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19 de novembro de 2010
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Lançamento

Sotreq fecha primeira venda do 775F no Brasil

Mineradora localizada em Minas Gerais comprou 14 caminhões fora-de-estrada. Previsão do dealer é vender mais 60 veículos até 2012

O caminhão fora-de-estrada 775F, da Caterpillar, lançado mundialmente em 2008, ganhou sua primeira aplicação no Brasil. Quatorze veículos foram comprados por uma importante mineradora brasileira no começo do ano e irão operar em Minas Gerais. A aquisição representa a entrada no veículo no País e também a retomada do uso de modelos fora-de-estrada em operações que vinham sendo executadas por caminhões rodoviários. “O uso exclusivo de rodoviários em operação mineral atingiu o seu limite e acreditamos que haverá uma utilização mesclada”, argumenta William Oliveira, consultor de vendas da Sotreq. Ele adianta que os estudos para adoção do 775F em substituição a veículos 10x4 e 8x4 não é recente, mas a iniciativa da mineradora brasileira demonstra que o processo deve se tornar mais frequente no País.

Temos recebido muitas solicitações sobre necessidade de aumento de disponibilidade física nas minas, informa Oliveira, adiantando que essa demanda, casada com o crescimento de produção, não pode ser atendida exclusivamente por caminhões rodoviários. Ele avalia que a maior produtividade do 775F não só reduz o tamanho das frotas como significa menor emprego de equipes de operação e manutenção nas mineradoras. A expectativa da Sotreq é que sejam comercializados cerca de 60 novos 775F até 2012.

Embora avalie que a comparação envolva vários fatores, entre elas as condições de operação da mina e o estado das pistas de tráfego, um estudo da Sotreq em campo indica que um caminhão rodoviário 10x4 tenha entre 65 e 70% da capacidade de um 775F. Quando se considera o uso de veículos 8x4, a capacidade cairia para um valor entre 50 e 60%. “Essa relação precisa considerar ainda aspectos como a disponibilidade física, que é maior nos veículos off road”, complementa Oliveira.

Como a operação com fora-de-estrada implica menor frota, os aspectos de segurança também contam, pois haverá menos riscos com veículos trafegando na mina. “O gerenciamento torna-se menos complexo, pois são menos caminhões trafegando”, completa Ciro Dabés, também consultor de Vendas da Sotreq. Ele destaca que o 775F, assim como outros caminhões dessa série, tem um motor que emite menor quantidade de partículas poluentes e apresenta uma taxa de velocidade maior por peso, o que o torna mais rápido, influenciand


O caminhão fora-de-estrada 775F, da Caterpillar, lançado mundialmente em 2008, ganhou sua primeira aplicação no Brasil. Quatorze veículos foram comprados por uma importante mineradora brasileira no começo do ano e irão operar em Minas Gerais. A aquisição representa a entrada no veículo no País e também a retomada do uso de modelos fora-de-estrada em operações que vinham sendo executadas por caminhões rodoviários. “O uso exclusivo de rodoviários em operação mineral atingiu o seu limite e acreditamos que haverá uma utilização mesclada”, argumenta William Oliveira, consultor de vendas da Sotreq. Ele adianta que os estudos para adoção do 775F em substituição a veículos 10x4 e 8x4 não é recente, mas a iniciativa da mineradora brasileira demonstra que o processo deve se tornar mais frequente no País.

Temos recebido muitas solicitações sobre necessidade de aumento de disponibilidade física nas minas, informa Oliveira, adiantando que essa demanda, casada com o crescimento de produção, não pode ser atendida exclusivamente por caminhões rodoviários. Ele avalia que a maior produtividade do 775F não só reduz o tamanho das frotas como significa menor emprego de equipes de operação e manutenção nas mineradoras. A expectativa da Sotreq é que sejam comercializados cerca de 60 novos 775F até 2012.

Embora avalie que a comparação envolva vários fatores, entre elas as condições de operação da mina e o estado das pistas de tráfego, um estudo da Sotreq em campo indica que um caminhão rodoviário 10x4 tenha entre 65 e 70% da capacidade de um 775F. Quando se considera o uso de veículos 8x4, a capacidade cairia para um valor entre 50 e 60%. “Essa relação precisa considerar ainda aspectos como a disponibilidade física, que é maior nos veículos off road”, complementa Oliveira.

Como a operação com fora-de-estrada implica menor frota, os aspectos de segurança também contam, pois haverá menos riscos com veículos trafegando na mina. “O gerenciamento torna-se menos complexo, pois são menos caminhões trafegando”, completa Ciro Dabés, também consultor de Vendas da Sotreq. Ele destaca que o 775F, assim como outros caminhões dessa série, tem um motor que emite menor quantidade de partículas poluentes e apresenta uma taxa de velocidade maior por peso, o que o torna mais rápido, influenciando no menor ciclo de transporte, algo que leva à maior produtividade.

Além de mineração, o 775F tem um campo de aplicação forte na área de pedreiras. Essa é, por exemplo, uma aplicação típica nos Estados Unidos. O uso do veículo em obras de infraestrutura, caso da construção de barragens de grande porte, é outra fronteira que pode impulsionar a adoção do veículo no Brasil. Com cerca de 2 mil unidades espalhadas pelo mundo, as quatro séries do 775 (B, C, D e F) estão concentradas na Europa, onde operam cerca de 54% dos veículos. A América do Norte concentra outros 39% do total, enquanto 6% estão na Ásia e somente 2% estão na América Latina.