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29 de abril de 2010
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Equipamentos de concretagem

Tecnologia para bombeamento em grandes obras

Diferentemente das construções urbanas, com baixo consumo de concreto, as grandes obras de infraestrutura impulsionam os avanços tecnológicos em equipamentos para bombeamento de concreto
Por Camila Waddington

Ao contrário do senso comum, nem sempre os mais avançados recursos tecnológicos estão disponíveis nos grandes centros urbanos e sim em regiões longínquas do país. Esse paradoxo pode ser observado no mercado de bombas de concreto e tem motivos óbvios: diferentemente da construção de uma hidrelétrica, por exemplo, geralmente instalada em locais distantes das grandes capitais, as obras urbanas se caracterizam pelo baixo consumo de concreto.

Além disso, elas ocorrem em ambientes marcados pelo intenso tráfego de veículos e, como as concreteiras adotam caminhões betoneira com balão de 8 m³ para o transporte de sua produção, dificilmente o bombeamento de concreto nas grandes capitais ultrapassa a taxa de 15 m³/h. Por esses motivos, em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro raramente as concreteiras e locadoras de equipamentos operam com bombas com vazão superior a 30 m³/h ou 40 m³/h. Não é por falta de tecnologia e sim pela falta de demanda imposta pela logística, já que existem equipamentos com capacidade para até 200 m3, geralmente mobilizados em grandes obras de infraestrutura.

Diante desse cenário, há quem acredite que as inovações tecnológicas sejam dispensáveis no mercado
brasileiro. Esse não é o caso da locadora Kaiobá, que opera com uma frota de 62 equipamentos para bombeamento de concreto, entre bombas estacionárias, autobombas e bombas-lança. Para atender a demanda de concreteiras e construtoras de grande porte, a empresa mantém um parque de equipamentos relativamente novo, conforme explica o diretor Diomar Martins Barbosa, em sua maioria composto por modelos com 90 m³/h de capacidade de vazão.

Segundo Diomar, o parque de bombas de concreto disponível no Brasil passou por uma modernização nos últimos anos. “Atualmente, contamos com as mesmas tecnologias utilizadas nos países industrializados, mas há de se considerar que dois terços desses equipamentos são bombas rebocáveis e autobombas mais usadas em obras imobiliárias e apenas um terço da frota brasileira corresponde às bombas-lança”, diz ele.

Relação custo/benefício

A adoção de um ou outro tipo de equipamento é definida em função das características do concreto e da altura de bombeamento. “No caso das autobombas, por exemplo, os modelos mais usados têm uma capacidade de vazão de 90m³/h e bombeiam até 60 m de altura, em distâncias de 100 m a 150 m na horizontal.” Para isso, o traço do concreto deve atender especificações do fabricante do equipamento, apresentando consistência mais fluida para seu deslocamento pelas tubulações.