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16 de outubro de 2015
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Manutenção

Por dentro dos sistemas de frenagem

Qualquer que seja o dispositivo utilizado, conhecimento técnico e cuidados especiais garantem resposta mais rápida, freadas eficientes e aproveitamento total do material de atrito

Sistemas de frenagem se baseiam na utilização de materiais cujo coeficiente de atrito – quando se movimentam sobre uma superfície como disco ou tambor – possibilita a ação do freio. Inclusive, o coeficiente de atrito entre as superfícies não precisa ser excessivamente alto, pois a frenagem excessiva nem sempre é desejável. A característica mais importante desses sistemas é justamente a pequena variação do coeficiente de atrito dentro da faixa de temperatura de operação.

Em aplicações pesadas, os materiais de atrito devem possuir resistência mecânica suficiente para suportar os imensos esforços inerentes à operação a que se destinam. Entre tais esforços mecânicos, destacam-se a compressão (ação contra as superfícies de atrito) e o cisalhamento (resultado das forças tangenciais, em virtude dos movimentos de rotação).

Já a vida útil do material de atrito depende da qualidade e do tipo selecionado para cada aplicação, particularmente a temperatura de operação. Os materiais de atrito são aglutinados por resinas orgânicas, o que impõe limitações à temperatura de utilização. Caso os freios sejam operados constantemente em temperaturas elevadas, por exemplo, o desgaste dos materiais de atrito tende a ser mais acelerado.

Mas a durabilidade também é afetada por outros fatores, como geometria do freio, material e acabamento da superfície das pistas de frenagem. Um material de atrito de boa qualidade também deve ter propriedades de isolamento térmico, para proteger as partes mais profundas das altas temperaturas geradas durante os acionamentos. O desgaste dos materiais de atrito é necessário para que se possa assegurar a manutenção da superfície de atrito. Caso contrário, haveria espelhamento da superfície, tornando a frenagem inoperante. Por outro lado, esse desgaste não pode ser muito rápido, pois é necessário que haja durabilidade.

SISTEMAS

Atualmente, existem diversos dispositivos de frenagem (freios e retardadores) utilizados na indústria de veículos automotores. Neste artigo, são mencionados os mais conhecidos. O freio convencional, por exemplo, é basicamente composto por um sistema de acionamento hidráulico no qual o óleo aciona um cilindro que, por sua vez, faz com que se abram dois patins, onde está instalado o material de atrito. Na sequência, o sistema coloca-os em contato com um tambor e, assim, executa a frenagem. Ao se aliviar o pedal, os patins retornam à posição inicial por meio de uma mola.

Produção editorial: Revista M&T – Desenvolvido e atualizado por Diagrama Marketing Editoral