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26 de abril de 2010
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Editorial

Sob quais bases queremos crescer?

No auge do milagre econômico brasileiro, entre o fim dos anos 60 e a primeira metade dos anos 70, o lema “exportar é o que importa” popularizou a política governamental focada no estímulo às exportações. Atualmente, o País colhe os frutos desse esforço iniciado décadas atrás, consolidando sua vocação como grande produtor mundial de commodities agrícolas e minerais.

Esse cenário, juntamente com outras ações governamentais, ajudou a manter o Brasil menos exposto à recente crise financeira internacional, que aqui chegou com menor impacto e rapidamente foi superada. O problema é que, nesse esforço para a exportação de commodities, o Brasil corre o risco de desindustrialização, impulsionado por uma política tributária onerosa e que compromete a produtividade dos produtos industrializados, justamente aqueles que agregam maior valor à pauta de exportações.

Tal situação se reflete no mercado de equipamentos para construção, onde as importações ganham cada vez maior participação em relação aos produtos de fabricação local. O assunto permeia boa parte dessa edição da revista M&T, desde a entrevista com o presidente da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), Luiz Aubert Neto, até a ideia da Sobratema de propor maior rigor na fiscalização dos equipamentos importados.

Em ambos os casos, ninguém pretende impor barreiras às importações, muito bem-vindas à medida que contribuem com a economia do País e oferecem opções de escolha


No auge do milagre econômico brasileiro, entre o fim dos anos 60 e a primeira metade dos anos 70, o lema “exportar é o que importa” popularizou a política governamental focada no estímulo às exportações. Atualmente, o País colhe os frutos desse esforço iniciado décadas atrás, consolidando sua vocação como grande produtor mundial de commodities agrícolas e minerais.

Esse cenário, juntamente com outras ações governamentais, ajudou a manter o Brasil menos exposto à recente crise financeira internacional, que aqui chegou com menor impacto e rapidamente foi superada. O problema é que, nesse esforço para a exportação de commodities, o Brasil corre o risco de desindustrialização, impulsionado por uma política tributária onerosa e que compromete a produtividade dos produtos industrializados, justamente aqueles que agregam maior valor à pauta de exportações.

Tal situação se reflete no mercado de equipamentos para construção, onde as importações ganham cada vez maior participação em relação aos produtos de fabricação local. O assunto permeia boa parte dessa edição da revista M&T, desde a entrevista com o presidente da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), Luiz Aubert Neto, até a ideia da Sobratema de propor maior rigor na fiscalização dos equipamentos importados.

Em ambos os casos, ninguém pretende impor barreiras às importações, muito bem-vindas à medida que contribuem com a economia do País e oferecem opções de escolha aos usuários de equipamentos. A questão é que, devido ao acirramento da competição internacional, alguns produtos que chegam aos nossos portos deixam de atender requisitos básicos de qualidade, segurança, ergonomia e respeito ao meio ambiente determinados pelas normas vigentes. Em certos casos, isto representa até mesmo risco de acidentes nos canteiros de obras, comprometendo a saúde e a vida dos trabalhadores.

Aubert Neto ressalta que a indústria brasileira é competitiva e o que falta é uma maior isonomia entre o tratamento dado aos produtos importados e aos de fabricação local. Mesmo diante desse cenário, nos últimos meses o dinamismo do mercado brasileiro de equipamentos vem impulsionando a implantação de novas fábricas e a expansão de unidades já instaladas no País. A lista inclui empresas como a Case Construction, Hyundai, JCB, Sany e Terex. Há uma luz no fim do túnel e tudo depende dos caminhos que seguiremos em nossa política econômica.