadamente ou como parte integrante do mesmo), o catalisador é responsável pela oxidação dos gases e do material particulado. Trata-se de um tratamento primário, seguido pelo filtro de partículas, que atua num sistema de labirinto. Quando o filtro torna-se saturado, a eletrônica do motor executa a limpeza, chamada de “regeneração”. Nessa situação, a temperatura dos gases de escape fica mais alta, de modo a “queimar” as partículas retidas no filtro.

Produção editorial: Revista M&T – Desenvolvido e atualizado por Diagrama Marketing Editoral