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02 de março de 2012
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Gestão de Frota

Softwares incorporam inteligência estratégica à atividade

Cada vez mais adotados por construtoras e demais empresas que operam com frotas de equipamentos, os sistemas de gestão da informação facilitam o processo de manutenção e se tornam um fator de competitividade para as empresas
Por Marcelo Januário (Editor)

Com o nível de competitividade ao qual as empresas estão expostas atualmente, mais do que controlar a frota no sentido de manter os equipamentos sempre em operação, tornou-se necessário um mecanismo de análise que adicione inteligência ao negócio. Afinal, mesmo numa construtora de porte médio ou pequeno, as informações geradas pelo setor de equipamentos incidem decisivamente sobre o resultado da operação, determinando o momento de se renovar a frota e até mesmo a proposta a ser apresentada em licitações, entre outras possibilidades.

Invariavelmente, uma gestão eficiente do parque de equipamentos pode representar a diferença entre o lucro ou o prejuízo na operação. Isso é possível pela melhor utilização de recursos críticos, pela redução dos custos de produção, diminuição das paradas de emergência e minimização de estoques de peças sobressalentes, além da obtenção de aumentos reais do capital de giro e, evidentemente, de lucros maiores.

Apesar de não haver indicadores específicos sobre o impacto do gerenciamento integrado da manutenção de frotas, as projeções apontam para um aumento médio de 10% na disponibilidade dos equipamentos, redução de 50% nas ações corretivas e de 40% nos custos sobre o faturamento.

Por tudo isso, o avanço da tecnologia da informação (TI) vem consolidando uma nova visão na área, mais preocupada com o gerenciamento efetivo de todo o ciclo de vida útil do equipamento. Com isso, as antigas planilhas construídas manualmente cedem espaço para softwares que conferem maior eficácia à gestão da frota e de sua manutenção.

Informação compartilhada

Ainda no início dos anos 70, ao perceber que todo o gerenciamento do setor de manutenção se concentrava apenas na cabeça do gestor, a empresa Mentenence desenvolveu o PIS (Plano de Intervenção Sistemática). Trinta anos depois, a metodologia deu origem ao JpisNet, um sistema que utiliza linguagem Java e roda nas mais diferentes plataformas disponíveis no mercado, como Windows, Linux, Unix e Solaris, além de se integrar aos principais bancos de dados, como Oracle, Interbase, SysBase, Informix e SQL Server.

Para realizar a programação e o controle dos serviços de manutenção, o sistema cadastra e registra índices de desempenho, custos individualizados e globais, além de acompanhar a eficiência da mão de obra (reincidência de falhas), identificar a necessidade de peças sobressalentes para a manutenção, estabelecer metas a serem cumpridas e controle das intervenções preventivas.