FECHAR
FECHAR
31 de outubro de 2012
Voltar
Editorial

Tecnologia construtiva a serviço do país

No mundo globalizado, a transferência de tecnologia é um dos principais motores para a consolidação de economias emergentes como a nossa.

A combinação de conhecimentos técnicos e científicos com fatores de produção constitui-se uma condição sine qua non para se atingir um estágio do desenvolvimento industrial que permita às nações superarem seus problemas socioeconômicos, garantindo melhores condições de vida às suas populações, infraestrutura adequada e campo fértil para o empreendedorismo.

Tais considerações fazem-se necessárias no momento em que o Brasil, após “décadas perdidas”, finalmente parece reencontrar sua vocação para ator de ponta no cenário mundial. Afinal, apesar de retrocessos como a redução em 0,5% dos aportes oriundos do Produto Interno Bruto (PIB) em infraestrutura desde 2010, o “país do futuro” torna-se gradativamente o “país do presente”. Nesse contexto, é animador o cenário de atração que o país vem exercendo em grandes corporações mundiais da área de equipamentos para construção.

Isso porque, uma vez no país, tais organizações tendem inevitavelmente a colaborar para a superação das limitações do modelo ancorado essencialmente no setor público, que como já se sabe não consegue sustentar sozinho o arranque da infraestrutura. O que vemos acontecer em ritmo acelerado é um processo crescente de instalação e ampliação de unidades industriais de grandes empresas em segmentos tão diversos como motores, tecnologias de posicionamento e gestão, movimentação de cargas, abertura de túneis, caminhões, energia e muitos outros, um fenômeno que pode trazer conhecimento para dentro de nos


A combinação de conhecimentos técnicos e científicos com fatores de produção constitui-se uma condição sine qua non para se atingir um estágio do desenvolvimento industrial que permita às nações superarem seus problemas socioeconômicos, garantindo melhores condições de vida às suas populações, infraestrutura adequada e campo fértil para o empreendedorismo.

Tais considerações fazem-se necessárias no momento em que o Brasil, após “décadas perdidas”, finalmente parece reencontrar sua vocação para ator de ponta no cenário mundial. Afinal, apesar de retrocessos como a redução em 0,5% dos aportes oriundos do Produto Interno Bruto (PIB) em infraestrutura desde 2010, o “país do futuro” torna-se gradativamente o “país do presente”. Nesse contexto, é animador o cenário de atração que o país vem exercendo em grandes corporações mundiais da área de equipamentos para construção.

Isso porque, uma vez no país, tais organizações tendem inevitavelmente a colaborar para a superação das limitações do modelo ancorado essencialmente no setor público, que como já se sabe não consegue sustentar sozinho o arranque da infraestrutura. O que vemos acontecer em ritmo acelerado é um processo crescente de instalação e ampliação de unidades industriais de grandes empresas em segmentos tão diversos como motores, tecnologias de posicionamento e gestão, movimentação de cargas, abertura de túneis, caminhões, energia e muitos outros, um fenômeno que pode trazer conhecimento para dentro de nossas fronteiras, qualificando profissionais, desenvolvendo cadeias produtivas e, em última instância, alavancando de vez nosso mercado no novo cenário econômico internacional.

E esse movimento já começa a ser perceptível na própria oferta de tecnologias, serviços e produtos até então inéditos no país, como atesta a presente edição da M&T, com reportagens pontuais sobre tendências nas áreas de gestão de frotas, métodos construtivos e equipamentos especiais, além de informações atualizadas sobre os planos operacionais de importantes players internacionais em nosso país. Acrescente-se que a aposta na consolidação do mercado nacional passa pela sua capacidade de absorção da produção, mas também pela necessidade de participação ativa dos novos atores em nosso atual ciclo de desenvolvimento.

Claudio Schmidt

Presidente do Conselho Editorial