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10 de junho de 2020
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Entrevista

SILVIO AMORIM

"OS IMPACTOS DA CRISE PODEM SER REVERTIDOS RAPIDAMENTE"

Em um cenário repleto de incertezas para todas as empresas, o CEO da Schwing-Stetter Brasil, Silvio Amorim, acredita que o mercado nacional de máquinas e equipamentos deve se recuperar rapidamente, à medida que todos os players aprendam a lidar com os desafios que se interpõem ao setor desde o início da pandemia de covid-19, em meados de março.

Segundo o executivo da fabricante de soluções para concreto, a Schwing continuou a operar normalmente após a disseminação global do novo coronavírus, tanto no Brasil como internacionalmente, mas sempre respeitando as normas de segurança e higienização impostas pelas autoridades sanitárias ao redor do mundo.

Formado em administração de empresas pela Universidade Católica de Santos, com MBA em finanças pela Fundação Instituto de Administração (FIA/USP), Amorim iniciou sua carreira profissional na área de auditoria da Arthur Andersen, tendo posteriormente atuado com gestão financeira no setor de máquinas industriais (na Fabrima) e no de tintas e pigmentos (na Sun Chemical), até chegar em 2011 à fabricante com sede em Memmingen, na Alemanha, inicialmente como CFO e, a partir de 2016, como CEO da empresa.

Nesta entrevista exclusiva à Revista M&T, dentre outros assuntos o executivo também traça um cenário otimista para o setor, ressaltando que – apesar das múltiplas restrições impostas pela pandemia – o mercado não registrou uma queda significativa no volume de vendas, uma vez que o segmento da construção não parou durante a crise sanitária, por ser considerado atividade essencial à população. “O setor segue muito positivo por conta dos vários projetos que já se encontravam em andamento ou estão planejados para 2020”, diz ele. Acompanhe.

Com medidas de segurança, a empresa não interrompeu as atividades durante a pandemia, afirma Amorim

  • Como a empresa avalia omomento atual do setor?

A par


Em um cenário repleto de incertezas para todas as empresas, o CEO da Schwing-Stetter Brasil, Silvio Amorim, acredita que o mercado nacional de máquinas e equipamentos deve se recuperar rapidamente, à medida que todos os players aprendam a lidar com os desafios que se interpõem ao setor desde o início da pandemia de covid-19, em meados de março.

Segundo o executivo da fabricante de soluções para concreto, a Schwing continuou a operar normalmente após a disseminação global do novo coronavírus, tanto no Brasil como internacionalmente, mas sempre respeitando as normas de segurança e higienização impostas pelas autoridades sanitárias ao redor do mundo.

Formado em administração de empresas pela Universidade Católica de Santos, com MBA em finanças pela Fundação Instituto de Administração (FIA/USP), Amorim iniciou sua carreira profissional na área de auditoria da Arthur Andersen, tendo posteriormente atuado com gestão financeira no setor de máquinas industriais (na Fabrima) e no de tintas e pigmentos (na Sun Chemical), até chegar em 2011 à fabricante com sede em Memmingen, na Alemanha, inicialmente como CFO e, a partir de 2016, como CEO da empresa.

Nesta entrevista exclusiva à Revista M&T, dentre outros assuntos o executivo também traça um cenário otimista para o setor, ressaltando que – apesar das múltiplas restrições impostas pela pandemia – o mercado não registrou uma queda significativa no volume de vendas, uma vez que o segmento da construção não parou durante a crise sanitária, por ser considerado atividade essencial à população. “O setor segue muito positivo por conta dos vários projetos que já se encontravam em andamento ou estão planejados para 2020”, diz ele. Acompanhe.

Com medidas de segurança, a empresa não interrompeu as atividades durante a pandemia, afirma Amorim

  • Como a empresa avalia omomento atual do setor?

A partir da Schwing Brasil, atendemos ao mercado brasileiro e da América do Sul. Assim, de forma geral seguimos muito otimistas com o mercado da construção para o restante do ano, em especial para o Brasil no 2º semestre. As condições de juros baixos na economia tornam o momento bastante atrativo para os compradores de imóveis e, consequentemente, para as construtoras, que tendem a aumentar as ofertas no segmento residencial.

  • Quais são as expectativas de desempenho em relação ao ano passado?

Temos notado uma melhoria contínua no ambiente de negócios no Brasil, em especial a partir do 2º semestre do ano passado, de modo que esperamos a manutenção dessa trajetória em 2020. Acreditamos que os impactos da crise, embora ainda difíceis de se medir neste momento, poderão se reverter rapidamente, na medida em que aprendermos a lidar com os desafios que se apresentam a partir de agora.

  • A propósito, quais foram os principais impactos nos negócios?

O impacto mais evidente está na confiança do consumidor. Embora acreditemos em um cenário favorável para a construção civil em 2020, não existe setor que fique ileso a uma desaceleração econômica, seja em decorrência das restrições de circulação de pessoas e de consumo trazidas pelo coronavírus, como pelas medidas restritivas adotadas pelos governos mundiais. Ainda que não esteja plenamente claro o impacto que teremos no Brasil, toda a cadeia produtiva deve ser afetada, até pelo nível de globalização que existe atualmente nos mercados mundiais. Com China, Europa e Estados Unidos parados, grande parte da movimentação mundial de cargas se encontra prejudicada, o que tem impactos relevantes na produção industrial no Brasil e no mundo. Outro impacto inevitável diz respeito à liquidez das empresas, pois clientes e fornecedores buscam acomodar seu fluxo financeiro diante da falta de perspectivas de novos negócios. E isso independe do tamanho ou da saúde financeira da empresa ou grupo econômico.

Segundo o executivo, gama equipamentos e custo-benefício competitivo são diferenciais da marca

  • O setor de concreto também deve seguir essa tendência?

Como destaquei inicialmente, o setor segue muito positivo por conta dos vários projetos que já se encontravam em andamento ou estão planejados para o ano de 2020. Observamos que não houve uma queda expressiva nos volumes de vendas, pois o segmento da construção em geral não parou neste período. Mas é obvio que segue mais limitado, especialmente pela restrição de algumas prefeituras e estados brasileiros, além dos impactos de fluxo de caixa na operação das empresas de todo o segmento.

  • Como a empresa tem enfrentado a situação de emergência sanitária nas operações?

A Schwing vem operando normalmente desde o início da pandemia, no Brasil e no mundo. Mas, para isso, tomamos uma série de medidas visando a incrementar a segurança em nosso ambiente de trabalho, tanto na fábrica quanto em nossas áreas administrativas. E essas medidas, já incorporadas ao dia a dia da empresa, vieram para ficar dentro da ‘nova normalidade’ trazida pelo coronavírus. A empresa sempre manteve uma política de extrema responsabilidade com todos os seus colaboradores, visando a ofertar as melhores condições em seu ambiente de trabalho.

  • Isso representa um desafio para os gestores?

Certamente, as medidas adicionais de segurança no trabalho – que se fazem necessárias por conta do coronavírus – apresentam um desafio a mais na gestão, mas acredito que conseguimos envolver todos os funcionários em direção à necessidade de conscientização e adoção das precauções, garantindo um ambiente de trabalho ainda mais seguro para todos.

Para o CEO, apostas tecnológicas como a bomba TP 100 reforçam uma tendência de mercado

  • Como a empresa se diferencia no mercado em termos de produto?

A Schwing tem uma trajetória consolidada no setor da construção civil e, em especial, no segmento do concreto. Essa história foi construída ao longo de 85 anos, quando a família Schwing introduziu no mercado da Europa – e depois no resto do mundo – uma série de inovações tecnológicas, cobrindo a produção, distribuição, aplicação e reciclagem de concreto com seus equipamentos. Assim, um diferencial da Schwing está no amplo portfólio de soluções oferecido aos clientes, com uma gama completa em equipamentos de concreto, além do custo-benefício final competitivo.

Outro ponto de destaque é a busca constante em garantir robustez e operação ininterrupta dos equipamentos nas obras em que atuamos. O que buscamos é assegurar aos nossos clientes que não tenham preocupações no momento mais crítico de suas operações. Nesse sentido, lembro a máxima citada por um profissional muito respeitado em nosso mercado, o engenheiro Afonso Mamede, presidente da Sobratema: o equipamento mais caro do mundo é o equipamento parado.

  • Quais são os equipamentos da marca mais utilizados no país?

Como disse antes, a Schwing conta com um portfólio vasto de equipamentos para o setor de concreto, cobrindo desde plantas de produção e autobetoneiras de transporte [caminhões-betoneira] até bombas de lançamento e recicladores de concreto. Além disso, também possuímos uma linha de equipamentos que chamamos de ‘Linha Industrial’, na qual disponibilizamos a clientes de diversos segmentos soluções como as bombas de deslocamento positivo, que são capazes de bombear materiais de diversas composições com conteúdo de sólido de até 75%. Nessa linha, os principais segmentos atendidos incluem mineração, cimento, saneamento e papel & celulose, dentre outros.

A linha Light Line é uma das novidades recentes da fabricante de soluções para concreto

  • Quais são as tendências tecnológicas atuais no segmento de concreto?

Na bauma, que representa o maior palco mundial de inovações na área de máquinas e equipamentos, a Schwing introduziu no ano passado uma série de lançamentos, dentre os quais podemos destacar a bomba rebocável ‘TP-100’, um equipamento destinado ao bombeio de argamassa e que vem sendo uma tendência forte no segmento de construção civil ao longo dos anos. Além disso, introduzimos também na feira alemã o sistema "Direct Drive", aplicado às bombas de concreto com braço de distribuição e que permite movimentos dos braços que eram impossíveis de se alcançar até então. Durante o evento, foi apresentada ainda a betoneira ‘Ultra-Eco’, uma evolução das autobetoneiras ‘Light Line’, consideradas as mais leves do mundo e que são produzidas desde 1985 pela Schwing. Pesando cerca de 3.200 kg e utilizando materiais ultraleves e de alta resistência, este equipamento entrega um baixo custo de operação aos nossos clientes.

  • A empresa treina os profissionais do mercado para lidar com essas novidades?

Certamente. A Schwing possui treinamentos voltados para a operação segura dos equipamentos e que também são ofertados regularmente pela empresa aos clientes. Estes treinamentos garantem a certificação dos operadores, algo que vem sendo cada vez mais exigido pela legislação trabalhista e mesmo pelos clientes de nossos clientes em suas respectivas obras.

Saiba mais:
Schwing-Stetter Brasil: www.schwingstetter.com.br

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