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29 de abril de 2010
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Equipamentos de concretagem / Tecnologia para bombeamento em grandes obras

“Nesse caso, sua dosagem conta com maior quantidade de cimento, motivo pelo qual o denominamos de concreto mais argamassado”, explica o especialista.

Se o bombeamento possibilita ganhos de produtividade no serviço, o uso de concreto com maior quantidade de cimento implica um aumento nos custos com o material. Por esse motivo, a opção entre o uso de bomba ou de métodos convencionais exige uma análise da relação custo/benefício, contemplando todas as variáveis envolvidas em cada caso. No primeiro caso, por exemplo, o ganho de produção justifica
os custos maiores com o uso do equipamento e a produção do concreto. Os métodos convencionais, por sua vez, apresentam menores custos nesses quesitos, mas mobilizam maior volume de mão-de-obra e consomem maior tempo de serviço.

Segundo Martins, a preocupação com o traço do concreto bombeado começou a ser mais difundida no setor depois de diversos registros de entupimento das tubulações dos equipamentos (veja quadro abaixo).
Além dos prejuízos ocasionados por esse tipo de ocorrência, entupimentos durante um bombeamento ocasionam atrasos no serviço, algo sempre comprometedor quando se trata de uma concretagem. Tudo isso sem contar as preocupações relacionadas à segregação do material durante o bombeamento, outro motivo para o controle rigoroso de seu traço.

Bombas de pequeno porte

O engenheiro de vendas Fábio Letto de Mello, da Putzmeister, confirma a tendência de uso de equipamentos com menor capacidade de vazão no mercado brasileiro. Segundo ele, a empresa fabrica autobombas que operam a taxas de até 200 m³/h, mas tais modelos não têm demanda no país. “Os melhores negócios estão no varejo, pois o mercado imobiliário paga muito mais por metro cúbico de concreto bombeado, mas nesse setor não é possível trabalhar com grandes vazões.”

Ele vislumbra uma massificação no uso de bombeamento em obras de pequeno porte, motivo pelo qual a Putzmeister foca sua atuação nas bombas rebocáveis com capacidade entre 30 e 120m³/h e nas bombas lança de 28 a 36m³/h. “Vale ressalta que não é o volume de vazão que determina a qualidade do equipamento e sim a tecnologia.” Mello explica que as bombas rebocáveis da marca são dotadas de cilindro com capa de cromo duro, o que lhes confere vida útil de até 100.000 m³ bombeados, o equivalente a três vezes mais que outros modelos similares. Nas bombas- lança, o destaque fica por conta do mastro em formato de “Z”, que confere maior flexibilidade às operações.