FECHAR
03 de abril de 2017
Voltar
Fresagem

Precisão Milimétrica

Tecnologias garantem alto desempenho na recuperação de pavimentos asfálticos, mas há princípios que devem ser seguidos para garantir a máxima qualidade e produtividade
Por Joás Ferreira

É tido como certo o fato de que a fresagem é uma operação necessária e de extrema importância na recuperação de pistas de rolagem, visto que ao longo dos anos todos os pavimentos asfálticos envelhecem naturalmente e trincam ao perderem a capacidade elástica de resistir às cargas do tráfego.

Segundo o especialista de produto e aplicação da Ciber Equipamentos Rodoviários, Juliano Gewehr, essa operação vital para a recuperação de pavimentos asfálticos atingiu seu estado-da-arte com as modernas fresadoras, que são projetadas para remover a camada deteriorada com largura e profundidade pré-definidas, cortando e triturando o material para que possa ser transportado em forma granular.

Reforçando a análise, Mariana Mochizuki, consultora de marketing da Cat Paving para a América do Sul, acrescenta que a aplicação do processo de fresagem a frio na remoção do pavimento desgastado apresenta elevada capacidade de produção e diversas outras vantagens, como controle mais preciso da profundidade de corte e possibilidade de trabalho com sistema de inclinação e nivelamento automático, além da utilização de diferentes tipos de referência de corte, versatilidade no uso de tambores e correção de irregularidades, deformações e desgastes. “Também podemos citar a maior aderência, corte por camada, seleção do tipo de mistura e, ainda, redução do material à granulometria correta para ser usado como RAP (Reclaimed Asphalt Pavement)”, diz ela.

Outro ponto importante dessas soluções é a capacidade de remover mecanicamente as camadas de asfalto, sem utilização de calor ou agentes químicos, transferindo o material diretamente para o caminhão. “Para o executor do trabalho, a eficiência no processo de fresagem traz baixo custo de operação e, para o usuário, maior qualidade de pavimento e segurança de rolagem”, corrobora Carlos Santos, especialista de produto e aplicação da Atlas Copco Brasil.

Mas, além do maquinário, há outras variáveis a considerar, como a aplicação. Para ilustrar, ele cita um exemplo. “Se o executor escolher uma fresadora não recomendada ou um bit de fresagem impróprio para o trabalho, ou mesmo se aplicar uma velocidade de corte inadequada para a operação, certamente não executará a obra adequadamente e isso implicará maior custo final”, diz.

Os resultados dessa inadequação são evidenciados na medida em que a superfície fresada torne-se irregular ou o consumo de bits de fresagem seja mais alto que o normal, aumentando a quantidade de massa asfáltica necessária para corrigir as irregularidades presentes no pavimento. Além disso, a camada de pavimento que fica abaixo da parte superficial continuará com problemas estruturais, que serão transmitidos para a nova pista de rolagem, o que – por sua vez – pode acarretar trincas posteriores.