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15 de março de 2010
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Eletrônica embarcada / Quando menos é mais

Diante dessa situação, os profissionais do setor destacam o maior custo da manutenção eletrônica, com a substituição do tradicional mecânico por profissionais formados em mecatrônica, nem sempre disponíveis em todas as regiões do País. “Consertamos um equipamento mecânico mais rapidamente e, na maioria das vezes, apenas com recursos locais, o que faz uma grande diferença nas obras localizadas longe dos grandes centros urbanos”, explica Albano Jorge Mendes, gerente de suprimentos da construtora Azevedo & Travassos.

Apesar do suporte oferecido por fabricantes e distribuidores, com o envio de técnicos equipados com laptop para o levantamento do código de falha da máquina eletrônica, Albano destaca o custo envolvido nesse tipo de operação e o tempo de máquina parada. “Muitas vezes o equipamento está em perfeito estado de conservação, mas apresenta problema em um item eletrônico e fica parado aguardando a visita do técnico”, complementa Daniel.

Os dois especialistas apontam os ganhos de produtividade, custo e segurança proporcionados por tecnologias como os motores eletrônicos integrados a sistemas de monitoramento remoto por GPS (sistema global de posicionamento). Mas ressaltam que tais benefícios somente são obtidos quando o equipamento trabalha em condições uniformes de operação, sem muitas relocações de canteiros e mudanças de operador. “A tecnologia embarcada é muito útil em projetos com grande volume de produção, caso contrário pode representar um custo por algo que não se usa”, afirma Albano.

Custo da tecnologia
Como exemplo, ele cita o uso de uma calculadora HP sofisticada para executar apenas as quatro operações básicas ou o caso do proprietário de um smartphone, com acesso à internet sem fio e diversos outros recursos, que emprega o aparelho apenas para ligações telefônicas. Pelos cálculos de Albano, a eletrônica embarcada aumenta o custo de aquisição do equipamento em 25% a 30%, motivo pelo qual sua utilização deve ser ponderada em função da necessidade do projeto.

Por esse motivo, ele explica que a Azevedo & Travassos opera com uma frota de equipamentos mista, composta por modelos com maior ou menor conteúdo tecnológico. “Nas obras de infraestrutura de grande porte, que demandam grandes volumes de produção, mobilizamos as máquinas mais sofisticadas, deixando aquelas com menos tecnologia para os projetos menores e sem tantas exigências”, diz o especialista.