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28 de abril de 2010
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Obras de Concreto / Soluções para a produtividade no canteiro

CONCRETO PRODUZIDO ON-SITE E ON-TIME

A autobetoneira 4x4 fabricada pela italiana Fiori e comercializada no Brasil pela Copex se propõe a ser uma central móvel de concreto para obras de infraestrutura. “Esse equipamento supre a necessidade de produção em projetos que demandam grande volume de concreto e um produto de qualidade, eliminando a necessidade de montar uma usina fixa no local, o que despende uma logística complexa e alto custo”, diz Antonio Carlos Grisci, diretor da Copex.

Segundo o executivo, o equipamento possui uma pá carregadeira acoplada para carregar o balão de mistura com areia e brita. “Uma vez carregada, ela mistura o material e o transporta até o ponto de aplicação, além de certificar a mistura por peso, como exige a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).” Isso é possível, segundo ele, porque seu sistema de dosagem é controlado pelo operador por um painel instalado na cabine.

O equipamento pode ser configurado com cinco tamanhos de balão, com capacidades de 1,1m³ a 4m³. “O menor modelo realiza três ciclos de produção por hora, incluindo o carregamento, mistura e transporte, enquanto o maior chega a cumprir até quatro ciclos de trabalho por hora”, salienta Grisci. Ele diz que o equipamento também permite maior precisão no traço do concreto, reduzindo custos com aditivos conservantes do traço ao eliminar a injeção em excesso de água, como acontece nos caminhões betoneiras que precisam circular por grandes distâncias para o transporte do material.

Segundo Grisci, a Copex já comercializou mais de 100 unidades da máquina no Brasil, sendo uma delas para a construção do Museu Iberê Camargo, no Rio Grande do Sul, onde a máquina foi utilizada para produzir concreto branco, inclusive para as estruturas da obra, com resistência de 60 MPa.

DE OLHO NO MERCADO DE TUBOS

Em parceria com a espanhola Vifesa, a Cibi começará a produzir equipamentos para vibroprensagem de tubos de concreto. Segundo Sérgio Leitão, gerente comercial da companhia, esse é um tipo de solução que carece de fabricação local no Brasil, lacuna que a Cibi pretende suprir para se posicionar como líder nessa área.

“Considerando a demanda prevista em obras de saneamento básico, queremos nos posicionar como fornecedores de máquinas para tubos de 2,5 m de comprimento e de até 3 m de diâmetro, além de aduelas com seções de 3 a 6 m”, diz Leitão.

A oportunidade de mercado relatada por ele, todavia, também está estimulando outros competidores, como mostra a BFS Casagrande. Há dois meses, a empresa começou a importar máquinas para prensa de tubos pluviais e de saneamento de até 3,6 m de diâmetro e aduelas de 3 por 4 m de dimensão, produzidas pela alemã Betonfertigteilesysteme (BFS). “Essas máquinas podem ser encomendadas de acordo com as especificações do projeto e a importação demora cerca de dois meses”, diz Tarik Amilcar, gerente comercial da BFS no Brasil.