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15 de janeiro de 2019
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INSUMOS

Resistência de aço

Apesar da previsão de crescimento menor para o mercado de aços especiais, a siderúrgica NLMK aumentou em 50% seus negócios com relação ao volume obtido em 2017

Assim como em outros setores da economia, o mercado de aço vem sofrendo com os impactos da crise político-econômica brasileira. Além dos fatores internos, os impasses criados pelos Estados Unidos em relação à taxação do aço, a guerra comercial entre norte-americanos e chineses e a greve dos caminhoneiros levou o setor a reduzir a previsão de crescimento da produção do insumo no país em 2018.

Segundo o Instituto Aço Brasil (IABr), a previsão de crescimento na produção de aço bruto em 2018 é de 4,3%. No início do ano, a entidade havia projetado um avanço de 8,6%. Em agosto, de acordo com os dados divulgados pelo IABr, a produção brasileira de aço bruto foi de 2,8 milhões de toneladas, representando uma queda de 3,7% frente ao mesmo mês de 2017.  “A crise afetou todos os segmentos, com queda do PIB e aumento do custo Brasil”, comenta Marco Polo de Mello Lopes, presidente-executivo do IABr. “A construção civil, a indústria automotiva e de máquinas e equipamentos já reduziram as suas projeções, ou seja, não vamos ter uma retomada como a esperada.”

Para Paulo Seabra, diretor da NLMK South America, o mercado siderúrgico no Brasil continua sendo muito desafiador, impactado por questões como a fraca retomada do crescimento após a crise econômica. Logo, o mercado continua com uma demanda muito baixa, se comparado ao cenário antes da crise. “O outro problema é a pressão de custos devido à alta valorização cambial, além de que em um cenário de baixa demanda não há espaços para aumento de preço”, diz.

DESEMPENHO

Mesmo assim, a empresa afirma registrar um desempenho satisfatório no segmento de aços especiais – utilizados para a produção de máquinas e equipamentos de construção, mineração e agro, por exemplo. De acordo com Seabra, a demanda por aços especiais, apresentou um aumento de 50% em 2018 em relação ao volume faturado no ano anterior.

O principal produto da empresa no Brasil são as chapas Quard de alta resistência ao desgaste, disponíveis em durezas de 400, 450, 500 e 550 brinell. Nessa linha, a novidade mais recente, como destaca Seabra, é o Quard 550, produzida em Clabecq, na Bélgica, e considerado uma chapa de aço de altíssima resistência ao desgaste. Temperado com dureza de 550 brinell, o aço permite aos fabricantes de equipamentos evoluir seus produtos com o aumento da vida útil e, ainda, da capacidade de carga, devido à redução de peso obtida graças à maior resistência mecânica, com ensaio de dureza realizado individualmente, chapa a chapa. “As chapas Quard são produzidas com minério de ferro puro, sendo uma das primeiras opções nesta linha de aços de alta resistência por seu alto nível de qualidade e homogeneidade”, afirma o executivo.