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05 de junho de 2018
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AGRISHOW 2018

Potência agrícola

Motivada pelos bons resultados obtidos no ano passado, a principal feira do setor destaca tecnologias que visam a impulsionar ainda mais a produção agrícola no PAÍS

Com protagonismo indiscutível, o agronegócio é a “menina dos olhos” da economia brasileira. Segundo dados do IBGE, no ano passado o setor avançou 13%, obtendo uma safra recorde de grãos de 237,7 milhões de toneladas. Com isso, o setor contribuiu com 23,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do país em 2017, como apontam os dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Para 2018, segundo informações da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a expectativa é de que a safra nacional alcance um volume de 226 milhões de toneladas, a segunda maior da série histórica, abaixo apenas à de 2017.

Nesse clima de otimismo foi realizada em Ribeirão Preto (SP) a 25ª edição da Agrishow – Feira Internacional de Tecnologia Agrícola, a principal feira do setor na América Latina e a terceira maior do mundo, que ademais registrou um crescimento na rodada de negócios em torno de 22%, em um resultado absoluto de R$ 2,7 bilhões. Além dessa cifra expressiva, a feira contou com a participação de 159 mil visitantes e mais de 800 marcas nacionais e internacionais, expostas durante os cinco dias do evento.

Segundo o presidente da feira, Francisco Matturro, a 25ª edição foi histórica também por outros motivos. “A Agrishow 2018 foi marcada pela participação de empresas que antecipam tendências para o agronegócio brasileiro, com destaque para máquinas com avançado nível tecnológico e soluções que garantem a eficiência do trabalho em campo”, comentou o dirigente, destacando ainda que a robustez crescente da produção agrícola brasileira vem contribuindo para a retomada da economia e, ao mesmo tempo, garantindo a oferta de alimentos no país e no mundo. “Precisamos apostar no nosso potencial cada vez mais, tanto na produção de alimentos, quanto no desenvolvimento de novas tecnologias.”

A John Deere mostrou a plataforma de gerenciamento on-line Operations Center, enquanto a Case IH levou seu conceito da intervenção remota, além de um drone (no detalhe)

 

 

 

O país, aliás, já é uma potência no segmento, como destaca Paulo Hermann, presidente da John Deere Brasil. Segundo o executivo, alguns estudos indicam que, em 2050, a China gerará uma riqueza anual de US$ 50 trilhões de dólares, enquanto a Índia terá um PIB de US$ 28 trilhões de dólares. Por outro lado, com populações de mais de dois bilhões de pessoas, ambos os países enfrentarão escassez de água e problemas ambientais e na estrutura fundiária, com dificuldades de expandir a produção agrícola. “Nesse contexto, o Brasil precisa se preparar para atender a esta demanda mundial, pois é um país situado no cinturão tropical, com duas ou três safras por ano e tecnologia desenvolvida”, disse ele. “Para tanto, é preciso investir em conectividade para garantir a eficiência, além de desenvolver novas formas de produzir, preservando a natureza e apostando na integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), que é uma estratégia de produção que integra diferentes sistemas produtivos dentro de uma mesma área, sem agredir o meio ambiente e conservando as características do solo.”

Produção editorial: Revista M&T – Desenvolvido e atualizado por Diagrama Marketing Editoral