FECHAR
FECHAR
28 de dezembro de 2015
Voltar
Transporte Rodoviário

Prontos para o recomeço

Para buscar uma retomada, fabricantes apostam em caminhões e implementos que garantam ao transportador maior produtividade e economia no consumo de combustível

Um dos mais afetados pela crise, o mercado de caminhões sofreu em 2015 uma queda brusca nas vendas, que retraíram 50%, conforme mostram dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Especificamente no setor da construção, a estimativa de retração é ainda maior, chegando a 64,4%, de acordo com o Estudo Sobratema do Mercado Brasileiro de Equipamentos para Construção. “Mas com a reabertura do Finame/PSI, o segmento de caminhões pode dar um pequeno respiro” conjectura Luiz Moan, presidente da Anfavea.

Em meio a esse cenário de turbulências, não restam alternativas aos fabricantes senão inovar. Segundo Bernardo Fedalto, diretor de caminhões da Volvo no Brasil, esse cenário complexo exige que as empresas ligadas ao transporte mostrem uma contínua evolução de seus produtos, serviços e soluções. A Volvo Trucks, diz ele, também conta com sua credibilidade e conhecimento do mercado brasileiro. “Essa não é a primeira crise que a Volvo enfrenta no país”, afirma Fedalto. “Aprendemos a superar esse tipo de situação, tanto o Brasil, quanto a própria empresa.”

Apostando em economia no consumo, a Volvo joga suas fichas no caminhão FH 6x4 com eixo suspensor, capaz de desengatar e levantar o segundo eixo de tração. “Esse tipo de caminhão era uma demanda solicitada pelo mercado”, explica o executivo, acrescentando que a solução é indicada para operações de transporte com pouca ou nenhuma carga. Como detalha o diretor, quando o suspensor de eixo está ligado, o segundo eixo motriz do caminhão é desativado, ao passo que as rodas são elevadas, reduzindo tanto o arrasto quanto as perdas mecânicas e o consumo de diesel (em 4%). “Este dispositivo permite que o motorista tenha dois eixos motrizes com o caminhão carregado, proporcionando melhor capacidade de manobra e mais conforto quando o veículo está com pouca carga ou vazio”, garante Fedalto.

Recém-chegada ao mercado brasileiro, a DAF Caminhões também reforça suas operações. Segundo o presidente Michael Kuester, a empresa está na contramão do mercado, investindo fortemente no país. Os aportes incluem 60 milhões de reais para a instalação de uma nova linha de motores Paccar MX na fábrica de Ponta Grossa (PR), que equiparão todos os caminhões XF105 e CF85 vendidos no Brasil, nas versões de 360 cv, 410 cv, 460 cv e 510 cv. “Com a fabricação de motores no país, a empresa tem como estratégia agilizar o processo produtivo, reduzir custos e aumentar o índice de nacionalização, estimulando o desenvolvimento de fornecedores locais”, comenta Kuester. “Além disso, esperamos aumentar o nosso market share em 5% neste ano.”

Produção editorial: Revista M&T – Desenvolvido e atualizado por Diagrama Marketing Editoral