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26 de setembro de 2011
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Empresa

Sinônimo de máquinas compactas

A Bobcat quer aproveitar a vantagem competitiva da marca, fortemente associada às versáteis máquinas compactas, para ampliar os negócios em um dos segmentos que mais cresce no mercado de equipamentos para construção

De olho na forte demanda do mercado brasileiro, a Bobcat, tradicional fabricante de máquinas compactas incorporada pela sulcoreana Doosan, quer aproveitar suas operações no país para a expansão dos negócios. Com mais de mil distribuidores em cerca de cem países, a empresa classifica o Brasil entre os principais mercados globais, ao lado da China e dos demais países do bloco latinoamericano.

Suas projeções podem ser confirmadas pelo estudo de mercado realizado anualmente pela Sobratema (Associação Brasileira de Tecnologia para Equipamentos e Manutenção), que contabilizou apenas em 2010 a comercialização de 1.750 minicarregadeiras no Brasil. “Para a nossa marca, as estimativas de crescimento este ano são de 25%”, afirma Alberto Rivera, diretor da Bobcat no Brasil.

Até o mês de dezembro, ele espera totalizar a venda de cerca de 400 unidades de máquinas compactas no mercado brasileiro, envolvendo os diferentes modelos oferecidos pela empresa. Rivera apóia seus planos na demanda das locadoras de equipamentos, das empresas de materiais de construção e dos canteiros de obras em geral, que figuram entre os principais segmentos consumidores de seus equipamentos. “São essas áreas que estão mais propulsionando as vendas”, diz o executivo.

Por esse motivo, Rivera pretende encerrar 2011 com um faturamento de US$ 45 milhões nas operações no Brasil, alcançando um crescimento de 50% em relação aos negócios no ano anterior. O impulso, segundo ele, vem da demanda estimulada pelas obras para a Copa do Mundo de 2014, as Olimpíadas de 2016 e os projetos de infraestrutura contemplados pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo Federal.

Pioneirismo da marca

De acordo com um levantamento da AEM, a associação de fabricantes de equipamentos norte-americana, a empresa detém 36% do mercado brasileiro de minicarregadeiras e 50% do segmento de miniescavadeiras, com peso operacional de até 8 t. A participação é considerável para um mercado disputado por mais de uma dúzia de diferentes competidores. Em favor da empresa, entretanto, conta a vantagem competitiva da própria marca, associada de forma consistente ao segment


A Bobcat quer aproveitar a vantagem competitiva da marca, fortemente associada às versáteis máquinas compactas, para ampliar os negócios em um dos segmentos que mais cresce no mercado de equipamentos para construção

De olho na forte demanda do mercado brasileiro, a Bobcat, tradicional fabricante de máquinas compactas incorporada pela sulcoreana Doosan, quer aproveitar suas operações no país para a expansão dos negócios. Com mais de mil distribuidores em cerca de cem países, a empresa classifica o Brasil entre os principais mercados globais, ao lado da China e dos demais países do bloco latinoamericano.

Suas projeções podem ser confirmadas pelo estudo de mercado realizado anualmente pela Sobratema (Associação Brasileira de Tecnologia para Equipamentos e Manutenção), que contabilizou apenas em 2010 a comercialização de 1.750 minicarregadeiras no Brasil. “Para a nossa marca, as estimativas de crescimento este ano são de 25%”, afirma Alberto Rivera, diretor da Bobcat no Brasil.

Até o mês de dezembro, ele espera totalizar a venda de cerca de 400 unidades de máquinas compactas no mercado brasileiro, envolvendo os diferentes modelos oferecidos pela empresa. Rivera apóia seus planos na demanda das locadoras de equipamentos, das empresas de materiais de construção e dos canteiros de obras em geral, que figuram entre os principais segmentos consumidores de seus equipamentos. “São essas áreas que estão mais propulsionando as vendas”, diz o executivo.

Por esse motivo, Rivera pretende encerrar 2011 com um faturamento de US$ 45 milhões nas operações no Brasil, alcançando um crescimento de 50% em relação aos negócios no ano anterior. O impulso, segundo ele, vem da demanda estimulada pelas obras para a Copa do Mundo de 2014, as Olimpíadas de 2016 e os projetos de infraestrutura contemplados pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo Federal.

Pioneirismo da marca

De acordo com um levantamento da AEM, a associação de fabricantes de equipamentos norte-americana, a empresa detém 36% do mercado brasileiro de minicarregadeiras e 50% do segmento de miniescavadeiras, com peso operacional de até 8 t. A participação é considerável para um mercado disputado por mais de uma dúzia de diferentes competidores. Em favor da empresa, entretanto, conta a vantagem competitiva da própria marca, associada de forma consistente ao segmento de máquinas compactas.

Afinal, coube à Bobcat o pioneirismo de desenvolver esse conceito de equipamento, capaz de realizar manobras em espaços limitados e de girar sobre o próprio eixo, com robustez suficiente para enfrentar as adversidades no canteiro de obras. Além de viabilizar as escavações em áreas urbanas, sem produzir impacto no tráfego de veículos, os equipamentos podem executar múltiplas tarefas com a simples troca do implemento, atuando no carregamento de materiais paletizados, na perfuração de solo, compactação, concretagem e fresagem de pavimento, entre outras atividades.

Atualmente, a empresa conta com uma linha composta por diversos modelos de minicarregadeiras e miniescavadeiras, sobre rodas ou esteira, bem como veículos utilitários, manipuladores telescópicos e implementos. Além do setor de construção, as máquinas encontram larga aplicação nas áreas florestal, agrícola, de mineração, paisagismo e serviços públicos em geral.

Os equipamentos são importados dos Estados Unidos e o atendimento aos clientes brasileiros fica por conta de uma ampla rede de concessionárias, entre elas a Comingersoll, responsável pelas regiões dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul, que figuram como os principais mercados do país.

A aposta da companhia se concentra na série M de minicarregadeiras, lançada em 2010, que incorporou inovações voltadas ao melhor desempenho no campo. Entre as novidades, Rivera cita a maior visibilidade do operador. Ao ter o campo de visão ampliado à área das rodas, ele pode obter melhor desempenho na manobra da máquina em áreas confinadas e com pouco espaço para movimentações. A cabine também ganhou itens de conforto, ergonomia e proteção contra ruídos.

O fator mão de obra

A flexibilidade na aplicação dos equipamentos não se deve apenas a suas dimensões compactas, que viabilizam a execução da obra em áreas urbanas ou canteiros com pouco espaço. Ela também se deve à possibilidade de utilização de 90 diferentes tipos de implementos, que transformam as Bobcats em verdadeiras máquinas porta-ferramentas.

Para os locadores e empresários da construção, há o apelo adicional da facilidade na mobilização e desmobilização dos equipamentos. Devido ao seu tamanho reduzido, eles podem ser transportados sobre pequenos reboques puxados por veículos de tamanho médio, sem a necessidade de licenças especiais.

Além da flexibilidade para a execução de trabalhos em áreas confinadas, esses equipamentos reúnem outra qualidade que, na opinião de Rivera, contribui para sua rápida popularização no mercado brasileiro: a redução de custos com mão de obra. Com o aumento desse item nos custos operacionais das construtoras, que já apontam os gastos com mão de obra como o terceiro maior problema, segundo pesquisas no setor, a mecanização surge como alternativa para a rentabilidade do negócio.

“Com a adoção de processos industrializados no canteiro, as máquinas compactas ajudam no cumprimento dos prazos e na redução dos custos operacionais”, acrescenta o executivo. Na sua avaliação, os maiores usuários desse equipamento são as empresas de prestação de serviço. “Por enquanto, o mercado brasileiro de terceirização de equipamentos ainda é pequeno, mas ele está crescendo e isto abre grandes perspectivas para nosso negócio.”

Ele ressalta que a aquisição da Bobcat pela Doosan fez parte de uma estratégia para a projeção da empresa sulcoreana em âmbito global. Com esse negócio, a Doosan alcançou a sexta posição entre os maiores fabricantes mundiais de equipamentos para construção e, de quebra, incorporou uma marca que figura como referência num segmento específico do setor. “Esse negócio também contribuiu para o melhor posicionamento da Doosan nos mercados emergente, dos quais o Brasil ocupa uma posição de destaque”, conclui Rivera.

 

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