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08 de abril de 2010
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Caminhões / Rodoviários x Fora-de-estrada

Além disso, como o caminhão tem acionamento elétrico com redutor em cada roda – na traseira, dois motores a diesel acionam geradores AC que alimentam os motores elétricos em cada lado do eixo – eles dispensam o sistema de transmissão, que representa o maior custo de manutenção nos gigantescos off-roads (até 40% dos custos).

Segundo a executiva, os cilindros hidráulicos de basculamento do T 282 B foram reposicionados para a melhor distribuição da carga na caçamba, o que também contribui para o seu baixo peso próprio em relação à capacidade de carga. Dotado de uma potência bruta de 3.650 hp, ele atinge 64 km/h de velocidade máxima e oferece boa aceleração mesmo carregado, vencendo rampas de até 10% nessas condições.

Eficiência em terrenos irregulares
Obviamente, comparar um gigante desse porte com um caminhão rodoviário, que mesmo na sua maior versão (10x4) apresenta uma capacidade máxima de carga de 51 t, pode soar como um despropósito, já que cada tipo de equipamento se destina claramente a diferentes aplicações. Mas as comparações se tornam mais equânimes quando se confronta os modelos traçados com os caminhões articulados de menor porte.

Essa, pelo menos, é a opinião da distribuidora Renco, que está introduzindo no Brasil os articulados da linha Doosan-Moxy, que operam na faixa de 25 a 45 t de carga. “Os caminhões convencionais têm seu espaço, mas em determinadas aplicações, como nos terrenos de difícil acesso e muito alagados, os articulados mostram-se imbatíveis, pois nessas condições os veículos rodoviários não rodam ou simplesmente rodam com baixa produtividade”, pondera Danilo Jones, gerente da empresa.

Além da maior eficiência nas manobras que os equipamentos proporcionam em relação aos caminhões convencionais, ele explica que os modelos da marca permitem flexionar a cabine em relação à caçamba, vencendo terrenos irregulares. “Nas curvas, eles não perdem o centro de gravidade, o que reduz os riscos de tombamento.” Outra característica dos caminhões Doosan-Moxy é seu tandem traseiro em eixo único. “Nos demais modelos, com dois eixos, um deles sempre fica suspenso no ar quando o veículo passa por uma irregularidade no terreno, aumentando o risco de tombamento”, explica Jones.

Segundo ele, os caminhões foram integrados à linha de equipamentos da sul-coreana Doosan com a aquisição da norueguesa Moxy, que há 38 anos atua nesse segmento. O carro chefe da linha, o modelo MT31, com capacidade para 31 t de carga, conta com motor Scania de 343 hp, transmissão ZF e caçamba em aço Hardox 400, o que confere alta resistência ao desgaste em operações severas. Mas além desse modelo, a Renco aposta na demanda por versões que cobrem a faixa de 26 a 36 t de carga.