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06 de dezembro de 2012
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Entrevista

"Não adianta ser eficiente se a eficácia for zero"

Entrevistado: Edmar de Paula, Engenheiro elétrico formado pela Pontifícia Universidade Católica (PUC/MG), atualmente é gerente de marketing de produto da Case Construction Equipment.

Engenheiro elétrico formado pela Pontifícia Universidade Católica (PUC/MG), Edmar de Paula já foi gerente de marketing para América Latina da CNH Latin America (Grupo Fiat) e atualmente é gerente de marketing de produto da Case Construction Equipment, marca que integra o mesmo grupo. Doutorando em administração com ênfase em administração estratégica e marketing internacional pela Universidade Federal de Minas Gerias (UFMG), toda sua especialização técnica é concentrada na área de mecânica, sobre a qual também ministra aulas de graduação na Faculdade Pitágoras e de pós-graduação na PUC/MG.

Na Case, Edmar de Paula já foi responsável pelo grupo que debateu a questão de emissões de máquinas pesadas no Brasil e participou das três edições do Fórum SAE Brasil de Off-Road, evento com patrocínio da fabricante que tem o objetivo de promover o debate e a troca de experiências entre profissionais e estudantes sobre os assuntos relacionados aos equipamentos fora de estrada. Neste ano, o executivo apresentou alguns resultados de suas mais recentes pesquisas sobre o assunto, com destaque para as possibilidades de incremento da produtividade e redução dos custos de operação utilizando máquinas de construção, além de aspectos relacionados ao uso de novas tecnologias no setor. Nesta entrevista, concedida com exclusividade à M&T, Edmar de Paula detalha alguns pontos apresentados no início de outubro no Museu de Ciências Naturais da PUC/MG, além de abordar outros assuntos relacionados.

M&T – Como aumentar a produtividade das máquinas nos canteiros?

Edmar de Paula – Os três elementos que contribuem para a produtividade são a máquina, o operador e o fator externo. A integração entre esses elementos é um quarto elemento em si mesmo, pois não adianta ter a melhor máquina, operador ou ambiente, é preciso necessariamente integrá-los. É esse conjunto todo que compõe o ambiente produtivo. Costumo comparar com uma blague agrícola, no qual um trabalhador vai à frente, abrindo o buraco, e o outro vai logo atrás, fechando, tudo com extrema rapidez.

Ao final do dia, alguém pergunta: “Mas o que estão fazendo?” E a resposta é: “O cara que joga a sementinha no buraco faltou hoje”. Logo, não adianta ser muito eficiente, se a eficácia for zero.