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12 de maio de 2020
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Editorial

Previsão de crescimento global do setor é revisada para baixo

"Projeção da GlobalData pressupõe que o surto esteja contido em todos os principais mercados ao final do 2º trimestre, após o que as condições permitirão um retorno à normalidade em termos de atividade econômica e liberdade de circulação na segunda metade

A GlobalData revisou drasticamente suas previsões de crescimento da produção da indústria da construção a nível mundial em 2020. Antes do surgimento do coronavírus (Covid-19), a consultoria previa uma maior aceleração no ritmo de crescimento, mas com o impacto severo da pandemia na China e em outras economias importantes ao redor do mundo, as previsões de crescimento para 2020 foram modificadas de forma radical, de 3,1% para 0,5%.

A projeção atual pressupõe que o surto esteja contido em todos os principais mercados ao final do segundo trimestre, após o que as condições permitirão um retorno à normalidade em termos de atividade econômica e liberdade de circulação na segunda metade do ano.

No entanto, ainda pode ocorrer um persistente e profundo impacto nos investimentos privados, devido aos encargos financeiros infringidos aos investidores em um amplo espectro de setores. Assim, embora o crescimento em 2021 possa vir a ser superior ao anteriormente esperado, graças à recuperação prevista para o primeiro semestre, é provável que se verifiquem novas revisões para baixo das perspectivas, caso a pandemia siga se espalhando na segunda me


A GlobalData revisou drasticamente suas previsões de crescimento da produção da indústria da construção a nível mundial em 2020. Antes do surgimento do coronavírus (Covid-19), a consultoria previa uma maior aceleração no ritmo de crescimento, mas com o impacto severo da pandemia na China e em outras economias importantes ao redor do mundo, as previsões de crescimento para 2020 foram modificadas de forma radical, de 3,1% para 0,5%.

A projeção atual pressupõe que o surto esteja contido em todos os principais mercados ao final do segundo trimestre, após o que as condições permitirão um retorno à normalidade em termos de atividade econômica e liberdade de circulação na segunda metade do ano.

No entanto, ainda pode ocorrer um persistente e profundo impacto nos investimentos privados, devido aos encargos financeiros infringidos aos investidores em um amplo espectro de setores. Assim, embora o crescimento em 2021 possa vir a ser superior ao anteriormente esperado, graças à recuperação prevista para o primeiro semestre, é provável que se verifiquem novas revisões para baixo das perspectivas, caso a pandemia siga se espalhando na segunda metade deste ano.

O relatório ‘Projeções da Construção Global até 2024 – O Impacto da Covid-19’ também revela a extensão do impacto da pandemia nas principais regiões do planeta. Segundo o documento, com a imposição de medidas extremas de quarentena, incluindo bloqueios de países inteiros, bem como restrições às viagens internacionais em muitas das principais economias, espera-se que o choque no abastecimento venha a amortecer a atividade econômica.

Por enquanto, o impacto mais direto na construção tem sido a interrupção dos trabalhos, seja pela impossibilidade de a mão de obra chegar aos locais das obras, ou mesmo pelas perturbações ocorridas na entrega de materiais e equipamentos essenciais às atividades. De modo geral, prevê a consultoria, o setor será fortemente afetado pela retração generalizada da atividade econômica e pela provável queda dos investimentos, inclusive com adiamentos e cancelamentos de projetos.

Para a GlobalData, os governos provavelmente buscarão elevar as despesas em projetos de infraestrutura assim que a normalidade regresse, a fim de revigorar o setor. Com as taxas de juros em níveis mínimos, os custos dos empréstimos contraídos serão menores, mas o êxito dos esforços governamentais no sentido de gastar mais intensamente em infraestrutura dependerá da situação financeira de cada país.

Em tal contexto, a comunicação torna-se ainda mais crítica, de modo que a Sobratema e a Revista M&T seguem comprometidas em fornecer informações que – a exemplo de reportagens contidas nesta edição – auxiliem o setor a tomar decisões mais balizadas em seus negócios. Boa leitura.

Permínio Alves Maia de Amorim Neto
Presidente do Conselho Editorial