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28 de abril de 2010
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Editorial

Tecnologias para uma demolição sustentável

Por que reaproveitamos tão pouco os resíduos de construção gerados nos canteiros deste país? A pergunta estampada na capa desta edição da revista M&T poderia ter uma ponta de indignação diante de tamanho desperdício: nada menos que 68,5 milhões t/ano de entulhos que poderiam ser reciclados para reutilização em aterros, obras de fundação e até mesmo na produção de blocos de concreto, tijolos e outro materiais de construção. O ganho ambiental seria imenso com a eliminação do envio desse material para bota-foras e a redução no consumo de pedra britada.

Mesmo assim, a reportagem que publicamos nesta edição sobre o assunto passa ao largo de qualquer tipo de indignação. Nosso objetivo é mostrar que existem tecnologias de equipamentos que viabilizam o reaproveitamento de entulhos da construção, inclusive com o uso de britadores móveis numa operação de demolição. O Brasil já conta com pouco mais de uma dúzia de usinas municipais dedicadas à reciclagem de resíduos da construção, apesar de todas se caracterizarem pela pequena escala de produção. Além disso, algumas empresas especializadas em serviços de demolição descobriram nessa atividade um diferencial para os negócios.

A busca de maior eficiência na operação também norteia outra reportagem desta edição, dedicada a novas tecnologias de equipamentos para a instalação de dutos. Muito além da simples modificação de tratores usados para seu aproveitamento como assentadores de tubos (pipelayers), as construtoras especializadas nesse tipo de obra estão atentas a soluções que proporcionem ganhos de produtividade e qualidade na montagem da linha, desde os pipelayers que já saem adaptados de fábrica até as curvadeiras de tubos e máquinas de solda.

O assunto merece atenção especial diante dos investimentos previstos pela Petrobras. Afinal, além de precisar construir linhas para escoar a produção do pré-sal e o gás natural descoberto na Bacia de Santos (SP), a empresa mantém os planos de expansão da sua rede de transporte (óleo e gás) e acena com a construção de alcooldutos para a exportação de etanol.

Esperamos que tais reportagens, assim como as demais publicadas nesta edição, contribuam para uma reflexão mais aprofundada do setor. Boa leitura.