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04 de setembro de 2010
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Manutenção

Sem perder a marcha

Manutenção em conjunto de embreagem segue procedimentos padrões que identificam desgastes e falhas

Estipular a vida útil do conjunto de embreagem em veículos fora-de-estrada não é um procedimento simples. Os cuidados operacionais e técnicos têm grande influência no processo: se forem bem conduzidos podem conferir vida útil de até 3 mil horas para versões orgânicas e de até 6 mil horas em conjuntos com revestimento cerâmico. Porém, se a operação e a manutenção forem mal feitas, a embreagem pode não passar da partida.

Os procedimentos técnicos corretos começam com a atenção à lubrificação, uma vez que a contaminação da embreagem pode levar à sua falha prematura, principalmente na versão cerâmica. Os vazamentos em motores e transmissão devem ser identificados rapidamente. O bom funcionamento do sistema de acionamento, inclusive com manutenção preventiva, é primordial. Além disso, é necessário trocar sempre o volante do motor quando for feita a substituição da embreagem. Deve-se evitar os famosos passes e, se necessário, substituir o sistema de acionamento, formado por cilindros, garfos e eixos.

Apesar dos cuidados recomendados, a manutenção será necessária em dado momento, de forma que ela também segue regras específicas. Para realizá-la, o procedimento indicado de desmontagem é calçar o pedal na posição de repouso para evitar acionamento acidental, antes de iniciar o desacoplamento da haste de acionamento do garfo da embreagem. O passo seguinte é soltar e retirar a caixa de câmbio, alinhando sempre para não forçar o cubo do disco. Feito isso, o técnico deve marcar as peças, caso esteja removendo o conjunto para verificações ou análises. A retirada do mancal e dos parafusos de fixação do platô compõe a próxima ação. É importante lembrar que os parafusos devem ser soltos aos poucos, em cruz, até que se sinta o alívio da tensão das molas. A retirada do platô e do disco fecha essa etapa. As peças não devem ser lavadas. Para retirar a poeira, o recomendável é usar uma trincha e ar comprimido. As superfícies metálicas, por sua vez, devem ser limpas com pano embebido em solvente.

Com a retirada das peças começa uma espécie de investigação para diagnosticar problemas operacionais ou falhas dos sistemas de acionamento ou um conjunto dos dois, além dos incidentes mecânicos. Essa avaliação inclui a análise do platô, disco, mancal de embreagem, eixo piloto, tubo guia do mancal e volante do motor, além de garfo e articulações e da capa seca.

A veri


Estipular a vida útil do conjunto de embreagem em veículos fora-de-estrada não é um procedimento simples. Os cuidados operacionais e técnicos têm grande influência no processo: se forem bem conduzidos podem conferir vida útil de até 3 mil horas para versões orgânicas e de até 6 mil horas em conjuntos com revestimento cerâmico. Porém, se a operação e a manutenção forem mal feitas, a embreagem pode não passar da partida.

Os procedimentos técnicos corretos começam com a atenção à lubrificação, uma vez que a contaminação da embreagem pode levar à sua falha prematura, principalmente na versão cerâmica. Os vazamentos em motores e transmissão devem ser identificados rapidamente. O bom funcionamento do sistema de acionamento, inclusive com manutenção preventiva, é primordial. Além disso, é necessário trocar sempre o volante do motor quando for feita a substituição da embreagem. Deve-se evitar os famosos passes e, se necessário, substituir o sistema de acionamento, formado por cilindros, garfos e eixos.

Apesar dos cuidados recomendados, a manutenção será necessária em dado momento, de forma que ela também segue regras específicas. Para realizá-la, o procedimento indicado de desmontagem é calçar o pedal na posição de repouso para evitar acionamento acidental, antes de iniciar o desacoplamento da haste de acionamento do garfo da embreagem. O passo seguinte é soltar e retirar a caixa de câmbio, alinhando sempre para não forçar o cubo do disco. Feito isso, o técnico deve marcar as peças, caso esteja removendo o conjunto para verificações ou análises. A retirada do mancal e dos parafusos de fixação do platô compõe a próxima ação. É importante lembrar que os parafusos devem ser soltos aos poucos, em cruz, até que se sinta o alívio da tensão das molas. A retirada do platô e do disco fecha essa etapa. As peças não devem ser lavadas. Para retirar a poeira, o recomendável é usar uma trincha e ar comprimido. As superfícies metálicas, por sua vez, devem ser limpas com pano embebido em solvente.

Com a retirada das peças começa uma espécie de investigação para diagnosticar problemas operacionais ou falhas dos sistemas de acionamento ou um conjunto dos dois, além dos incidentes mecânicos. Essa avaliação inclui a análise do platô, disco, mancal de embreagem, eixo piloto, tubo guia do mancal e volante do motor, além de garfo e articulações e da capa seca.

A verificação do platô deve priorizar os desgastes, pois se forem excessivos, é sinal de rolamento em mal estado de funcionamento ou ainda engripado ou desalinhado. A dica dos especialistas é marcar a posição de montagem, no caso de remoção do anel de embreagem, pois a montagem fora de posição modifica a altura de regulagem do conjunto. Também é importante observar o estado das molas de retrocesso, assim como a placa de pressão. Se essa última apresentar fissuras, azulamento por calor excessivo ou deformação superior a 0,3 mm, deve ser trocada. Sinais de calor podem indicar má operação do motorista.

O exame do disco deve englobar a presença de fissuras, desgaste (principalmente do cubo) e manchas de superaquecimento nas guarnições, assim como outros danos mecânicos. As molas de torção não devem ter quebras e folgas, assim como não deve haver presença de óleo nas guarnições. O desvio lateral do disco deve ser corrigido ou a peça substituída. Se o disco não tiver pelo menos 0,5 mm de revestimento útil para desgaste, não há como reutilizá-lo.

No caso do anel de embreagem, o foco deve ser no seu giro, que precisa ser livre, e nos desgastes. Mancais com bucha possuem lubrificação permanente e nunca devem ser lavados com nenhum tipo de solvente e sim com pano umedecido. Já o tubo guia também precisa ter seus desgastes verificados, assim como seu deslize sobre a moringa precisa ser livre. O volante do motor, por sua vez, tem que ser limpo com pano umedecido em solvente para que sejam examinados os canais abertos pelos rebites dos discos, as manchas de superaquecimento, as fissuras, as roscas de fixação do platô e o empenamento ou deformação.

Finalmente, o garfo e articulações precisam apresentar uma movimentação livre e a atenção se volta para desgastes irregulares nos pontos de contato. O técnico atento deve ainda examinar a capa seca quanto à folga nos embuchamentos. Terminada a inspeção e manutenção, resta somente a montagem (veja quadro acima).