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29 de abril de 2010
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Carretas de perfuração

Pneumáticas ainda dominam o mercado

Carretas pneumáticas mantêm o apelo junto aos clientes com base no seu baixo custo de aquisição e manutenção

Apesar das carretas de perfuração hidráulicas serem ate três vezes mais produtivas que as pneumáticas na execução de furos, estas ultimas permanecem com grande participação no mercado brasileiro. Embora os modelos hidráulicos conquistem cada vez mais usuários e avancem no país, os pneumáticos ainda se mostram competitivos em função de serem ate três vezes mais leves e de exigirem menor custo de aquisição por parte do usuário. A essas características se soma o fato de apresentarem um custo de manutenção muito menor que as carretas hidráulicas, o que as torna as preferidas entre as empresas de menor porte.

Pelos cálculos do empresário Tiago Wolf, diretor comercial da Metalurgica Wolf, cerca de 60% das 3.000 carretas de perfuração em operação no país são pneumáticas e essa população de maquinas se concentra basicamente em pedreiras de pequeno e médio porte. Gilberto Adriano Wolf, diretor da PWH tem uma justificativa para essa realidade. “Mesmo os usuários de grande porte avaliam que a boa relação custo/beneficio das maquinas hidráulicas vai ate seu segundo ano de vida. Depois desse período, seus custos de manutenção se tornam tão elevados que elas perdem essa vantagem.”

Isso se deve ao fato de que, ao contrario da maioria das maquinas pneumáticas, que são fabricadas no Brasil, elas são importadas e isso se traduz em pecas de reposição mais caras. “Como as carretas pneumáticas são mais leves, elas operam em terrenos irregulares e com inclinação acentuada, motivo pelo qual devem continuar com um grande mercado cativo”, acrescenta Gilberto Wolf. Shannon Santucci, diretor da Air Service, também acredita que os modelos pneumáticos terão um mercado cativo no Brasil por muitos anos, mas ressalta que o avanço das carretas hidráulicas não pode ser menosprezado. Ele atribui esse desempenho ao menor consumo de combustível das maquinas hidráulicas e seu baixo custo de operação. “Enquanto ela mobiliza um único operador, a pneumática precisa de dois profissionais para realizar o mesmo trabalho e seu consumo de óleo diesel chega a ser o dobro, na faixa de 32 l/h”, afirma o especialista.

Facilidade de deslocamento

Todas essas variáveis são analisadas pelos usuários na hora de especificar a carreta de perfuração necessária, considerando o modelo que apresenta a melhor relação custo/beneficio para sua operação.
 Exemplo disso e dado pela pedreira São Matheus Lageado, que opera no bairro de Guaianazes, na zona Leste de São Paulo, com duas carretas. “Uma delas e hidráulica e a outra e pneumática, sendo que usamos essa ultima apenas nos serviços de abertura de novas frentes de perfuração”, explica
Marcos Roberto Santos, engenheiro de minas da pedreira.