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06 de agosto de 2018
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Lanças de Concreto / Sempre prontas para o uso

Limpeza deve ser feita após cada concretagem ou em caso de intervalos muito longos entre as descargas

 

Comparativamente às bombas estacionárias, que demandam a montagem prévia de tubulações para a distribuição do concreto, as bombalanças (cujos mastros, comandados remotamente, movimentam as mangueiras de distribuição) podem agilizar de maneira expressiva o processo de concretagem. Mas, conforme observa Pinheiro, da Putzmeister, “fatores como limitação de acesso, de patolamento ou de movimentação da lança muitas vezes exigem o uso de bombas estacionárias”.

Porém, como ressalta Almeida, da Schwing-Stetter, sendo possível utilizar uma bomba-lança, o seu posicionamento assertivo requer um local que seja, simultaneamente, mais seguro para o operador, para as demais pessoas envolvidas na operação e para o próprio equipamento. Na mesma linha, o local deve ainda facilitar o acesso para o recebimento do caminhão-betoneira, permitindo sua correta estabilização, o que exige áreas variáveis, de acordo com o modelo e a capacidade de distribuição do equipamento.

É necessário também verificar a existência de barrancos, escavações, caixas de passagem ou quaisquer outras situações que possam comprometer a estabilização e o nivelamento do equipamento. “Em locais fechados, deve-se estar atento à altura mínima de abertura da lança, que é variável de acordo com cada modelo”, acrescenta o profissional da Schwing-Stetter, cujo portfólio atual de bombas-lança inclui equipamentos cujas alturas de mastros variam entre 17 e 65 m.

LIMPEZA

Métodos de limpeza são distintos para cada componente, desde cocho, camisas de transportes e gaxetas até tubulações, nas quais a “bola biriba” é a técnica preferida

Já a limpeza das bombas-lança, como orienta Marcos Paulo Godoy, responsável pela área de fiscalização e programação da Cortesia, deve ser feita após cada concretagem ou caso os intervalos de tempo entre as descargas realizadas pelos caminhões sejam muito extensos (considerando-se sempre as características do concreto que está sendo utilizado).

Mas isso requer métodos e ferramentas específicas para os distintos componentes. Para a tubulação, por exemplo, utiliza-se uma bola na limpeza – conhecida como “bola biriba” –, normalmente feita com espuma industrial e impulsionada por ar comprimido, cuja movimentação deve ser feita com a bomba acionada no sentido do retorno (ou seja, no sentido contrário ao bombeamento). Mas também é necessário limpar componentes como cocho, camisas de transportes e gaxetas. “Nesses casos, a limpeza é feita somente com água, pois não é necessário usar nenhum outro tipo de produto”, assegura Godoy.