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28 de abril de 2010
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Espargidores de asfalto

Tecnologias reduzem erros na operação

Uso de sistemas embarcados e de controles via satélite figuram entre as soluções para que a taxa de aplicação do ligante seja cada vez mais independente da sensibilidade do operador

Está acabando a época em que a mobilização de um espargidor de asfalto exigia o trabalho de um operador especificamente para o controle desse equipamento, instalado na traseira do caminhão, além do profissional responsável pela condução do veículo. Nas novas gerações desse equipamento, o motorista do caminhão dá conta do recado sozinho e, por meio de tecnologia GPS (Sistema de Posicionamento Global), obtém maior qualidade no serviço. Afinal, com o apoio desses recursos, ele consegue controlar a velocidade do veículo e da aspersão de asfalto de forma simultânea e combinada.

A tecnologia contribui para a maior eficiência na operação de um equipamento que, apesar de ter uma função intermediária no processo de pavimentação, pode interferir na qualidade final do serviço quando conduzido de forma errônea – algo muito comum, aliás, se a aspersão da emulsão for baseada exclusivamentena sensibilidade do operador. Ela está presente na nova linha de espargidores fabricada pela Romanelli, que aposta nessa solução também para a redução dos custos operacionais. “O litro de emulsão custa de R$ 0,80 a R$ 1,50 e, nos equipamentos menos precisos, a perda de material chega a 20%”, diz José Carlos Romanelli, diretor comercial da empresa.

Considerando uma operação com consumo de 100 t de emulsão, algo bastante factível numa obra rodoviária, a perda pode totalizar 20 t de material ou o equivalente a cerca de R$ 30 mil. A comparação de custos se baseia nos equipamentos que aplicam o material por caneta, um sistema composto por bico espargidor na ponta de uma mangueira ligada à bomba de emulsão. “Com essa tecnologia, a aspersão desordenada é quase que certa”, diz ele, lembrando que a imprecisão pode ser percebida pelos motoristas sempre que estes se depararam com deformações na pista da rodovia.

Limitações dos rebocáveis



Os espargidores com aplicação por caneta geralmente são montados em unidades rebocáveis que, apesar da sua facilidade para estocagem devido às dimensões reduzidas, apresentam capacidade de produção bastante inferior quando comparadas aos modelos autopropelidos. Esses modelos geralmente têm capacidade máxima de armazenamento de 3.000 l. “Devido a essa pequena autonomia, já que os modelos autopropelidos têm tanques de até 15.000 l de capacidade, os equipamentos rebocáveis são utilizados somente pelas pequenas prefeituras, em obras de tapa-buraco”, diz Carlos Almeida, diretor da fabricante Almeida.

Roman


Está acabando a época em que a mobilização de um espargidor de asfalto exigia o trabalho de um operador especificamente para o controle desse equipamento, instalado na traseira do caminhão, além do profissional responsável pela condução do veículo. Nas novas gerações desse equipamento, o motorista do caminhão dá conta do recado sozinho e, por meio de tecnologia GPS (Sistema de Posicionamento Global), obtém maior qualidade no serviço. Afinal, com o apoio desses recursos, ele consegue controlar a velocidade do veículo e da aspersão de asfalto de forma simultânea e combinada.

A tecnologia contribui para a maior eficiência na operação de um equipamento que, apesar de ter uma função intermediária no processo de pavimentação, pode interferir na qualidade final do serviço quando conduzido de forma errônea – algo muito comum, aliás, se a aspersão da emulsão for baseada exclusivamentena sensibilidade do operador. Ela está presente na nova linha de espargidores fabricada pela Romanelli, que aposta nessa solução também para a redução dos custos operacionais. “O litro de emulsão custa de R$ 0,80 a R$ 1,50 e, nos equipamentos menos precisos, a perda de material chega a 20%”, diz José Carlos Romanelli, diretor comercial da empresa.

Considerando uma operação com consumo de 100 t de emulsão, algo bastante factível numa obra rodoviária, a perda pode totalizar 20 t de material ou o equivalente a cerca de R$ 30 mil. A comparação de custos se baseia nos equipamentos que aplicam o material por caneta, um sistema composto por bico espargidor na ponta de uma mangueira ligada à bomba de emulsão. “Com essa tecnologia, a aspersão desordenada é quase que certa”, diz ele, lembrando que a imprecisão pode ser percebida pelos motoristas sempre que estes se depararam com deformações na pista da rodovia.

Limitações dos rebocáveis

Os espargidores com aplicação por caneta geralmente são montados em unidades rebocáveis que, apesar da sua facilidade para estocagem devido às dimensões reduzidas, apresentam capacidade de produção bastante inferior quando comparadas aos modelos autopropelidos. Esses modelos geralmente têm capacidade máxima de armazenamento de 3.000 l. “Devido a essa pequena autonomia, já que os modelos autopropelidos têm tanques de até 15.000 l de capacidade, os equipamentos rebocáveis são utilizados somente pelas pequenas prefeituras, em obras de tapa-buraco”, diz Carlos Almeida, diretor da fabricante Almeida.

Romanelli corrobora a opinião de Almeida ao afirmar, em tom de brincadeira, que vende espargidores rebocáveis “apenas uma vez por ano”. “A deterioração da carreta é muito grande, sem contar o elevado custo de transporte devido às idas e vindas do equipamento”, diz ele. O executivo explica que uma carreta com 3.000 l de capacidade tem que fazer duas viagens a mais que os modelos maiores e, considerando a distância entre os pontos de abastecimento e de aplicação da emulsão, a perda de produtividade torna-se muito alta.

A experiência do usuário

Nivaldo Alves de Oliveira, responsável pela assessoria de máquinas e equipamentos da Galvão Engenharia, emprega argumentos semelhantes ao justificar a opção adotada como padrão na construtora. “Como a maioria dos nossos trabalhos é em grandes trechos de rodovias, toda a nossa frota de espargidores é composta por modelos sobre chassi de caminhão.” Ele salienta que a empresa utiliza os equipamentos especificamente para a impermeabilização de pistas e o lançamento de material de ligação (binder) entre a base e o capeamento de asfalto.

Os modelos autopropelidos utilizados pela Galvão são equipados com motor diesel específico para o acionamento do espargidor. Entretanto, essa não é a única solução disponível no mercado, conforme explica Carlos Almeida. “Há também os equipamentos que utilizam a tomada de força do caminhão para acionar uma bomba e motor hidráulico”. Ele diz que essa solução depende do engate de marchas do caminhão para o funcionamento do espargidor. “Nesse caso, o operador precisa ser bem treinado, pois o simples ato de pisar na embreagem significa uma parada na aspersão.”

Assim como a Romanelli, a Almeida também aposta nos recursos da tecnologia para minimizar o impacto dos erros na operação do equipamento. “Para evitar variações na taxa de aspersão, principalmente nos modelos ligados à tomada de força do veículo, desenvolvemos um computador de bordo no qual é possível determinar a quantidade de emulsão a ser aplicada por metro quadrado”, afirma Carlos Almeida. Esse valor é especificado pelos órgãos regulamentadores de construção de rodovias e, com o sistema, a máquina define automaticamente a rotação na qual a bomba de aspersão deverá trabalhar diante da velocidade estabelecida para o deslocamento do caminhão.

Dessa forma, segundo ele, a função do operador do caminhão fica restrita a cumprir a velocidade especificada, enquanto o operador do espargidor se encarrega de validar o serviço. A Romanelli, por sua vez, trabalha com outro tipo de tomada de força, com bomba de fluxo variável. “Nesse caso, a taxa de aplicação do material não fica relacionada à rotação do motor”, diz José Carlos. “Isso é mais produtivo, pois é difícil garantir uma aspersão correta, por mais bem treinado que seja o operador. Em subidas, por exemplo, quando é preciso que o motor trabalhe em maior rotação para alcançar a mesma velocidade que teria nos lugares planos, haveria um aumento na taxa de aspersão.”

Para Nivaldo Oliveira, da Galvão Engenharia, “tecnologias que facilitam o sincronismo entre os dois operadores são bem-vindas”, pois a velocidade de deslocamento do caminhão influi diretamente na taxa de aplicação do material ligante, de forma que esse cálculo deve ser bem dimensionado e obedecido. “Entretanto, a adoção de sistemas eletrônicos embarcados exige operadores com maior nível de instrução, pois eles precisam programar a operação e executar as entradas dos dados no computador de bordo”, complementa o especialista.

Cuidados na operação

A eficiência na aplicação do ligante depende de diversos fatores, entre os quais se destaca a correta temperatura do material, que é mantida por maçaricos atuando diretamente no tanque de armazenamento. “Algumas construtoras costumam carregar o espargidor com material frio e esperar até que os maçaricos aqueçam toda a massa, algo que pode demorar horas”, diz Carlos Almeida. Ele explica que essa prática é errada, pois a emulsão deve ser depositada no equipamento já na temperatura exata. “Os maçaricos devem ajudar somente a manter o calor, o que aumenta a produtividade no campo ao se eliminar esse período de espera do aquecimento.”

Como os espargidores transportam material inflamável, o manuseio dos maçaricos requer alguns cuidados para a segurança da operação, como a parada total do caminhão antes de ligá-lo. “Antes de iniciar o serviço, também é preciso verificar se o registro geral do combustível está na posição correta e o equipamento deve estar sempre limpo, principalmente nas áreas próximas aos maçaricos”, explica Almeida.

O especialista ressalta que o operador deve observar o estado de funcionamento do maçarico no momento em que ele é ligado, fechando imediatamente o registro geral de combustível diante de alguma anormalidade. Por esse motivo, ele recomenda os modelos da empresa acionados por etanol, mais seguros de acordo com sua opinião. “Além disso, esse combustível polui menos, pois a queima do óleo diesel gera muita fuligem”, ele finaliza.