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16 de dezembro de 2016
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Fabricante

Refinamento integrado

Caterpillar atualiza família de pás carregadeiras de porte médio com a localização das Séries L e M na fábrica de Piracicaba (SP); Equipamentos prometem ciclos menores de produção
Por Marcelo Januário (Editor)

Apostando no suporte à mineração e na eventual retomada do setor de construção pesada, a Caterpillar passa a fabricar no Brasil oito novos modelos (quatro de cada série) de pás carregadeiras de porte médio, que chegam com a missão de liderar o mercado. Lançadas há cerca de dois anos nos EUA, as novas séries atualizam o conceito da marca para movimentação de materiais e terra, em uma mescla de tecnologia embarcada e novos padrões de design, estrutura e recursos que resultam em máquinas com muitos pontos em comum com a série anterior, mas também com propostas de aperfeiçoamento em diversos aspectos essenciais de produtividade. “A expectativa é que nossa participação de mercado aumente com essas novas linhas, que reúnem produtos diferenciados com boa recepção dos clientes”, afirma José Fonseca, gerente comercial da Caterpillar Brasil.

A fábrica de Piracicaba (SP) recebeu investimento de US$ 3 milhões na atualização da linha de montagem, que passa a produzir os modelos 950, 962, 966 e 972, com pesos operacionais de 19 a 25 toneladas, todos com duas versões, com volante (Série L) ou com joystick (Série M). Da linha original americana, que se difere basicamente por usar motorização Tier IV, só ficou de fora o modelo 980, que continua a ser importado.

Substituindo a Série H, as máquinas prometem ganhos significativos em relação à geração anterior, principalmente no que tange à potência (ganho de 10%), consumo de combustível (redução de até 15%) e eficiência energética (+20% por litro de combustível). Segundo a empresa, isso foi possível com o rearranjo do trem de força, por meio de alterações na distância entre-eixos, por exemplo, que ficou 100 mm maior, mas também na largura da máquina, agora também ligeiramente maior. “O projeto tem o mesmo peso operacional, mas ao mexer na potência há mudança no desempenho e, por isso, fizemos uma redistribuição da carga e no centro de gravidade para estabilizar a máquina”, explica Marcio Vieira, gerente de produto da Caterpillar Brasil. “Com isso, ela ficou um pouquinho maior na aparência, deu uma encorpada.”

ATRIBUTOS

A nova linha também ganhou motores Acert (de 185 a 222 kW, agora mais compactos) com 10% a mais de potência em média. O sistema hidráulico, por sua vez, recebeu sensores eletrônicos de detecção de carga, permitindo – segundo a empresa – uma precisão de 98% na pesagem da caçamba. O sistema é controlado da cabine, por meio de um monitor touch screen, que também é integrado à câmera de ré. Contudo, a grande novidade é mesmo a transmissão “lock up clutch”, que transfere automaticamente a potência do motor, de modo a evitar interrupção com o conversor de torque hidráulico. “Introduzimos duas peças que travam o conversor de torque e permitem ganhos na tração”, diz Vieira. “Na prática, obtém-se mais força de entrada e desagregação da pilha, diminuindo o ciclo de operação quase pela metade, além de reduzir o consumo de combustível.”

Produção editorial: Revista M&T – Desenvolvido e atualizado por Diagrama Marketing Editoral