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08 de abril de 2010
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Mineração

Tecnologias que otimizam o trabalho na mina

Retomada das atividades no setor estimula novos investimentos e a demanda por soluções voltadas à maior produtividade das operações

Após a completa paralisação do mercado no fim de 2008, devido à queda do preço das commodities provocada pela crise financeira internacional, a mineração brasileira já opera dentro da normalidade, com um ritmo de crescimento ainda tímido, mas com projeções de expansão a partir de 2010. A avaliação é do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), que projeta um total de US$ 43 bilhões em investimentos no setor até 2013. “O setor de mineração planeja seus negócios a longo prazo e o volume de negócios em gestação, assim como o interesse dos investidores em novos projetos, demonstra a confiança do mercado e sinaliza o que podemos esperar para os próximos anos”, afirma Paulo Camillo Penna, presidente do Ibram.

Dos investimentos previstos, apenas a Vale deverá aportar US$ 12,9 bilhões em 2010, conforme o recente anúncio do plano de investimentos da mineradora. Desse valor, 67% deverão ser destinados a novos projetos, enquanto 23% serão voltados para o custeio das operações e 10% irão para pesquisa mineral. O dado interessante é que a retomada do mercado estimula a empresa a retirar do fundo da gaveta seus planos para ampliar a produção de minério de ferro.

Nessa área, aliás, outro player de peso prossegue na instalação de suas bases no Brasil. Trata-se da Anglo Ferrous, pertencente ao grupo Anglo American, que está investindo US$ 3,6 bilhões na implantação do Sistema Minas-Rio, um complexo envolvendo a instalação de minas e usina de beneficiamento no estado de Minas Gerais, de um mineroduto de 525 km e de um complexo portuário no estado do Rio de Janeiro. “O Sistema Minas-Rio é atualmente o maior investimento da empresa no mundo e uma peça chave em nossa estratégia global”, diz Stephan Weber, presidente da Anglo Ferrous Brasil.

Diante desse cenário, a feira Exposibram 2009, realizada simultaneamente ao 13o Congresso Brasileiro de Mineração, em Belo Horizonte (MG), pautou-se pelo otimismo. Para atender a demanda das mineradoras com soluções voltadas à maior produtividade nas operações, os fabricantes de equipamentos compareceram ao evento com lançamentos e inovações em suas linhas de produtos. Veja, a seguir, alguns destaques da feira.

Iluminação para operações de grande porte
A torre de iluminação MS9K-10, uma das maiores da linha da australiana Allight, foi apresentada ao mercado como uma


Após a completa paralisação do mercado no fim de 2008, devido à queda do preço das commodities provocada pela crise financeira internacional, a mineração brasileira já opera dentro da normalidade, com um ritmo de crescimento ainda tímido, mas com projeções de expansão a partir de 2010. A avaliação é do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), que projeta um total de US$ 43 bilhões em investimentos no setor até 2013. “O setor de mineração planeja seus negócios a longo prazo e o volume de negócios em gestação, assim como o interesse dos investidores em novos projetos, demonstra a confiança do mercado e sinaliza o que podemos esperar para os próximos anos”, afirma Paulo Camillo Penna, presidente do Ibram.

Dos investimentos previstos, apenas a Vale deverá aportar US$ 12,9 bilhões em 2010, conforme o recente anúncio do plano de investimentos da mineradora. Desse valor, 67% deverão ser destinados a novos projetos, enquanto 23% serão voltados para o custeio das operações e 10% irão para pesquisa mineral. O dado interessante é que a retomada do mercado estimula a empresa a retirar do fundo da gaveta seus planos para ampliar a produção de minério de ferro.

Nessa área, aliás, outro player de peso prossegue na instalação de suas bases no Brasil. Trata-se da Anglo Ferrous, pertencente ao grupo Anglo American, que está investindo US$ 3,6 bilhões na implantação do Sistema Minas-Rio, um complexo envolvendo a instalação de minas e usina de beneficiamento no estado de Minas Gerais, de um mineroduto de 525 km e de um complexo portuário no estado do Rio de Janeiro. “O Sistema Minas-Rio é atualmente o maior investimento da empresa no mundo e uma peça chave em nossa estratégia global”, diz Stephan Weber, presidente da Anglo Ferrous Brasil.

Diante desse cenário, a feira Exposibram 2009, realizada simultaneamente ao 13o Congresso Brasileiro de Mineração, em Belo Horizonte (MG), pautou-se pelo otimismo. Para atender a demanda das mineradoras com soluções voltadas à maior produtividade nas operações, os fabricantes de equipamentos compareceram ao evento com lançamentos e inovações em suas linhas de produtos. Veja, a seguir, alguns destaques da feira.

Iluminação para operações de grande porte
A torre de iluminação MS9K-10, uma das maiores da linha da australiana Allight, foi apresentada ao mercado como uma solução para operações que demandam altos níveis de luminosidade em trabalhos noturnos. Com 12 kVA de potência, dos quais 9 kVA destinados apenas para a iluminação, o equipamento conta com seis lâmpadas a gás e sem filamentos, o que reduz a incidência de queima e aumenta sua vida útil. “A partir do painel de comando lateral, o operador escolhe quais lâmpadas irá acender, determinando a potência de iluminação com a qual vai trabalhar e o nível de luminosidade desejado”, afirma David Price, diretor de vendas para as Américas da Allight.

Segundo ele, o equipamento oferece uma luminosidade de 160 lumens por lâmpada, proporcionando boa iluminação em uma extensão de até 2.400 m. Entre outras características, a torre conta com um tanque para 200 l de óleo diesel, o que confere a ela uma autonomia de 70 h de trabalho ininterruptas. “Trata-se de um equipamento robusto, indicado para aplicação em mineradoras e demais operações de grande porte”, complementa Peter Breen, diretor de vendas internacionais da fabricante. Ele acrescenta que a torre opera em diversas mineradoras na América do Sul e já despertou o interesse de alguns players desse setor no Brasil.

Dotada de torre de 10 m de altura, a MS9K-10 realiza todos os movimentos por sistemas hidráulicos, desde o basculamento da torre até a movimentação das patolas de estabilização. O equipamento é distribuído no Brasil pela Renco. Além desse equipamento, a distribuidora destacou em seu estande a linha de caminhões articulados Doosan/Moxy, disponíveis em modelos com capacidade de carga entre 25 t e 45 t (veja na pág. 26).

www.renco.com.br

Pesos-pesados para elevadas produções
Conhecida por seus equipamentos de grande porte e elevada produção, a Bucyrus está reestruturando as operações no Brasil para se reposicionar diante do novo ciclo de investimentos em mineração no país. O destaque da empresa nessa área são as draglines, que figuram entre os maiores equipamentos de produção em minas a céu aberto no mundo, atingindo profundidades de escavação de 64,9 m, com caçamba de 100 m3 de capacidade. Segundo a fabricante, esses pesos-pesados alcançam uma vida útil de até 40 anos, proporcionando alta produtividade em operações que demanda elevada produção.

Durante a Exposibram 2009, a empresa também destacou suas escavadeiras elétricas para mineração, como os modelos da série 495, dotados de caçamba front shovel. A maior da linha, a 495 HR, conta com 1.365 t de peso operacional e tem capacidade para 120 t de carga, operando com caçamba de 30 a 61 m3 e atingindo uma altura de corte de 18,4 m. Além desses equipamentos, a Bucyrus produz uma ampla linha de perfuratrizes rotativas, para perfurações de 6 a 17,5 polegadas de diâmetro, e extensa família de máquinas para mineração subterrânea, como mineradoras contínuas, carregadeiras rebaixadas (LHDs), caminhões elétricos de baixo perfil e transportadores de correias, entre outros.

www.bucyrus.com.br

Ênfase nos serviços para a disponibilidade dos equipamentos
Com o retorno dos investimentos em mineração, a distribuidora de equipamentos Sotreq começa a registrar a recuperação do nível de vendas para os grandes produtores de minérios do país. “Muitos projetos de expansão que haviam sido postergados no fim de 2008 foram retomados a partir do segundo semestre deste ano”, afirma Luís Mascarenhas, gerente de suporte da empresa. Nos últimos meses, ele diz que a distribuidora entregou mais de 50 unidades do caminhão Cat 793 para a Vale, dos quais apenas uma parcela correspondia a pedidos antigos e o restante representava novas vendas. Os equipamentos em questão, com capacidade para 240 t de carga, entraram em operação nas minas de Carajás e Itabira, ampliando a frota de modelos 793 da mineradora.

Menos susceptível aos humores da economia, a área de serviços manteve o ritmo das atividades mesmo nos momentos mais críticos de retração do mercado, conforme explica Raimundo Sodré, gerente de Operações de Mineração da Sotreq na região Norte do país. “Em operações de grande porte, a disponibilidade dos equipamentos de produção influi na lucratividade das mineradoras, motivo pelo qual 90% dos grandes clientes optam pelo nosso suporte de manutenção e nenhum deles declinou do serviço nesse período”, diz ele.

Sodré ressalta que a assistência do dealer torna-se ainda mais indispensável nas instalações localizadas no Norte do país, onde os clientes estão distantes dos grandes centros produtores e de infraestrutura de suporte. “Contamos com cerca de 500 mecânicos alocados nas operações dessas empresas, em locais como a Anglo/Amapari (AP), a MRN/Trombetas (PA) e em diversas operações da Vale, como Carajás, Sossego, Paragominas e Ourilândia.” Além do pessoal, a empresa disponibiliza estoque de peças e até mesmo entreposto, garantindo a disponibilidade dos equipamentos e a entrega dos conjuntos mais críticos, como um motor ou sistema de transmissão, no prazo máximo de 72 horas.

www.sotreq.com.br

Um trator reserva para cada oito em operação
A distribuidora DCML, que representa os equipamentos da marca Komatsu, confirma que as grandes mineradoras estão retomando o nível das atividades e ampliando suas respectivas frotas. “Este ano, já entregamos duas escavadeiras PC 5500, de 535 t de peso, e um modelo PC 4000, da 400 t, além da encomenda de oito tratores de grande porte realizada pela MRN e de mais dois tratores vendidos para a CSN”, diz Gustavo Lourenço Carvalho Diniz, supervisor técnico da empresa.

Segundo ele, os equipamentos da marca estão presentes em diversas instalações da Vale, como Carajás, onde operam oito escavadeiras PC 8000, de 80 t, e 30 caminhões 830E, com 240 t de capacidade de carga, além de cinco unidades da escavadeira PC 5500 e três da PC 4000. “A PC 8000 realiza o carregamento de um caminhão 830E em três passes, o que representa alta produtividade.” Carvalho Diniz também ressalta a presença dos tratores de grande porte da Komatsu, como o D475, com 860 hp de potência, que operam em Mariana, Brucutu e Itabira, bem como nas minas da CSN e da MRN. “Nesse último caso, temos um posto de serviços e de peças em Trombetas (PA), onde mantemos até mesmo um trator de reserva para cada oito unidades em operação, de forma a proporcionar total disponibilidade ao cliente.”

A DCML responde pelas distribuição e suporte de pós-vendas para a linha de mineração da Komatsu em todo o Brasil, além de representar os equipamentos de construção da marca em Minas Gerais. Ela também atua como distribuidora dos equipamentos de compactação e pavimentação da Dynapac e dos motores a diesel da Cummins. “Nossa representação na área de mineradoras começou em 1998, com o início das vendas em 2001, e nesse período contamos com caminhões que já atingiram a marca de 100 mil horas de trabalho”, conclui o especialista.

www.dcml.com.br

Novo jumbo da Atlas Copco
Lançado pela Atlas Copco na Exposibram 2009, o jumbo de perfuração Simba S7 D chega ao mercado para substituir o modelo 1257. Indicado para a execução de furos longos, em galerias subterâneas médias e pequenas, o equipamento proporciona ampla área de cobertura de perfuração e versatilidade nas escavações subterrâneas. Ele conta com um braço de perfuração e executa furos de até 20 m de comprimento (mecanizado), podendo ser utilizado na produção em minas subterrâneas ou na instalação de cabos de aço.

O jumbo possui magazine de hastes fixado à unidade de perfuração, o que torna o processo totalmente mecanizado, eficiente e seguro para o operador. A partir de uma cabine ergonomicamente projetada, com proteção FOPS e blindada contra ruidos, o operador controla todos os movimentos da máquina, tanto nos deslocamentos como nas perfurações. “Com esse modelo, procuramos atender à demanda por máquinas menores, porém confiáveis e de alta performance”, diz Patrik Ericsson, diretor de produtos da linha de perfuração subterrânea da Atlas Copco.

Entre outras características, o Simba S7 D conta com motor emissionado Tier III, o que o torna menos agressivo ao ambiente confinado das operações subterrâneas. O equipamento realiza curvas em raio de 5 m, executando as perfurações em área de 8,17 m de altura por 5,87 m de largura.

www.atlascopco.com.br

Hyundai avança no mercado de mineração
Com sua posição consolidada no mercado de construção, onde detém cerca de 20% das vendas de escavadeiras hidráulicas, a Hyundai se prepara para disputar uma parcela do setor de mineração, que demanda máquinas de maior porte. “Estamos nos apresentando como uma alternativa para esses clientes”, afirma Roberto Mazzutti, diretor comercial da Brasil Máquinas de Construção (BMC), que representa os equipamentos da marca no país. Ele explica que as mineradoras se caracterizam por seu perfil exigente, operando com alta produtividade e disponibilidade garantida para os equipamentos. “Queremos avançar nesse mercado aos poucos, na base da propaganda boca-a-boca.”

A estratégia também se deve ao fato de que os equipamentos oferecidos pela empresa – a pá carregadeira HL780-7, de 30 t, e as escavadeiras R500 e R800, respectivamente com 50 t e 80 t de peso operacional – se destinam basicamente a serviços de apoio e decapeamento em grandes mineradoras, geralmente sob responsabilidade de empresas contratadas. Para disputar esse mercado, Mazzutti aposta nos investimentos realizados pela empresa, que montou uma rede de distribuidoras para atendimento aos clientes e conta com cerca de R$ 12 milhões em estoque de peças sobressalentes. “Nossos equipamentos de grande porte começam a chegar agora ao mercado”, diz o executivo ao antecipar que a BMC pretende importar 450 máquinas da Hyundai até o final de 2009.

Segundo ele, a campeã de vendas da marca ainda é a escavadeira de 21 t, a R210, mas o modelo de 36 t também está apresentando um bom desempenho comercial. Além da Hyundai, a empresa distribui rolos compactadores e motoniveladoras da XCMG, bem como os tratores de esteira da chinesa Shantui. Nessa última, aliás, Mazzutti aponta o fornecimento das primeiras unidades para um grande projeto de infraestrutura no Brasil. Os tratores em questão, de 50 t e 80 t, estão executando serviços de terraplenagem na obra da hidrelétrica de Jirau, no rio Madeira (RO).

www.bmc-online.com.br

Pneu para carregadeiras ganha camada adicional de borracha
O pneu radial XHA2, indicado para uso em pás carregadeiras, foi apresentado ao mercado pela Michelin como uma solução para a maior produtividade e rentabilidade em operações severas. O novo modelo vem para substituir o XHA que, segundo Newton Amorin, gerente de marketing da divisão de Mineração na América do Sul, “era o mais vendido pela empresa no mundo para aplicações com carregadeiras”. Segundo o especialista, ele incorpora 5% a mais de profundidade de escultura, proporcionando maior rendimento e vida útil ao pneu.

Entre outras inovações no modelo, Amorin cita ainda o acréscimo de borracha nos flacos do pneu, para sua maior proteção contra furos, e a adoção de um novo design nos tacos que compõem sua escultura. “Essa nova escultura confere maior capacidade de tração ao XHA2, proporcionando maior velocidade de deslocamento e ganhos de produtividade.” Ela também contribui para reduzir a transmissão de vibrações ao equipamento e favorece a autolimpeza do pneu ao promover a remoção de pedras incrustadas na escultura.

O novo modelo já está sendo fabricado na unidade industrial da Michelin do Rio de Janeiro, para atendimento ao mercado brasileiro e também para exportação. Ele pode ser fornecido com escultura L3, para aplicação em trabalhos leves e médios, ou com escultura L5, indicada para serviços severos em pé de rocha.

www.michelin.com.br

Sistema controla ângulo de ataque da perfuratriz
Indicadas para trabalhos de perfuração profunda em rocha, com diâmetros de até 4 polegadas, as carretas de perfuração hidráulicas Rhino, da sul-coreana Everdigm, caracterizam-se pela sua robustez e elevada produtividade. Seu braço telescópico de 1.200 mm, disponível no modelo RD 10E-V, proporciona maior raio de perfuração e, além disso, os equipamentos da marca contam com medidor digital de ângulo como item opcional. Com isso, o operador pode verificar o posicionamento horizontal e vertical, por meio de sensor que mede a inclinação do ângulo em dois eixos, acompanhando os dados a partir de um monitor instalado na cabine.

Além disso, o equipamento conta com um compressor tipo parafuso de alto volume de ar (6 m3/min), responsável pela eficiência na limpeza do furo e na coleta e descarga do pó. O coletor de pó possui seis filtros internos, o que permite controlar o intervalo e frequência de descarga da poeira, melhorando a capacidade da coleta. Ele é protegido por um pré-coletor que intercepta os fragmentos maiores e amplia a vida útil do componente. Distribuidos no Brasil pela Caimex, os equipamentos são oferecidos em duas versões, com 12 t de peso e braço fixo (de 2.100 mm) e com 12,3 t e braço telescópico (de 3.100/4.300 mm).

www.caimex.com.br