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04 de setembro de 2010
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Concretagem

Tecnologia otimiza grandes projetos

Mastro distribuidor de concreto diminui a quantidade de operários necessários para segurar o mangote e pode reduzir riscos de acidentes no canteiro de obras

A Kaiobá e a C&C Concrete Pumping trouxeram a tecnologia Placing Boom para o Brasil. Trata-se de um mastro distribuidor de concreto, indicado para aplicação em edificações de vários pavimentos. A primeira utilização do equipamento no País está sendo realizada no Rec Berrini, empreendimento com 35 andares e mais 5 subsolos, da construtora Hochtief, em São Paulo.

Fabricado pela Schwing Stetter, o equipamento é formado por lança de distribuição e torre de fixação, a qual fica presa à superestrutura do pavimento em construção. “Uma vez posicionado, o mastro de distribuição pode ser rotacionado a 360 graus, o que cobre, teoricamente, todas as periferias da concretagem na laje”, diz Diomar Martins Barbosa, diretor da Kaiobá. Segundo ele, a lança tem um alcance máximo de 28 metros e seus movimentos são articulados de acordo com a conveniência da concretagem.

O concreto é bombeado até o mastro distribuidor por meio de bombas de concreto equipadas sobre chassi de caminhão 6x4 ou 8x4 e mangote de tubulação flexível. Segundo Martins, é necessário que o conjunto da bomba de concreto seja de boa qualidade, com tubulação de grande diâmetro e com paredes mais grossas, para prover a melhor alimentação de material possível para o Placing Boom e evitar acidentes graves. “O rompimento de uma tubulação a alturas elevadas pode ocasionar acidentes de proporções inimagináveis”, avalia o especialista.

Martins avalia que é possível utilizar concreto auto-adensável para ser distribuído pelo Placing Boom, o que diminui a necessidade de vibração após a concretagem, reduzindo ainda mais os custos operacionais.

O especialista destaca que a introdução da marca Schwing Stetter ocorreu pela tradição de mercado e pela assistência prestada na utilização da primeira unidade do equipamento no Brasil. “Utilizando equipamentos corretos e perfeitamente instalados, é possível que o mastro distribuidor bombeie concreto à velocidade de 60 m³ por hora, dando mais produtividade às concreteiras, já que os caminhões betoneiras podem retornar mais rapidamente para a usina”, diz ele.

Um dos destaques do equipamento é a lança do mastro distribuidor, comandada por controle remoto, que atua tanto no direcionamento da distância a ser percorrida pela lança na horizontal quanto no direcionamento em função da rotatividade de 360 graus. “O bombeamento do concreto é feito p


A Kaiobá e a C&C Concrete Pumping trouxeram a tecnologia Placing Boom para o Brasil. Trata-se de um mastro distribuidor de concreto, indicado para aplicação em edificações de vários pavimentos. A primeira utilização do equipamento no País está sendo realizada no Rec Berrini, empreendimento com 35 andares e mais 5 subsolos, da construtora Hochtief, em São Paulo.

Fabricado pela Schwing Stetter, o equipamento é formado por lança de distribuição e torre de fixação, a qual fica presa à superestrutura do pavimento em construção. “Uma vez posicionado, o mastro de distribuição pode ser rotacionado a 360 graus, o que cobre, teoricamente, todas as periferias da concretagem na laje”, diz Diomar Martins Barbosa, diretor da Kaiobá. Segundo ele, a lança tem um alcance máximo de 28 metros e seus movimentos são articulados de acordo com a conveniência da concretagem.

O concreto é bombeado até o mastro distribuidor por meio de bombas de concreto equipadas sobre chassi de caminhão 6x4 ou 8x4 e mangote de tubulação flexível. Segundo Martins, é necessário que o conjunto da bomba de concreto seja de boa qualidade, com tubulação de grande diâmetro e com paredes mais grossas, para prover a melhor alimentação de material possível para o Placing Boom e evitar acidentes graves. “O rompimento de uma tubulação a alturas elevadas pode ocasionar acidentes de proporções inimagináveis”, avalia o especialista.

Martins avalia que é possível utilizar concreto auto-adensável para ser distribuído pelo Placing Boom, o que diminui a necessidade de vibração após a concretagem, reduzindo ainda mais os custos operacionais.

O especialista destaca que a introdução da marca Schwing Stetter ocorreu pela tradição de mercado e pela assistência prestada na utilização da primeira unidade do equipamento no Brasil. “Utilizando equipamentos corretos e perfeitamente instalados, é possível que o mastro distribuidor bombeie concreto à velocidade de 60 m³ por hora, dando mais produtividade às concreteiras, já que os caminhões betoneiras podem retornar mais rapidamente para a usina”, diz ele.

Um dos destaques do equipamento é a lança do mastro distribuidor, comandada por controle remoto, que atua tanto no direcionamento da distância a ser percorrida pela lança na horizontal quanto no direcionamento em função da rotatividade de 360 graus. “O bombeamento do concreto é feito praticamente sem a intervenção de operários em cima da laje, diminuindo os riscos de acidentes e custos operacionais”, diz Gabriel Couto, diretor da C&C Concrete Pumping no Brasil.

Couto também avalia que o equipamento provê maior rapidez às concretagens. Ele cita como exemplo a concretagem de uma laje de 1.000 m² nos EUA, cuja extensão consumiu cerca de 300 m³ de concreto. “Realizamos o trabalho em 6 horas e com o apoio de somente quatro operários. Pelo processo tradicional, com operários segurando o mangote, se riam necessárias 15 horas e 28 colaboradores”, c ompara.

Mercado à vista
Segundo Martins, da Kaiobá, a construtora Hochtief deverá utilizar mais dois conjuntos do Placing Boom em empreendimentos localizados na cidade de São Paulo. Além disso, a Método Engenharia, outra construtora de representatividade em projetos de edifícios verticais, já está finalizando os trâmites para a utilização do equipamento. Outras quatro consultas estão em andamento avançado, o que atesta a intenção da Kaiobá em implantar cerca de 10 unidades até o fim deste ano em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Para Couto, da C&C Concrete Pumping, as vantagens do sistema já foram comprovadas pelos norte-americanos, que o utilizam há cerca de 15 anos. “Chegamos a aplicar a tecnologia em 29 edifícios dos EUA simultaneamente”, diz ele.

Atualmente, a Kaiobá e a C&C se classificam como as únicas empresas que ofertam a tecnologia no Brasil. O modelo de contrato dos representantes inclui a prestação do serviço, com toda a operação, e o conjunto do equipamento. Eles não vendem somente as máquinas e nem alugam os equipamentos independentemente. Na avaliação de Martins, a justificativa é a expertise necessária por parte do aplicador para garantir a segurança e a produtividade que o sistema provê.