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05 de junho de 2018
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Equipamento

Prata da casa

Especialista brasileiro desenvolve solução que começa a ser adotada por grandes companhias para o transporte e o bombeamento de emulsão explosiva em minas subterrâneas
Por Marcelo Januário (Editor)

Uma solução genuinamente brasileira vem ganhando espaço no concorrido mercado de mineração. Ainda sem produção seriada, mas já com algumas unidades em operação, a UMBSS (Unidade Móvel de Bombeamento em Sub Solo) é um equipamento até então inédito para bombeamento de emulsão explosiva e que promete trazer vários benefícios em desempenho e segurança às operações em minas subterrâneas.

Como se sabe, sempre existiu a necessidade de se mecanizar o uso de explosivos no Brasil, que ademais requer escolta para o transporte, além de estar sujeito a furtos, a acidentes e a outros contratempos. Com a passagem do nitroglicerinado para o aluminizado e, posteriormente, para a emulsão (que tecnicamente não é classificada como explosivo), isso se tornou mais viável e barato. “Não é a invenção da roda, pois adaptamos soluções em função da experiência de campo e do que já existe no mercado”, comenta Luiz Fernando Campolim, especialista em mineração subterrânea do departamento técnico e comercial da Pilar Química do Brasil, que desenvolveu e patenteou a invenção. “Mas o que existe no mercado são caminhões de até 15 t para mineração a céu aberto. Para subsolo, ainda não havia nada.”

Automatizado, o equipamento é montado em um trator transportador articulado (TTA) dotado de motor diesel e tração 4x4, o que garante a manobrabilidade do conjunto dentro de minas no subsolo. Produzido em aço inox, seu tanque possui volume para 1 m³ de emulsão, sendo dividido em três compartimentos, que armazenam a solução oxidante estabilizada, a água e a solução de nitrito de sódio, responsáveis em conjunto pela composição da emulsão matriz.

A estrutura conta ainda com duas caixas para transporte de acessórios e iniciadores, além de um conjunto de bombas, painéis para os comandos hidráulico e eletrônico e manoplas para controle de vazão das substâncias. “As quantidades a serem injetadas são pré-determinadas e controladas pelas manoplas, enquanto a vazão é regulada pelos rotâmetros”, explica Campolim. “Inclusive, são dois rotâmetros, um para a água e outro para o nitrito.”

Por meio de um painel eletrônico, é possível programar o bombeamento, aplicando a quantidade necessária das substâncias por furo, conforme o plano de fogo apresentado, o que – como destaca o técnico – pode ser alterado conforme a necessidade. “Medido em kg/furo, o controle de emulsão aplicada é feito pelo Encoder, que permite alta precisão na quantidade programada e aplicada”, diz ele, acrescentando que a questão da ergonomia também é importante. “A solução evita o transporte manual das caixas de explosivos – que tem até 25 kg cada uma – até a frente de lavra, o que por décadas foi feito nas costas dos trabalhadores”, destaca.

Produção editorial: Revista M&T – Desenvolvido e atualizado por Diagrama Marketing Editoral